Sedop avança com obras de modernização do estádio Jornalista Edgar Proença

O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), está avançando com as obras de reconstrução e modernização do estádio Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, em Belém. Pouco mais de um mês após a assinatura da ordem de serviço, pelo Governador Helder Barbalho, que autorizou o início das obras, equipes já atuam em diversas frentes de trabalho no local.

Atualmente, as equipes estão atuando na execução de serviços preliminares, como a desmontagem e remoção de equipamentos e mobiliários que não serão utilizados após a conclusão da obra. Além disso, também já foi iniciada a demolição das áreas que darão lugar ao novo setor de cadeiras e aos novos vestiários, além da demolição dos túneis.

De acordo com o titular da Sedop, Ruy Cabral, estes são serviços preliminares, que darão início à obra de reconstrução do estádio. Além disso, o secretário também reforçou que a contratação de trabalhadores para a obra está sendo feita de maneira responsável, de acordo com a necessidade das empresas envolvidas na obra.

“Estamos com o efetivo encaminhado, trabalhando com diversas frentes de serviços abertas. Vamos seguir trabalhando de maneira responsável para garantir o cumprimento do cronograma da obra, sempre pensando na segurança, no conforto e na acessibilidade do nosso maior patrimônio, que é o torcedor paraense. Este é o nosso objetivo”, afirma Ruy Cabral.

De acordo com o secretário adjunto de obras da Sedop, Arnaldo Dopazo, a secretaria também trabalha na conclusão de projetos executivos. “Paralelo aos serviços preliminares, já em execução no estádio, também estamos trabalhando no desenvolvimento dos projetos executivos de arquitetura, além da parte estrutural fundamental para a obra, como as instalações elétricas, sanitárias e de combate a incêndios”, declarou o secretário.

MANGUEIRÃO – A obra de reconstrução do estádio Jornalista Edgar Proença terá um investimento superior a R$ 146 milhões e garantirá a completa reestruturação do estádio, incluindo a renovação geral da pintura, reforma geral de banheiros e bares, substituição dos assentos das arquibancadas, substituição do gramado e piso da pista de atletismo, ampliação das áreas de circulação e adequação dos espaços atendendo as normas atuais da CBF e Conmebol. O estádio também terá sua capacidade ampliada para 53.645 espectadores. A expectativa é que a obra seja concluída até o final de 2022. (Com informações da Agência Pará)

Fome no Brasil: não é pandemia; é projeto do grupo que tomou o poder em 2016

Por Plínio Teodoro, na Revista Fórum

Em 2002, ao chegar à Presidência, o retirante nordestino Luiz Inácio Lula da Silva, que conheceu a fome de muito perto, fez uma promessa: “Se, ao final de meu mandato, cada brasileiro puder se alimentar três vezes ao dia, terei realizado a missão de minha vida”.

Dados do IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (PMAD) em 2013, três anos depois de Lula ter deixado o seu segundo mandato, mostram que o Brasil atingira o menor nível de insegurança alimentar grave – de 4,2% -, enquanto a segurança alimentar chegava à época a 77,1% dos brasileiros.

O gráfico divulgado em março no estudo Insegurança Alimentar e Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar, a Rede Penssan (que pode ser acessado na íntegra aqui), revela que a fome não é uma questão relacionada à pandemia, como Jair Bolsonaro tenta transparecer.

A fome é um projeto de governo do grupo que tomou o poder no golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2018 e que, por meio da sanha acumulativa neoliberal, levou um governo protofascista genocida à Presidência, responsável em grande parte pelas mais de 330 mil mortes em meio à pandemia.

Bolsonaro, no entanto, não é responsável – ao menos, não sozinho – pela volta da fome, um projeto levado à cabo pela horda privatista, defensora de banqueiros, militares e das transnacionais-gafanhoto que chegaram, junto com Paulo Guedes, ao Planalto.

O gráfico da Rede Penssan mostra que dois anos depois do golpe, em 2018, a segurança alimentar brasileira já havia decaído quase 14 pontos porcentuais e chegou a 44,8% em 2020, já na pandemia.

A insegurança alimentar grave mais que dobrou dos 4,2% registrados em 2013 para 9% em 2020, assim como a insegurança alimentar, que passou de 12,6% para 20,7% em 2018 e bateu 34,7% em 2020 – um aumento de mais de 20 pontos porcentuais em 7 anos.

O projeto político daqueles que tiraram Dilma e os progressistas do poder em 2016 passa pela fome do povo. Para eleger Bolsonaros da vida e seus discursos de ódio é preciso bem mais que o gado que o vê como mito. É preciso, sobretudo, conduzir novamente parte do povo brasileiro ao cabresto e para é necessário levar o Brasil de volta ao mapa da fome.

‘Kit Covid’: reações adversas à cloroquina disparam 558% e Anvisa já registra 9 mortes

Bolsonaro defendeu o uso de cloroquina em lives Foto: Reprodução

As notificações por efeitos adversos decorrentes do uso de medicamentos do  “kit Covid” como cloroquina e hidroxicloroquina em 2020 dispararam na comparação com o ano anterior. Ao menos nove mortes foram notificadas, todas após março de 2020, depois do início da epidemia de Covid-19 no país. No caso da cloroquina, medicamento recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro, o aumento nas notificações por efeitos adversos foi de 558%.

