Papão anuncia Vinícius Eutrópio e provoca reação irritada da torcida

Novo treinador, Vinícius Eutrópio, não tem sido bem recebido pela torcida do papão.

A diretoria do PSC anunciou na noite desta quarta-feira o nome do novo técnico da equipe: Vinícius Soares Eutrópio, de 54 anos, será o comandante do Papão na Série C do Campeonato Brasileiro. Ele estava no Joinville. Chega no próximo sábado, 22, para substituir Itamar Schulle, que foi demitido após a derrota no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense para a Tuna, por 4 a 2.

O histórico do técnico despertou desconfiança na torcida alviceleste, que reagiu nas redes sociais logo após o anúncio da contratação. “Péssima contratação, tão ruim quanto Guilherme e Mateus Costa. Cancelem essa vergonha enquanto é tempo. Digam que foi brincadeira de algum estagiário ou alguém bêbado que fechou com ele.. ainda dá tempo..
Parem de afundar o nosso clube!”, disse o internauta Tiago Cardoso (@tiago1980).

Aos 54 anos, Eutrópio foi demitido pelo Joinville-SC no dia 22 de abril após derrota para o Hercílio Luz, pelo Campeonato Catarinense. Desde essa partida, o treinador estava desempregado. Até receber a proposta do Paysandu, o treinador vinha de uma sequência de 5 derrotas e 2 empates pelo clube catarinense.

O currículo também não empolga. Nos últimos dois anos, foram 31 jogos e apenas 6 vitórias.

O anúncio oficial será feito nesta quinta-feira, 20, segundo a Assessoria de Comunicação do Clube.

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Renata Afonso assume a CNN Brasil; clima na emissora é tenso

Do Portal dos Jornalistas

A executiva Renata Afonso, CEO da CNN Brasil

Na segunda-feira (17/5), Renata Afonso, anunciada em 13 de abril como a nova CEO da CNN Brasil, assumiu oficialmente o canal. Em comunicado, a empresa declarou que a programação jornalística seguirá sendo o carro-chefe, e que Renata terá o objetivo de expandir a marca da emissora e focar na ampliação de soft news, como viagens, economia, diversidade, saúde e documentários. Ao lado de Renata, estarão a COO Jercineide Castro e cinco vice-presidentes: Américo Martins (Conteúdo), Anthony Doyle (Distribuição), Leandro Cipoloni (Jornalismo), Marcus Vinícius Chisco (Comercial) e Virgílio Abranches (Programação).

O clima na CNN Brasil, porém, é tenso e de temor, segundo Ricardo Feltrin, colunista do UOL. Os profissionais temem uma “limpa” na redação, especialmente os que foram trazidos e convidados diretamente pelo ex-CEO Douglas Tavolaro. Feltrin informa que todo o círculo que trabalhava com Tavolaro já foi dispensado: secretárias, assistentes, ajudantes e até mesmo a assessoria que prestou serviço à CNN Brasil nos últimos 12 meses.

O medo maior, no entanto, segundo o colunista, refere-se aos repórteres, comentaristas editores e diretores. Feltrin acredita que cortes e mudanças na programação aconteçam em breve. Sobre o assunto, a CNN Brasil emitiu nota informando que “nenhum corte foi feito na equipe da emissora e nem está previsto”, e que “Renata Afonso está totalmente focada em estratégias de expansão da marca”.

Com grande experiência no mercado de mídia, Renata foi por 14 anos a principal executiva da TV TEM, afiliada da TV Globo presente em 318 municípios do Estado de São Paulo. Ela também teve passagem pela Band, Rede TV! e HBO, antes de ingressar na TV TEM.

Renata Afonso levará adiante os investimentos programados com o objetivo de ampliar a presença da CNN Brasil nas diversas plataformas no país sem deixar de lado valores essenciais para a consolidação de uma empresa moderna.

