Sinjor e OAB repudiam agressões e ameaças a jornalistas durante visita de Bolsonaro a Belém

Em nota oficial, o Sinjor-PA e a OAB-PA se manifestaram sobre o comportamento de militantes e apoiadores de Jair Bolsonaro durante a visita presidencial a Belém, na última sexta-feira, 23.

O Sindicato de Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA) e a Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA) vem publicamente repudiar as agressões, ameaças e hostilizações generalizadas aos jornalistas feitas por militantes e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na última sexta-feira (23), em Belém.

A violência contra os jornalistas paraenses tem responsabilidade direta de Jair Messias Bolsonaro, já que o presidente do Brasil encoraja o estabelecimento de um ambiente cada vez mais hostil contra a imprensa. Em 2020, o chefe do governo bateu o recorde de agressões a jornalistas, sendo responsável sozinho por 175 ataques, segundo relatório da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

O Sinjor-Pa e a Comissão de Liberdade de Imprensa da OAB entraram em contato com o repórter Diogo Puget, da TV Cultura, que foi agredido por um apoiador do presidente, quando tentava gravar uma passagem junto com o repórter cinematográfico Carlos Augusto. Equipes do Grupo Liberal, TV Cultura, jornal Diário do Pará, TV Record e Rede TV também foram hostilizados pelos apoiadores do presidente.

As entidades acompanham o caso de perto para cobrar a punição dos agressores, prestam solidaridariedade às vítimas e estão à disposição para toda a assistência jurídica. Essas ações, próprias dos regimes autoritários, não podem ser aceitas ou naturalizadas. Por isso, solicitam que os jornalistas repassem vídeos e fotos para ajudar a identificar os agressores e cobrar a punição devida.

O Sinjor-Pa vai exigir ainda que os veículos de comunicação disponibilizem carros próprios das empresas durante o trabalho das equipes de reportagens, que servem de retaguarda para a segurança dos jornalistas e diminuem a exposição dos profissionais às agressões.

O Sindicato está empenhado na cobrança de medidas contra a violência a jornalistas e pela liberdade de expressão, mas é necessário que os profissionais denunciem quaisquer ameaças ou agressões e registrem boletim de ocorrência para que as medidas legais sejam tomadas.

Sinjor-PA – Gestão Sempre Na Luta: Pela Categoria, Pela Democracia
Comissão de Liberdade de Imprensa da OAB-PA

24 de abril de 2021

Em jogo equilibrado, Papão supera a Lusa na Curuzu

Com melhor aproveitamento nos lances de área, o PSC derrotou a Tuna na tarde-noite deste sábado (24) na Curuzu, marcando 2 a 0 – gols de Jhonnatan e Denilson. O jogo – atrasado da quinta rodada – teve um início equilibrado, com a Tuna ligeiramente mais aguda nas jogadas de ataque, explorando as subidas do ponta Pedrinho, do lateral Léo Rosa e do meia-atacante Lukinha. Os ataques se repetiam, mas sem objetividade eram neutralizados pela defensiva bicolor.

Aos poucos, o PSC foi se estabilizando e explorando saídas rápidas pelos lados, com Israel e Igor Goularte. Depois de insistir com cruzamentos altos para a área tunante, aos 35 minutos, Israel foi à linha de fundo e cruzou rasteiro. A zaga deu rebote e Jhonnatan chegou finalizando para as redes de Gabriel.

Logo depois, o zagueiro Dedé escorou cruzamento na área do Papão, mas o atacante Jayme acabou desviando a bola que ia em direção ao gol. Aos 41′, Jayme arriscou da entrada da área, mas a bola saiu pela linha de fundo.

No segundo tempo, logo aos 9 minutos, Israel fez grande jogada pelo lado esquerdo do ataque, foi à linha de fundo e cruzou no segundo pau. Denilson subiu, livre de marcação, e cabeceou no canto esquerdo, ampliando o marcador.

