Botafoguense roxo, Agnaldo Timóteo pagou enterro de Garrincha e ajudou base

Na foto ao lado de PC Caju, Agnaldo Timóteo era torcedor fanático do Botafogo - Divulgação/Botafogo FR

Cantor, político e poeta, Agnaldo Timóteo não resistiu à covid-19 e morreu neste sábado (3), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, por complicações da doença. Durante sua trajetória, ele acumulou momentos de ligação com o futebol, principalmente o Botafogo, clube que era torcedor fanático.

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A paixão pelo Alvinegro era tamanha que Agnaldo acompanhava equipes de base e outros esportes. Certa vez, no Espírito Santo, na década de 60, decidiu acertar sua agenda de shows para voltar a tempo de um clássico entre o Bota e o Flamengo. Mas a chuva na Rio-Bahia fez o veículo atolar, e ele mesmo, à época uma estrela, desceu dos conhecidos tamancos para empurrar o ônibus de volta. Deu certo, e o Glorioso bateu o rival.

Outros “causos” com o Botafogo acompanharam a vida de Timóteo, como a vez em que parou na frente da extinta TV Tupi, na Urca, para brigar com comentaristas que criticavam o Alvinegro. Na porta, esbarrou com seguranças que lhe pediram autógrafos e acabou se acalmando. O cantor estava nervoso com as críticas aos jogadores do clube que serviam à seleção comandada pelo também alvinegro João Saldanha.

Também na década de 1980, já deputado, invadiu o campo e paralisou o jogo entre Botafogo e Operário-MT, pela Taça Brasil, para reclamar de Cláudio Adão, que perdera um pênalti. A imunidade parlamentar o garantiu que o árbitro nada fizesse.

Em tempos difíceis para o Glorioso, Agnaldo Timóteo chegou a ajudar financeiramente o clube. Além de pagar “bicho” e outras contas para as divisões de base, também custeou o velório e o enterro de Mané Garrincha, maior jogador da história do Botafogo e um dos gigantes da seleção brasileira. Em Magé, onde nasceu o craque, a lápide que leva a mensagem “Aqui descansa em paz aquele que foi a alegria do povo” foi pensada e paga pelo cantor.

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Ex-deputado federal pelo PDT, Timóteo também passou por PP, PL, PR e MDB e também foi vereador, mas se restringiu a cabo eleitoral na política alvinegra. Na década passada, tentou convencer o alvinegro Eike Batista, à época um dos homens mais ricos do mundo, a ajudar o Botafogo. Sócio, era figurinha carimbada em jogos e na sede social de General Severiano.

Agnaldo Timóteo com Carlos Alberto Torres, o Capitão do Tri, em General Severiano, sede do Botafogo - Vitor Silva /SSPress - Vitor Silva /SSPress

Além de Leonel Brizola, que o levou à política tradicional, Agnaldo Timóteo também era um grande amigo do contraventor Castor de Andrade, famoso dirigente do Bangu. Fã de futebol, o cantor foi presença certa em diversos jogos do Alvirrubro em Moça Bonita nas décadas de 70 e 80.

Na série “Doutor Castor”, do Globoplay, seu depoimento realça traços da relação famosa pela ajuda financeira em suas campanhas. Os dois também dividiam o amor pelo futebol e pelo Carnaval. O cantor entoou “Ave Maria” no enterro do bicheiro, em sua homenagem e a pedido da família. (Do UOL)

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