Com personalidade e boa produção ofensiva, Leão supera dificuldades em Marabá

Gedoz marcou o segundo gol do Remo no jogo

O Remo estreou com vitória nas quartas de final do Campeonato Paraense. Marcou 3 a 1 sobre o Águia, na tarde deste sábado, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. O primeiro gol veio logo aos 18 segundos de partida, em jogada iniciada por Marlon e finalizada por Lucas Tocantins, em dois tempos. Aos 31 minutos, Marlon foi à linha de fundo e cruzou para Felipe Gedoz ampliar. O lance gerou muitas reclamações do time marabaense pela falta do lateral azulino na origem da jogada. No 2º tempo, o Águia voltou melhor, perdeu duas boas chances, com Romarinho e Echeverría, e chegou ao gol através do meia paraguaio, aos 25 minutos. O Remo ampliou logo em seguida, com Edson Cariús, aproveitando cruzamento perfeito de Tiago Ennes, que havia substituído a Wellington Silva.

A arbitragem, por sinal, foi o ponto negativo do jogo. O árbitro Joelson Nazareno Ferreira distribuiu 15 cartões amarelos e um vermelho (Gilmar, que recebeu o cartão já no banco de reservas). Nove amarelos para o Águia e seis para o Remo. Mau posicionado na maioria dos lances, Joelson perdeu o controle do jogo, aceitando a reclamação dos jogadores, insatisfeitos com decisões erradas dele.

Erick Flores estreou pelo Remo substituindo Lucas Tocantins no final da primeira etapa

Depois da partida, o técnico Paulo Bonamigo destacou a atitude vitoriosa do time, a busca de organização para superar as dificuldades impostas pelo Águia. Elogiou a estreia de Erick Flores, que substituiu Lucas Tocantins ainda no primeiro tempo, mesmo sem ter treinado com a equipe. (Fotos: Samara Miranda/Ascom Remo)

Índios Munduruku emitem nota contra exploração mineral em seu território

Um grupo de 80 caciques e 500 indígenas Munduruku estiveram reunidos em assembleia, na Aldeia WariApompu, no sudoeste do Pará, para elaborar um documento-denúncia diante da violação de seus direitos, afetados, principalmente, pela garimpagem ilegal no interior de seus territórios. Na carta, denunciam a entidade Pusuru, que reúne lideranças indígenas que apoiam a garimpagem ilegal.

Os Munduruku ressaltam o papel de líderes, professores e profissionais de saúde. “Discutimos sobre o papel do cacique, que deve cuidar do seu povo, não permitir que entre projetos dos Pariwat. Do papel do professor que é trazer a informação verdadeira. E do profissional da saúde que é cuidar da vida do nosso povo. Essas importantes lideranças não podem se envolver com a exploração de nosso território”.

Carta dos Munduruku:

Somos caciques do povo Munduruku, convocamos essa assembleia geral que aconteceu no dia 24 a 27 de Abril na aldeia WaroApompu, esteve presente 72 caciques e mais de 500 Munduruku. Discutirmos todos os projetos de morte que já estão afetando nosso território. Estamos nos reunindo por acreditarmos que a partir da organização, da reunião e da conversa vamos encontrar as soluções dos problemas. presente

Discutimos sobre a organização Pusuru, como está sendo usada para destruir nosso território, desrespeitando nossos caciques e não protegendo a vida de nosso povo. Decidimos extingui-la, para que parem de usar contra nosso povo, contra nosso rio e território. Estamos doentes, sem água, os peixes e caças sumindo, associação é para ajudar o povo e não pra ajudar a destruir nosso futuro. Discutimos a questão da demarcação dos Território Sawre Muybu e território Sawre Bapin. O governo tem que demarcar os territórios indígenas e não com o propósito de querer explorar as terras indígenas.

Discutimos sobre o papel do cacique, que deve cuidar do seu povo, não permitir que entre projetos dos Pariwat. Do papel do professor que é trazer a informação verdadeira. E do profissional da saúde que é cuidar da vida do nosso povo. Essas importantes lideranças não podem se envolver com a exploração de nosso território. Sabemos que hoje todos nós somos estudados por isso não estamos perdidos para descobrir o que é errado, principalmente os projetos dos governos que fazem a vontade dos pariwat que vem invadir a nossa região.

Não queremos o projeto de lei 191/20 que o governo federal Jair Bolsonaro quer aprovar de qualquer custo em cima do nosso território, sem consultar e sem o consentimento do povo, esse projeto de morte é o que está trazendo divisão entre o nosso povo, trazendo violência, estão atacando as mulheres e lideranças que lutam pela defesa do território. Os pariwat estão usando o nome do nosso povo Munduruku a favor da PL 191. Nenhum senador, deputado ou vereador pode falar pelo povo Munduruku, e nem dizer que representa o povo.

Nós que decidimos o que queremos para o nosso território, queremos mostrar que estamos aqui, esse homem que se diz presidente do Brasil não nos representa. Primeiro tem que fazer o papel de respeitar os povos indígenas e seus territórios. Precisamos de vida e não de morte. sabemos que esse projeto vai trazer mais prostituição, drogas, doenças e mercúrio, o dever do Estado é proteger e não incentivar a entrada em nosso território.
Somos mais 140 aldeias incluindo o médio, alto tapajós e baixo Teles Pires. Somos guerreiros, vamos sempre proteger o que é nosso. O congresso Nacional não pode aprovar esse projeto sem ao mesmo nos ouvir. Não queremos que eles sentem com pequenos grupos pró-garimpo, esses não podem falar por todo o povo.

Nenhuma associação tem o direito de representar o povo Munduruku isoladamente, para isso temos o protocolo de consulta do povo Munduruku, de acordo com a Convenção 169, para fins de consulta prévia, livre e informada.
Somos autônomos, quem está na luta somos nós mesmos, as nossas organizações, principalmente o Movimento Ypereg Ayu e as organizações que colaboram com ele. trabalhamos independente, sem depender do governo.

A gente está cansado de esperar pelo governo.
Sabemos claramente de nosso direito constituído na Constituição que é a carta magna.
Os caciques formalizaram e elaboraram suas determinações contra o projeto do governo que ferem os direitos da população indígena existente no Brasil, aqui falamos exclusivamente Munduruku. Nós defendemos vidas. vida de seres humanos, animais, florestas, rios e todas as formas de vidas existentes na natureza. O nosso lema será sempre promover segurança e proteção e bem-estar de todos.

Aldeia Waroapompu, Terra Indígena Munduruku, 26 de abril de 2021

(Com informações do portal OEstadonet)

CPI do Genocídio tem fita explosiva com 8 horas de gravações de Bolsonaro

Está à disposição da CPI da Covid no Senado uma fita explosiva contendo pouco mais de oito horas de gravações do presidente Jair Bolsonaro recomendando remédios ineficazes contra o vírus e criticando medidas adotadas por governadores e prefeitos que poderiam ter reduzido o número de mortos pela pandemia.

A voz debochada e arrogante de Bolsonaro ecoa numa sucessão de vídeos e áudios que mostram um claro desrespeito e desumanidade com os doentes, além do confronto permanente do chefe do governo com os fatos, a ciência e o bom senso, conforme apurou a jornalista Vanda Célia, colaboradora deste blog.

Assessores da CPI temem invasão dos arquivos da comissão para roubo do material, tamanho o impacto que os áudios poderão vir a ter nas eleições do ano que vem. O material está guardado em um cofre, e a senha só é conhecida pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) e o relator Renan Calheiros (MDB-AL). (Do Diário do Centro do Mundo)