“Vamos proteger a nossa marca e expandir nossa empresa com credibilidade, sustentabilidade, diversidade, respeito e transparência. Nosso olhar está no futuro. A CNN veio para ficar e, com certeza, estaremos aqui pelas próximas décadas celebrando o trabalho que estamos construindo”, disse Renata. 

Centro das Indústrias do Pará manifestou apoio às ilegalidades defendidas por Salles

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Quem lembra do infame apoio do Centro das Indústrias do Pará (CIP), dois dias depois que o ministro Ricardo Salles defendeu em reunião ministerial a flexibilização de leis ambientais e “ir passando a boiada” para permitir ações contra o meio ambiente na Amazônia? Pois é, esse mesmo grupo de empresários paraenses mantém constrangedor silêncio diante das denúncias que levaram à operação da Polícia Federal no Ministério do Meio Ambiente, nesta quarta-feira (19).

Mesmo com amplo repúdio da sociedade, a declaração do ministro Ricardo Salles na reunião com o presidente Jair Bolsonaro ganhou defesa apaixonada dos empresários do CIP, que tiveram ainda a ousadia de publicar uma nota oficial risível, apoiando a devastação ambiental da Amazônia.

Em “nota de posicionamento, apoio e protesto”, o Centro das Indústrias do Pará, entidade vinculada à Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), declarou apoio ao ministro do Meio Ambiente e fez amplas mesuras ao presidente Jair Bolsonaro, que “sonha com o bem do Brasil”:

— Na sua fala, entendemos que se referiu ser, este momento de reflexão, um momento propício para desburocratizar o setor ambiental, pois, neste setor, existe (sic) normas, portarias e instruções normativas complexas, confusas, e mais restritivas que a lei, que causam insegurança jurídica, judicializando todas as decisões. (…) Por fim, vimos que as declarações do Presidente tornadas, maldosamente, públicas, serviu (sic) para constatarmos e consolidarmos que o Senhor Presidente sonha com o bem do Brasil.

A nota capciosa é assinada por José Maria da Costa Mendonça, presidente do CIP e vice-presidente executivo da Fiepa. Em agosto de 2020, em entrevista ao jornal O Liberal, ele já havia defendido a “desburocratização” e a revisão da incidência tributária no Estado. “Sempre que existe fiscalização de qualquer empresa, vem logo cheia de notificações, penalidades, como se o empresário fosse algum bandido”, afirmou. “Queremos que exista um relacionamento saudável entre as partes”.

O “saudável” significa aqui o mesmo que o “passando a boiada” defendida pelo ministro motosserra Ricardo Salles, que está em apuros porque foi acusado por autoridades americanas de tentar fraudar a venda de um carregamento de madeira nobre da Amazônia.

Cinco meses antes, em março, Mendonça organizou, na sede da Fiepa, um evento sobre mudanças climáticas. Segundo o convite, o encontro teve como objetivo “contestar a posição de ambientalistas que defendem restrições na economia” e contou com a presença de expoentes do negacionismo climático, como o meteorologista Luiz Carlos Molion, mentor do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (nas quais já disse que não acredita) e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Decisão que atinge Salles pode aumentar tensão entre STF e Planalto

Ministro do STF Alexandre de Moraes -

Nem precisava da operação de hoje no Ministério do Meio Ambiente para acirrar os ânimos entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto. No último ano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não tem poupado críticas à Corte e seus integrantes. As declarações recentes criaram um clima pesado entre o mandatário e o tribunal. A decisão do ministro Alexandre de Moraes de quebrar o sigilo de Ricardo Salles, titular do Meio Ambiente, aumenta a tensão entre os dois Poderes. Moraes surpreendeu não apenas o governo com a decisão. Ele sequer avisou os outros ministros da Corte que adotaria as medidas na manhã desta quarta-feira (19).