Os dados constam de um levantamento feito pelo GLOBO com base no Painel de Notificações de Farmacovigilância mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O aumento também foi registrado em relação a outros medicamentos do chamado “kit Covid”, composto por remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19. 

A comparação entre os dados de 2019 e 2020 mostra, também, uma mudança no ranking das substâncias mais notificadas. Em 2019, a cloroquina estava na sétima posição na lista dos medicamentos responsáveis por notificações de efeitos adversos. Em 2020, a cloroquina passou à primeira posição.

Azulinos usam a internet para festejar a grande vitória sobre o rival

Gedoz comemora vitória no clássico e elogia companheiros: 'Orgulho imenso de vocês' - Crédito: Reprodução/Instagram

Depois do triunfo de 4 a 2, dentro da Curuzu, no domingo, as redes sociais explodiram em festejos da torcida azulina pela vitória acachapante. Os jogadores foram no embalo e usaram seus perfis para extravasar a alegria pelo resultado conquistado na casa do tradicional rival.

Um dos mais eufóricos foi o meia Felipe Gedoz. Em seu perfil oficial, ele postou a foto do elenco comemorando a vitória nos vestiários do estádio Banpará Curuzu. O atleta fez questão de exaltar a força do time.

“Quando eu digo que tenho orgulho desse time, é porque realmente eu tenho um orgulho imenso de vocês, sempre com a mesma humildade e os pés no chão”, escreveu Gedoz.

O camisa 10 do Leão falou com entusiasmo dos objetivos do time na temporada de 2021. “Vamos conquistando nossos objetivos no ano e subindo degrau a degrau em busca sempre da glória, ‘tmj’ até o fim rapaziada. 2021 nos espera”.

Gedoz voltou ao Evandro Almeida depois de ampla campanha que mobilizou a torcida para completar os valores necessários para fechar a transação junto ao Nacional do Uruguai.

Professores de escolas particulares se mobilizam contra aulas presenciais

Um manifesto da Comissão de Professores das Escolas Particulares do Estado foi divulgado na sexta-feira nas redes sociais, reivindicando a suspensão imediata das aulas presenciais.

Por favor, não nos condenem por lutarmos por nossas vidas. Nós, professores da Região Metropolitana de Belém, não estamos organizados para fechar escolas, pois é delas que vem nosso sustento.
Infelizmente, diante do tenebroso cenário desta pandemia, não nos sentimos seguros presencialmente em sala de aula. Já perdemos muitos entes queridos e nosso psicológico está abalado com o número crescente de professores mortos, pois estamos expostos diariamente a dezenas de alunos, afinal, temos várias turmas.
A única forma de sobrevivermos é a aula online. Estamos suplicando pela nossa vida, que não pode ser vista como descartável. Quantos de nós terão que morrer para que a sociedade perceba a nossa importância? Sem professor, não existirá nem o médico que cuida de todos. Pense nisso!
Retorno de aula presencial sem vacinação em massa só trará mais morte, seja a nossa, seja a de seus filhos ou mesmo a sua. Reflita!
A lição que queremos ensinar hoje é da empatia e da solidariedade. Valorizem a nossa vida, a dos estudantes e a de todos os envolvidos com a Educação paraense! Dizemos NÃO às aulas presenciais sem segurança! Dizemos SIM à vida!

Manifesto da Comissão de Professores das Escolas Particulares do Estado do Pará.

Leão, cirúrgico, triunfa na Curuzu

POR GERSON NOGUEIRA

Jansen comemora quarto gol do Remo no Re-Pa

Goleada sempre foi raridade em Re-Pa. Não é todo dia que um time consegue meter quatro gols no rival. Quando isso ocorre, quase sempre tem a ver com situações pontuais, até acidentais, mas ontem na Curuzu o resultado não foi absurdo. O placar refletiu a atuação superior do Remo no primeiro tempo, principalmente pelo excelente aproveitamento de jogadas pelo lado esquerdo do ataque.

O mapa da mina foi bem explorado pelos azulinos: em cima das falhas de marcação do lateral Israel e dos volantes do PSC. Tanto que o triunfo foi construído com três gols marcados em apenas 17 minutos de bola rolando.

Apesar da pressão do PSC nos primeiros minutos, o Remo foi letal logo na primeira investida. Em jogada de Lucas Tocantins, que passou por Israel, a bola foi a Dioguinho, que girou e bateu no canto direito, fazendo 1 a 0.

Não deu nem tempo de comemorar, pois logo na saída de bola o PSC foi lá e empatou. Na verdade, Nicolas fez toda a jogada. Brigou com os zagueiros, levou na marra e bateu para as redes, aos 5’.

Ari Moura teve um grande momento, disparando rente à trave. Logo em seguida, passe errado de Rafael Jansen quase permitiu a Nicolas marcar o gol da virada, mas o tiro saiu torto e ganhou altura.

