“Que a partir de hoje todo cidadão brasileiro tenha direito a um julgamento justo”, dizem advogados de Lula

Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Z. Martins

Em nota publicada após Sergio Moro ser considerado parcial no julgamento de Lula, a defesa do ex-presidente afirmou que a decisão do STF “é histórica e revigorante para o Estado de Direito”, mas que “os danos causados são irreparáveis”.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “histórica” a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro na condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá. 

“Sempre apontamos e provamos que Moro jamais atuou como juiz, mas sim como um adversário pessoal e político do ex-presidente Lula, tal como foi reconhecido majoritariamente pelos eminentes Ministros da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal”, afirma em nota o advogado Cristiano Zanin Martins e a advogada Valeska Martins.

“Esperamos que o julgamento realizado hoje pela Suprema Corte sirva de guia para que todo e qualquer cidadão tenha direito a um julgamento justo, imparcial e independente, tal como é assegurado pela Constituição da República e pelos Tratados Internacionais que o Brasil subscreveu e se obrigou a cumprir”, afirmam. 

Durante o julgamento na 2ª Turma, o ministro Gilmar Mendes fez uma declaração emocionada em homenagem à atuação da defesa de Lula para provar a suspeição de Sérgio Moro. 

NOTA DA DEFESA DO PRESIDENTE LULA

É histórica e revigorante para o Estado de Direito e para o devido processo legal a decisão proferida hoje pela 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal, concedendo a ordem de habeas corpus que pleiteamos em favor do ex-presidente Lula em 05/11/2018 perante aquela Corte para reconhecer a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (HC 164.493).

A quebra da imparcialidade pelo ex-juiz, tal como a incompetência da Justiça Federal de Curitiba, reconhecida por outra histórica decisão proferida em 08.03.2021 pelo Ministro Edson Fachin, sempre foi por nós sustentada, desde a primeira manifestação apresentada no processo, no longínquo ano de 2016. Em outras palavras, sempre apontamos e provamos que Moro jamais atuou como juiz, mas sim como um adversário pessoal e político do ex-presidente Lula, tal como foi reconhecido majoritariamente pelos eminentes Ministros da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal.

Para percorrer essa trajetória na defesa técnica do ex-presidente Lula sofremos toda sorte de ilegalidades praticadas pela “lava jato”, algumas delas indicadas na própria decisão que reconheceu a suspeição do ex-juiz, como o monitoramento ilegal dos nossos ramais para que os membros da “operação” pudessem acompanhar em tempo real a estratégia de defesa.

Da mesma forma, o ex-presidente Lula, nosso constituinte, foi alvejado por inúmeras ilegalidades praticadas pelo ex-juiz Sergio Moro, em clara prática de lawfare, ou seja, por meio do uso estratégico das leis para fins ilegítimos. Os danos causados a Lula são irreparáveis, envolveram uma prisão ilegal de 580 dias, e tiveram repercussão relevante inclusive no processo democrático do país.

Moro parcial: Carmen Lúcia muda voto, STF aprova suspeição de Moro e Lula é elegível

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, mudou de posição e votou, em julgamento da Segunda Turma da Corte nesta terça-feira (23), a favor do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula que pede o reconhecimento da suspeição do ex-juiz no processo do triplex do Guarujá que levou o petista à prisão.

Com o voto de Carmen Lúcia, o placar ficou em 3×2 pelo reconhecimento da parcialidade de Moro, o que leva à anulação de todo o processo, desde a fase de coleta de provas e depoimentos. Com isso, a elegibilidade de Lula, que já havia sido retomada com a anulação do processo por incompetência de vara determinada pelo ministro Edson Fachin, é confirmada. Votaram contra o HC os ministro Edson Fachin e Nunes Marques e, a favor, além de Carmen Lúcia, os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Ao proferir seu voto, Carmen Lúcia disse que mudou de posição pois “outros dados que foram anexados aos autos levaram a uma combinação para mim diferente”, reforçando que “houve parcialidade” por parte de Moro na condução do processo e que todo mundo tem direito a “um julgamento justo”. “Impõe, portanto, o reconhecimento do que aqui é divulgado como suspeição”, declarou.

A ministra seguiu, basicamente, o que disse anteriormente o ministro Gilmar Mendes, que afirmou que sequer considerou, em seu voto, as mensagens entre Moro e procuradores da Lava Jato obtidas pela operação Spoofing. Ela citou fatos que já estavam nos autos antes da divulgação das mensagens, como a condução coerção coercitiva de Lula determinada por Moro.

Carmen Lúcia frisou, ainda, que ao defender a concessão do HC a Lula, ela está tratando de um caso em específico que não deve atingir outros procedimentos da Lava Jato.