Em abril, Bolsonaro afirmou que os ministros do STF “estupraram” o artigo 5º da Constituição Federal. Ele comentava a decisão da Corte que garantiu a prefeitos e governadores o direito de tomar medidas no combate à pandemia. Há duas semanas, o presidente disse que editaria um decreto contra as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos na tentativa de conter a covid-19. “Não será contestado por nenhum tribunal, porque ele será cumprido”, declarou, dando uma alfinetada ao STF.

Para completar o clima pesado, na semana passada a Polícia Federal pediu ao STF abertura de inquérito para investigar o ministro Dias Toffoli por suspeita de recebimento de propina em troca de decisão judicial. Alguns ministros da Corte viram a atitude como uma represália do governo ao tribunal. A decisão de Moraes, na semana seguinte ao episódio, pode ser interpretada pelo governo como um troco. A depender do arsenal no STF, ainda podem aparecer mais motivos para acirrar a disputa entre os Poderes – e não apenas na esfera criminal. O que não faltam são ações pendentes de julgamento na Corte que podem implicar perdas financeiras para o governo. (Do UOL)

As conexões paraenses do ministro que defendeu “passar a boiada”

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de investigação da Polícia Federal, suspeito de cometer crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro, visitou o Pará várias vezes desde 2019. No último dia 7 de abril, Salles esteve em Santarém para conversar com madeireiros que eram investigados por crimes ambientais. Na ocasião, foi fotografado ao lado do senador Zequinha Marinho (PSC-PA) e chegou a fazer um vídeo onde defendia a legalidade da ação dos madeireiros na região.

Zequinha Marinho, que apoia Bolsonaro, não fez nenhum pronunciamento sobre as ações de Ricardo Salles. O ministro está sendo alvo de mandados de busca e apreensão realizados pela PF, os quais apontam crimes envolvendo a exportação ilegal de 8 mil cargas de madeiras. Mesmo com o desmatamento da Amazônia atingindo o maior nível nos últimos 10 anos, chegando a 810 km² de floresta destruída em abril deste ano (segundo o Imazon), o senador paraense nunca se manifestou a respeito.

O ministro investigado também tem o apoio do deputado federal Joaquim Passarinho (PSD-PA), que articulou na semana passada um encontro entre Salles e garimpeiros da região Oeste do Pará. Na ocasião, garimpeiros ilegais pediram a regularização do garimpo em quatro áreas de proteção ambiental no entorno do rio Tapajós. São as Flonas (Florestas Nacionais) do Amana, do Crepori e do Jamanxim, além da APA (Área de Proteção Ambiental) do Tapajós. Juntas, as áreas têm 47.652 km², área equivalente à do estado do Espírito Santo.

PGR NÃO FOI AVISADA

operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, deflagrada nesta quarta-feira, foi realizada sem uma consulta prévia ao procurador-geral da República Augusto Aras, como é a praxe nos procedimentos do tipo. Em seu despacho que autorizou a operação, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fosse informada do caso apenas após o cumprimento das diligências.

Nos bastidores, fontes ligadas à investigação apontam que a PGR não foi informada previamente por uma desconfiança de que Aras adiasse o andamento da apuração e vazasse informações da operação para o Palácio do Planalto. Os investigadores também viam riscos de que o procurador-geral atuasse contra a realização da operação.

(Com informações da Folha SP, O Globo e blog de Sávio Barbosa)

Bomba: fraudes em licitação atingem R$ 30 milhões na gestão Pazuello na Saúde

Por Ivan Longo, na Revista Fórum

O Jornal Nacional, da Globo, revelou em reportagem nesta terça-feira (18) que o Ministério da Saúde, sob gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello, firmou contratos suspeitos que chegam a quase R$ 30 milhões, sem licitação, para reformar galpões de arquivo e prédios antigos da pasta no Rio de Janeiro. A pandemia do coronavírus foi utilizada como argumento para que os contratos fossem celebrados com “urgência” e sem licitação.