A Tuna fez várias mudanças, trocou os atacantes de lado com a entrada de Kauê e Neto, mas continuou dispersiva nas jogadas junto à área. Logo no primeiro minuto, o PSC quase ampliou, com jogada de Jhonnatan com Igor Goularte. A Tuna respondeu em cabeçada de Paulo Rangel, aos 6′, que saiu à direita da trave.

A partir daí, com organização e saídas rápidas, o PSC pressionou o setor defensivo da Tuna e chegou ao segundo gol em jogada de Israel pelo lado esquerdo. Ele cruzou para o cabeceio certeiro de Denilson, aos 9′. Depois, os técnicos começaram a mexer nas equipes e o nível técnico caiu bastante. A Tuna ainda ameaçou aos 31′ e 46′, com Paulo Rangel, mas o gol não saiu.

Os dois times já estão garantidos na próxima fase do campeonato. O Paysandu está na liderança do grupo A, com 16 pontos, enquanto a Tuna segue na segunda colocação do grupo B, com 9 pontos.

Pandemia gera festejo bolsonarista

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Jair Bolsonaro posa, sorridente, para foto com placa que faz referência à morte de pessoas. O termo “CPF cancelado” é usado pelo apresentador sensacionalista Sikêra Júnior para se referir a supostos criminosos que são assassinados. Sikêra é um declarado apoiador de Bolsonaro e de sua linha negacionista em relação à pandemia. A foto foi feita num estúdio de TV em Manaus, na sexta-feira, 23. (Foto: Alan Santos/PR)

Papão faz justa homenagem a heróis da Bombonera

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A diretoria do PSC prestou homenagem especial aos ex-jogadores Robson e Ronaldo, na tarde deste sábado, minutos antes do clássico com a Tuna, no estádio da Curuzu. Há exatos 18 anos, ambos entraram para a história do clube pela sensacional vitória de 1 a 0 sobre o Boca Juniors, no mítico estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores de 2003.

Papão recebe a Tuna em jogo atrasado da quinta rodada do Parazão

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Depois de oito anos, PSC e Tuna se enfrentam novamente em competição oficial, hoje, às 17h, em partida atrasada da 5ª rodada do Parazão. O jogo será no estádio da Curuzu, onde o Papão ainda não conseguiu vencer na temporada. O time ainda está indefinido, mas deve ter o retorno do meia Ruy, afastado da partida contra o Independente, na terça-feira.

O desgaste causado pelos últimos jogos, segundo o técnico Itamar Schulle, é a causa dos problemas exibidos ao longo do campeonato estadual. Desentrosado e sem organização, o time tem passado sufoco em praticamente todas as partidas.

Uma ausência confirmada é a do meia João Paulo, que sentiu desconforto na coxa antes do jogo com o Independente. É o primeiro caso de lesão muscular detectado no elenco bicolor nesta temporada. Já o atacante Laércio está relacionado e pode fazer sua estreia.

O time cruzmaltino vem de uma goleada de 6 a 1 (a maior do Parazão) sobre o Gavião, em Marabá. O elenco também se ressente do cansaço gerado pelos deslocamentos. Com 9 pontos ganhos, uma vitória hoje classifica a Tuna para a próxima etapa da competição.

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Até colunista d’O Globo se rende à força eleitoral de Lula

Em artigo publicado neste sábado no jornal O Globo, o colunista Ascânio Seleme analisa as pré-candidaturas para 2022 e admite que o centro e o centro-direita não têm força suficiente para superar Lula e chegar ao 2º turno.

Por Ascânio Seleme

Ao confirmar a suspeição do ex-juiz Sergio Moro depois de tê-lo considerado incompetente para julgar Lula, o Supremo Tribunal Federal reabilitou política e moralmente o ex-presidente autorizando-o a se candidatar e muito provavelmente se eleger outra vez em 2022.

Não, não haverá tempo para que uma candidatura de centro ou centro-direita surja e cresça a ponto de superar Lula e conseguir vaga no segundo turno. Apenas João Doria pode surpreender.

Luciano Huck ficou no espaço. Luiz Mandetta não se consolidou. Moro se dissolveu. E os demais pré-candidatos que apareceram neste espectro eram apenas balões que nem sequer ensaiaram uma alternativa.