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João Gordo chama apoiadores de Bolsonaro de cúmplices de genocídio

O cantor João Gordo foi parar entre os assuntos mais comentados nas redes sociais, na manhã desta terça-feira (23), após afirmar em live desta segunda-feira que “quem apoia esse desgraçado, esse nazi do caralho, você também é um filho da puta. Você também é um desgraçado. Você é um mau caráter, mano”.

Sem dizer o nome, João Gordo se referia claramente ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e disse ainda: “Vai tomar no seu cu, seu filho da puta. Abre essa cabeça sua, cara, não é mais questão de direita mais, é uma questão de caos, de genocídio”.

“Você que tá me escutando agora, seu filho da puta, se você apoia esse desgraçado, esse nazi do caralho, você também é um filho da puta. Você também é um desgraçado. Você é um mau caráter, mano. Tá aberto, o mundo inteiro tá vendo isso aí, cara. Não é eu que sou louco: ‘ah, o cara é comunista, o gordo, ah, petista, vai pra Cuba’. Vai tomar no seu cu, seu filho da puta. Abre essa cabeça sua, cara, não é mais questão de direita mais, é uma questão de caos, de genocídio.” (Da Revista Fórum)

Para Casagrande, Bolsonaro “permanece na estrada da morte”

Casagrande critica Lugano por fala sobre Democracia Corinthiana:  'Despreparado' | Jovem Pan

O comentarista Walter Casagrande, do Grupo Globo, criticou duramente a Federação Paulista de Futebol (FPF), por articular jogos do Campeonato Paulista em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, e a CBF. Ele definiu a postura de ambas como “vergonhosa” e também citou o comportamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à pandemia do novo coronavírus. “Para mim, é uma situação vergonhosa a da Federação Paulista e da CBF. O futebol tem que entender que não é só as quatro linhas, que eles falam que estão seguras. No entorno do futebol, ninguém está seguro. A federação e a CBF só veem isso porque a preocupação deles é com o dinheiro, é econômica. (…) Não é questão se contamina ou não, é questão de solidariedade, de um país só. Nós estamos numa situação delicada, caótica, no país todo. Não tem para onde correr. Não dá para jogar futebol”, disse Casão nesta noite no programa “Bem, Amigos!”, do SporTV.

“Quando a principal liderança de um prédio, de um bairro e, principalmente, de um país, como é o presidente Jair Bolsonaro, quando uma liderança como aquela é totalmente destrutiva ao país, é uma liderança de terror, de morte. A estrada que o presidente Jair Bolsonaro pegou é uma estrada de morte, não dele, mas da população. Ele nunca virou para a estrada da vida. Ele permanece na mesma estrada, que é a da morte. Quando a liderança se comporta dessa maneira, uma grande parte das pessoas se comporta dessa maneira também, aí vai ter conflito daquelas que pensam na saúde, no bem… Aí fica difícil. Cada um puxa para um lado”, criticou ele.

Ibra retorna à seleção da Suécia para Eliminatórias

Ibrahimovic volta à seleção da Suécia para Eliminatórias da Copa - Crédito: Divulgação/AC Milan

O atacante Zlatan Ibrahimovic, do Milan, verteu algumas lágrimas de orgulho ao voltar à seleção da Suécia, após uma ausência de quatro anos, para disputar jogos das eliminatórias da Copa do Mundo, e contou que seu filho não queria que ele viajasse para se unir ao elenco do técnico Janne Andersson.

O jogador de 39 anos, que se aposentara da seleção após a Euro 2016, soluçou quando lhe perguntaram o que seus filhos Maximilian, de 14 anos, e Vincent, de 12 anos, acharam de sua decisão de atender o chamado de seu país novamente e voltar a vestir a camisa da Suécia.

“Vincent chorou quando o deixei”, disse Ibrahimovic em uma coletiva de imprensa, ele mesmo chorando ao sentir a emoção de voltar à escalação sueca em seu primeiro encontro com a mídia desde sua convocação ao lado do técnico Andersson.

Maior artilheiro da história da Suécia, com 62 gols em 116 jogos, ele disse em uma entrevista concedida a um jornal no final de 2020 que queria encerrar seu exílio internacional – e Andersson logo voou até Milão para estabelecer os termos do retorno do ex-capitão.

“Jogar na seleção é a maior coisa que você pode fazer como jogador de futebol, e enquanto os acompanhava (a seleção sueca), dentro de mim estava sentindo ‘acho que posso ajudá-los, acho que posso fazer algo'”, disse ele a repórteres.

O atacante mostrou deferência a Andersson, com quem se chocou no passado através da mídia. “Obviamente, não cabe a mim, o que um jogador quer e o que um técnico quer têm que andar juntos”. (Da Agência Brasil)