Segundo a reportagem, o coronel da reserva George Divério, nomeado por Pazuello em junho de 2020 para chefiar a Superintendência Estadual do Ministério no RJ, firmou em novembro daquele ano, em um intervalo de apenas 2 dias, dois contratos, com dispensa de licitação, que chegam a R$ 28,8 milhões.

A empresa contratada foi a Lled Soluções, cujos sócios são Fábio de Rezende Tonassi e Celso Fernandes de Mattos. Ambos eram sócios em outra empresa, a Cefa-3, que foi proibida de celebrar contratos com o governo federal até 2022 por estar envolvida em um contrato fraudulento com as Forças Armadas.

Somente o contrato do Ministério da Saúde com a Lled Soluções para reformar galpões de arquivo era de R$ 8,9 milhões.

Sob a gestão Pazuello, o ministério também firmou contrato de R$ 19,9 milhões, novamente sem licitação, com a empresa SP Serviços, para a reforma na sede da pasta no Rio de Janeiro. Entre as reformas “urgentes”, que foram os argumentos utilizados para a dispensa de licitação, estão instalação de painel de LED e troca de poltronas do auditório.

A reportagem do Jornal Nacional encontrou a sede da SP Serviços, que fica em Magé, área dominada pela milícia no Rio de Janeiro. “Na verdade, como é dispensa, você é convidado, né,?! Como você já fez trabalho para União, eles têm um site, né. As empresas que fizeram trabalho e concluíram, né? Aquelas empresas que fizeram trabalho e concluíram e manda para você orçar. Você orça e dá o preço. É assim que funciona. Entendeu?”, disse ao telejornal, por telefone, Jean Oliveira, dono e único gestor da SP.

A Advocacia-Geral da União (AGU) não aprovou as duas dispensas de licitação e as reformas, tanto nos galpões como no prédio do Ministério, foram anuladas. O órgão, no entanto, segue investigando indícios de fraude e conluio entre os representantes do ministério e as empresas.

Confira a íntegra da reportagem aqui.

CPI do Genocídio: STF nega habeas corpus à Capitã Cloroquina

Por Lucas Rocha, na Revista Fórum

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (18) o pedido de habeas corpus apresentado pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Isabel Correia Pinheiro. Conhecida como “Capitã Cloroquina”, a servidora pedia para ficar em silêncio durante depoimento à CPI do Genocídio, assim como conseguiu o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde.

“Nada há nos autos que leve à conclusão de que se deva deferir à paciente o direito de permanecer calada durante seu depoimento, mesmo porque essa proteção constitucional é reservada àqueles que são interrogados na condição de investigados, acusados ou réus por alguma autoridade estatal”, sustenta Lewandowski em decisão, obtida pelo blog do Ancelmo, em O Globo.

“A paciente não demonstrou, de forma concreta e documentada, como lhe competia, que corre algum risco de se autoincriminar ou de ser presa em razão de falso testemunho por ocasião de seu depoimento perante a CPI da Covid -19”, afirma ainda.

Mayra Pinheiro é conhecida como “Capitã Cloroquina” por ser apontada como a articuladora da implementação e divulgação, por parte do governo federal, do chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19 – método que envolve a administração de remédios que não têm eficácia contra a doença.

No pedido, a secretária alegou “temor” diante de uma suposta “agressividade” dos senadores que compõem o colegiado. Os advogados ainda pediram que a defesa da “Capitã Cloroquina” esteja presente durante o depoimento e que a audiência seja encerrada caso suas prerrogativas sejam “desrespeitadas”.

Na decisão em que permitiu o direito ao silêncio a Pazuello, o ministro do STF apontou que ele já é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por situações relativas à sua gestão no ministério e, portanto, poderia acabar produzindo provas contra si mesmo. No entanto, destacou que “permanece a sua obrigação revelar” eventos que “não estejam diretamente relacionadas à sua pessoa, mas que envolvam fatos e condutas relativas a terceiros”.