Brasil atinge marca de 350 mil mortes e Bolsonaro segue atacando isolamento social

Dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apontam que o Brasil ultrapassou neste sábado (10) a triste marca de mais de 305 mil mortes provocadas pela pandemia de Covid-19. O registro acontece em meio à possibilidade de responsabilização do presidente Jair Bolsonaro pelas omissões cometidas durante o período.

Segundo o Conass, o país registrou 2.616 vítimas fatais na última 24h, com uma média móvel de 3.020 mortes diárias na última semana. Com isso, os dados oficiais já dimensionam a tragédia em 351.334 óbitos. O número deve ser ainda maior por conta da subnotificação. Já são 13,4 milhões de infectados.

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez desrespeitou normas de segurança sanitária, provocou aglomerações e atacou governadores que adotam medidas de isolamento social. Sem assumir as responsabilidades inerentes ao cargo, acusou o lockdown de aumentar a fome no Brasil.

Nos últimos dias, ganhou força a possibilidade de instalação de uma  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que teria como objetivo investigar a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia que já deixou mais de 340 mil mortes.

Na quinta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso concedeu liminar determinando a instalação da CPI. O tema será julgado no plenário na próxima quarta. (Com informações da Revista Fórum)

FPF define nova data para o clássico PSC x Tuna

Depois de ter sido adiado por conta da forte chuva da última sexta-feira, 9, o jogo entre Paysandu e Tuna já tem nova data. A Federação Paraense de Futebol (FPF) confirmou, na manhã deste sábado, que a partida (válida pela quinta rodada do Parazão 2021) será disputada no dia 24 de abril, às 17h, no estádio Banpará Curuzu.

Profissionais já trabalham para tentar retirar com segurança o placar eletrônico — Foto: Reprodução/Whatsapp

Na tarde de sexta-feira, a bola nem chegou a rolar, uma vez que o temporal começou exatamente quando as duas equipes entraram em campo campo. Os atletas chegaram a perfilar e a cantar os hinos do Brasil e do Estado, mas o árbitro Joelson Nazareno Ferreira Cardoso optou por aguardar que a chuva amainasse.

Depois de uma hora de espera, o quarteto de arbitragem aguardou mais alguns minutos e decidiu pelo cancelamento do jogo, atendendo recomendações da Polícia Militar e Bombeiros devido à queda do placar eletrônico, situação que oferecia risco aos jogadores e profissionais que trabalhariam no jogo.

Antes do clássico, o Papão terá que enfrentar o CRB pela Copa do Brasil, na terça-feira, 13, às 16h45, no estádio da Curuzu.

O ano em que o punk venceu

Por André Forastieri

“As bandas de Seattle têm atitude. O Soundgarden quer mudar o mundo. O Nirvana quer destruir o mundo. O Mudhoney está pouco se fodendo”. Quando Álvaro Pereira Júnior abriu assim uma resenha sobre o Mudhoney, anos atrás, não sabia o quanto estava sendo profético.

O Nirvana queria destruir o mundo. Surpresa, o Nirvana conseguiu. O que veio depois seria definitivamente diferente. E não estou falando da música. “Antes existia o mundo da inevitabilidade, das armações impenetráveis. O mundo da nostalgia do big brother que não houve. Era um lugar estável, glamuroso e bob.

E de repente fez-se a luz. Um clipezinho de merda na MTV devorou um mundo. Não é fantástico? O que aconteceu depois é o mundo das possibilidades infinitas, das evoluções não-lineares e das revoluções repentinas.

De repente, aparecem um monte de bandas legais. De repente não existe o muro de Berlim. De repente tem uma guerra na Europa. De repente garotos ingleses largam tudo e viram andarilhos modernos. De repente as drogas psicodélicas se encaixam na década de 90.

De repente um bando de desenhistas da Marvel constroem em um ano a mais lucrativa editora de quadrinhos do mundo. De repente uma rede inventada pelo governo americano para garantir o fluxo de informações em caso de guerra nuclear vira o maior fórum democrático e oportunidade comercial do planeta.

De repente tecnologia é de graça, de repente o desemprego é eterno, de repente a Aids é só o começo. De repente dá pra fazer o que a gente faz e viver a vida que a gente vive. De repente – um monte de coisas novas, assustadoras e estimulantes.  É tudo por causa de Kurt Cobain? Ahnn, não, não é, não totalmente, mas parece, então talvez seja.

Olhando para trás, para o ponto zero desse vórtex, vejo garotas vestindo o A da anarquia… elas animam uma nova raça de moleques descabelados… a energia que emana deles é a energia que gira a roda do mundo… eles estão numa quadra de basquete que fica em outra dimensão… e nós também.” (Texto para a revista General, 1995, um ano após o suicídio de Cobain.)

ASSISTA

The Year Punk Broke, clássico doc que mostra a tour Sonic Youth & Nirvana nos últimos meses de 1991, quando a banda tinha acabado de estourar. Participações especialíssimas de bandas incríveis como Dinosaur Jr., Babes in Toyland e… Ramones! Agora inteirinho no YouTube.

Essa foto explica direitinho o Hole, que tinha acabado de estrear: Courtney com Kim do Sonic Youth e Kat das Babes in Toyland!

LEIA

Percebi hoje que o textinho acima indica que em 1995 eu já estava encafifado com os temas de “O Dia Em Que o Rock Morreu”, que publiquei em 2014. 

Fã do Nirvana de verdade tem que ler Kurt Cobain – Fragmentos de Uma Autobiografia, análise de todas as canções dele, uma por uma. 

Lançamos na Conrad em 2002, obra do inigualável Marcelo Orozco, que faz este blog incrível de livros sobre cultura pop, o Século Pop.

OUÇA

O tema do nosso podcast desta vez é “os grandes discos de 1991”. Encaixou com o aniversário do Nevermind. E esta semana, da morte de Kurt. Toquei Sepultura (fotona do Rui Mendes, hem?). E teve a presença estelar e carinhosa da Sarah Oliveira!

Uma vez o Barcinski escreveu que 91 quase que foi o melhor ano da história do rock e listou uma renca de álbuns espetaculares. Bem, pra mim foi! E explico o porquê no podcast.

Mas talvez tenha sido 1993, quando decidi que corporate magazines still suck e fui montar a minha revista, a minha editora, a minha vida.

Qual o melhor ano? Depende do dia.

NOS VEMOS POR AÍ

Meu trabalho é este aqui. Talvez eu possa te ajudar. 

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