Discretos sinais de evolução

POR GERSON NOGUEIRA

Denilson fez, de cabeça, o segundo do Papão

Com mais objetividade e bom aproveitamento na definição de jogadas, o PSC venceu o clássico com a Tuna no sábado à tarde, na Curuzu, por um placar (2 a 0) que é mais folgado do que a partida realmente foi. Quase um amistoso, por conta da classificação antecipada dos times, o jogo começou aberto, com os tunantes mais presentes no ataque.

O técnico Robson Melo escalou a Tuna ofensivamente, propondo ações pelos lados com Pedrinho, Léo Rosa e Jayme, tendo Paulo Rangel centralizado e Lukinha ainda pela direita. Deu certo, em termos de pressão, nos primeiros 20 minutos. Com muita correria, o time fazia investidas em direção à área alviceleste, mas sem criar nenhum lance mais agudo.

A Tuna chegava, mas não finalizava. Cercava, mas não invadia. Lukinha e Jaime, seus melhores chutadores, evitavam arriscar de fora da área. O centroavante Paulo Rangel, pouco acionado, via-se obrigado a sair da área em busca da bola.

Com Jhonnatan mais avançado, o PSC saiu do imobilismo e passou a atacar também. O problema é que caía no repertório manjado de sempre: bolas altas na área em busca de Igor Goularte e Nicolas. Não funcionava porque a zaga lusa tem os dois zagueiros mais altos do campeonato: Dedé e Felipe.

No meio-campo, Ruy voltou à equipe, com os problemas de sempre. Aparecia pouco e evitava jogadas de risco. Dá a impressão de pisar em ovos, fugindo a qualquer possibilidade de erro.

Com a ausência de um meia criativo quem mais sofre consequências é Nicolas. Ele só apareceu em campo aos 26 minutos. Recebeu rebote junto à grande área e chutou, mas a bola saiu prensada e distante do gol.

Paysandu e Tuna cumpriram compromisso adiado na 5ª rodada

Com erros se repetindo de lado a lado, uma jogada de linha de fundo permitiu a abertura do placar. Israel avançou pela direita e cruzou rasteiro. Felipe rebateu para a entrada da área, onde Jhonnatan, livre de marcação, arrematou em direção ao gol. Bola no barbante aos 36 minutos.

A Tuna quase chegou ao empate dois minutos depois. Dedé escorou cruzamento de Léo Rosa, mas a bola foi desviada pelo atacante Jayme quando ia em direção ao canto direito do gol bicolor.

Na etapa final, as equipes continuaram com as mesmas estratégias. A Tuna manteve presença no campo adversário e, aos 6 minutos, quase chegou lá. Léo Rosa cobrou falta e Paulo Rangel se antecipou à zaga, testando com perigo. Três minutos depois, Israel foi à linha de fundo pela esquerda e cruzou para Denilson, desmarcado, cabecear e fazer 2 a 0.

A partir daí, a Tuna trocou peças, mas não encontrou a liga necessária para tornar realidade a intenção demonstrada. O jogo ficou sob controle do PSC, que mudou muito também, mas passou a administrar tocando a bola sem pressa. Ainda teve boa chance, com Ari Moura (que entrou no 2º tempo).  

Paulo Rangel ainda ameaçou, aos 31’ e 46’, mas o placar não se alterou. A evolução esperada ainda não é plenamente visível no Papão, mas o time melhorou em relação aos jogos anteriores. Além disso, garantiu seu nono ponto em três rodadas, sem sofrer gols. É um avanço. (Fotos: John Wesley/Ascom PSC)

Sai amanhã a primeira parcial do Troféu Camisa 13

O Troféu Camisa 13, maior e mais popular premiação do esporte paraense, movimenta os bastidores do futebol regional com a expectativa do anúncio dos mais votados pelo torcedor. A primeira parcial do certame será anunciada amanhã, 27, às 6h30, no programa Camisa13/RBATV.

Adequando-se às normas sanitárias preventivas à pandemia, o TC13 deste ano é totalmente on-line, facilitando o acesso do torcedor-técnico, que também é premiado pela participação. Para escolher sua seleção do Parazão, o torcedor deve acessar @trofeucamisa13.com.br.

Árbitro sofre ameaças e Carajás expõe insatisfação

Passou meio em brancas nuvens o episódio grave envolvendo arbitragem no Parazão. Na quinta-feira (22), no empate em 1 a 1 entre Carajás e Paragominas, em Outeiro, o árbitro Herik Danilo Ferreira foi hostilizado por jogadores e comissão técnica do time mandante.

Na súmula, Herik relatou que passou maus bocados após apitar o término da partida. Alguns jogadores do Carajás reclamaram acintosamente de marcações da arbitragem. A maior bronca era em relação aos sete minutos de acréscimos. O empate do Paragominas aconteceu aos 51 minutos.

O árbitro justificou o tempo de acréscimo pela parada médica, várias substituições e atendimento de atletas lesionados em campo. Descontrolado, o técnico Pedro Henrique avançou em direção a Herik e precisou ser contido pelos jogadores e pelo policiamento.

Nos vestiários, o clima continuou tenso. Socos eram dados na porta, com ameaças de “vamos pegar vocês aqui fora, seus ladrões”. As ameaças e ofensas prosseguiram quando o trio de arbitragem deixava o estádio. O Carajás tem 5 pontos no grupo B e corre risco de rebaixamento.

A Federação Paraense de Futebol tem o dever de tomar providências em relação a isso. Árbitros não podem ser intimidados e pressionados. É fundamental que tenham segurança e garantia para trabalhar.

Da parte do Carajás, o incidente coroa um processo de revolta crescente com as arbitragens, situação que inclui o lance que definiu a partida com o PSC na terceira rodada. O clube alega que a bola teria saído pelo fundo, mas o escanteio foi marcado e resultou no segundo gol bicolor.

Lindomar de Jesus, presidente do clube, que chegou a anunciar desistência da competição, e depois recuou, faz críticas pesadas à FPF. Reclama de perseguição e diz que o auxiliar de arbitragem no jogo com o Paragominas seria também vigia na sede da entidade. Entende que funcionário da federação não pode integrar equipe de arbitragem. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 26)

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