Apesar do gol sofrido, o Remo insistia com a jogada rápida pela esquerda. Marca do time na era Bonamigo, a manobra foi usada ontem com precisão cirúrgica, mesmo sendo de amplo conhecimento. Marlon e Lucas Tocantins foram acionados, quase sempre por Gedoz, desde que ficou clara a desarrumação defensiva do Papão.

Aos 11’, Lucas Tocantins foi lançado dentro da área, deixou o marcador para trás e tocou rasteiro no canto. Victor Souza ainda tentou segurar, mas a bola passou por baixo. A chuva caía e o Remo se consolidava pela agressividade ofensiva. O PSC batia cabeça, errava passes e acabaria sofrendo o terceiro gol pelo mesmo lado dos anteriores.

Em outro avanço rápido sobre o lateral Israel, Lucas Tocantins chegou à linha de fundo e cruzou para o centro da área em direção a Renan Gorne. O centroavante bateu na bola e ela se dirigiu a Lucas Siqueira, que chegou chutando rasteiro para o fundo do barbante.

Depois desse ritmo inicial vertiginoso, o jogo entrou em modo mais normal, com troca de ataques, mas sem grandes situações de perigo. O PSC tentava se reequilibrar e pouco arriscava. Ruy e Ratinho se movimentavam mais, ajudando Denilson a cobrir a zaga. O Remo, satisfeito com a vantagem, administrava mais e já não forçava tanto.

Na etapa final, Marlon entrou no lugar de Denilson. Ari Moura foi deixado bem aberto pela direita, ajudado por Israel, que no apoio foi bem melhor do que na marcação. Sem esquecer que a saída de Lucas Tocantins, substituído por Jefferson, deu um alívio ao lateral bicolor.

De repente, em dois ataques fortes, o time de Itamar Schulle mostrou que estava disposto a tentar uma reação. Aos 3 minutos, Ruy foi tocado por Vinícius e o árbitro Marcos Jorge de Almeida assinalou a penalidade. Na cobrança, Marlon bateu por cima da trave.

A frustração abateu o PSC e, aos poucos, o Remo reiniciou as jogadas de ataque. Em toques rápidos, aos 7’, a bola chegou a Gedoz na entrada da área. Ele chutou forte e Victor Souza rebateu. Dioguinho mandou de fora da área, mas o goleiro voltou a aparecer bem desviando para escanteio.

No lance seguinte, aos 8′, um escanteio cobrado por Gedoz criou uma lambança na área bicolor. A bola foi rebatida e sobrou limpa para o zagueiro Rafael Jansen encher o pé, marcando o quarto gol remista.

Aos 21′, a goleada esteve a pique de ser ampliada. Jefferson Lima (que havia substituído a Tocantins) recebeu um presente do zagueiro Alisson, tocou para Edson Cariús (substituto de Gorne) que chegava à entrada da área. O centroavante chutou rasteiro e o goleiro Victor Souza fez grande defesa, tirando com os pés.

Aos 31′, quando o PSC já buscava o jogo aéreo como única forma de chegar ao gol, Diego Matos cruzou à meia altura e o artilheiro Nicolas só que deu uma raspadinha para fazer o segundo gol – seu quinto gol no campeonato, assumindo a ponta da artilharia.

O PSC seguiu insistindo com bolas cruzadas, mas o Remo se resguardou bem, garantindo a importante vitória. No fim das contas, prevaleceu a maior organização e o entrosamento dos azulinos. As falhas vistas do lado bicolor já eram evidentes nas outras partidas pelo Parazão.

A maneira tranquila e objetiva que o Remo empregou para vencer encontrou facilidades, principalmente no primeiro tempo, mas é um equívoco avaliar que a goleada se deveu exclusivamente a isso. Foi, acima de tudo, a confirmação do encaixe de sistema de jogo testado e aprovado por Paulo Bonamigo desde a Série C.  

Bonamigo mantém serenidade; Schulle lamenta erros

Os técnicos costumam ser efusivos quando vencem clássicos. Paulo Bonamigo contraria essa linha de pensamento. Com o mesmo tom sereno adotado após jogos menos importantes, ele analisou o clássico deixando claro que se preocupa em não deixar o time perder a concentração.

Apontou dificuldades, destacou a qualidade do adversário e deixou claro que o campeonato ainda está longe de uma definição. Não fez alusões a destaques individuais, preferindo valorizar a estrutura coletiva e a importância de ter um sistema em pleno funcionamento.

Já Itamar Schulle, mesmo reconhecendo méritos no adversário, citou a chamada estatística inútil: as finalizações que poderiam ter mudado a história do clássico. A rigor, além dos gols, o PSC teve duas boas chances no 1º tempo, com Nicolas e Ari Moura, e uma com Ruy no 2º tempo.

Faltou a Schulle explicar as mudanças de posicionamento que tornaram ainda mais vulnerável o balanço defensivo, acentuando os furos na proteção à zaga e aos laterais, principalmente Israel, exposto ao um-contra-um com o rápido Lucas Tocantins, um dos destaques da partida. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 05)