A centro-esquerda e esquerda tinham Fernando Haddad e Ciro Gomes. Haddad é Lula. Ciro não deve ser páreo para um Lula que volta revigorado pelo STF. À direita o candidato será mesmo Bolsonaro? Talvez sim. Talvez não.

A direita liberal pode encontrar em Lula argumentos para fugir do capitão que muito prometeu em 2018 e pouco entregou. As reformas neste governo não avançaram. Mesmo a reforma da Previdência, aprovada em 2019, foi muito mais mérito de Rodrigo Maia e da Câmara do que de Bolsonaro e do Palácio. Além disso, as constantes ameaças às instituições atrapalham o capitão muito mais do que o ajudam.

O presidente ficará com a extrema-direita, isso com certeza. Neste espaço, só resta ele. Trata-se de uma área tão árida do campo que somente olavistas convictos e puxa-sacos rematados conseguem por ela transitar à vontade. Com eles seguirá parte do eleitorado que se enrola em bandeiras do Brasil e pede o fechamento do Congresso, do Supremo.

São minoria, mais velhos e saudosistas ou mais ignorantes e menos informados. Serão acompanhados também pelos que ainda olham para Lula e para o PT e só enxergam corrupção. São muitos, mas as pesquisas revelam que a maioria já percebeu que a alternativa é pior.

O cenário não deixa muita dúvida. O desgaste de Bolsonaro, que deve seguir e ser ainda ampliado pela CPI da Covid, o debilitará política e eleitoralmente, mas dificilmente a ponto de tirá-lo do segundo turno.

Esta talvez seja a única forma de Lula não conquistar um terceiro mandato. Se houver um segundo turno entre ele e qualquer outro candidato que não seja o capitão, suas chances de vencer diminuem muito.

Como é pouco provável que isso ocorra, Lula e Bolsonaro deverão ir para o segundo turno. E aí, antes de dizer com quem vai o eleitor, é importante observar como se guiarão as forças políticas, os partidos e seus líderes.

Mesmo os partidos que hoje apoiam o governo no Congresso terão de fazer cálculos para decidir com que seguir num segundo turno entre os dois. Se Bolsonaro não estiver muito isolado em 2022, talvez tenha uma meia dúzia de partidos coligados em sua campanha.

Mas nesta contabilidade, não se pode dar por certo nem mesmo o apoio do PSL, que só existe por obra do presidente. O Centrão, de DEM, PP, MDB e outros, sabe muito bem para qual canoa deve pular se a sua estiver fazendo água. E a canoa de Lula já abrigou o Centrão antes. Os partidos que formam esta amálgama podem se dividir até o limite do primeiro turno, depois seguem com quem for vencer.

À esquerda, nenhuma dúvida. Talvez Ciro Gomes viaje outra vez a Paris, como já disse que fará na hipótese de ter como opção o PT. Ciro vai, mas o seu partido, o PDT, fica. Seus eleitores também, ou alguém imagina que na ausência de Ciro pedetistas votarão por descuido em Bolsonaro?

Os demais partidos que contam, PSOL, PSB, Rede, PCdoB, devem ir com Lula já no primeiro turno. Os demais desaguarão no PT em seguida. Mesmo que Doria anteveja um provável fracasso e prefira disputar um segundo mandato em São Paulo, o PSDB deve ter candidato próprio. Mas no segundo turno não piscará ao emprestar seu apoio à Lula contra Bolsonaro.

Ninguém, a não ser as forças mais retrógradas do país, quer dar mais um mandato ao capitão baderneiro. A experiência foi desastrosa politicamente e trágica do ponto de vista sanitário.

O Brasil precisa recuperar sua saúde, sua economia, sua autoestima, o prestígio que um dia teve no mundo. Estes objetivos certamente seriam alcançados, em escalas diferentes, por Doria, Ciro ou Haddad.

Os três são melhores, muito melhores do que Bolsonaro, sob qualquer ângulo que se olhe, e o derrotariam num segundo turno. Mas pelo que se desenhou com a decisão do STF, caberá a Lula a tarefa.