Direito paraense perde Zeno Veloso

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O jurista Zeno Veloso é a mais nova vítima da covid-19 no Pará. Após ser levado para tratamento em São Paulo, ele morreu ontem à tarde em função das complicações da doença. Em Belém, membros do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM) do qual Zeno é diretor nacional e amigos, prestaram homenagens ao profissional, através das redes sociais.

Zeno Augusto Bastos Veloso era jurista, notário, professor. Foi deputado estadual e secretário de Justiça do Pará. Professor de direito civil e direito constitucional na UFPA, pela qual se formou em 1969 e da qual recebeu o título de notório saber, e na Universidade da Amazônia (Unama), que lhe conferiu o título de doutor honoris causa. Foi tabelião do 1º Ofício de Notas de Belém de 1966 até 2018.

Participou ativamente da elaboração das Constituições estaduais do Pará e do Amapá, como relator-geral da Assembleia Constituinte do Pará. Foi assessor da 2ª vice-presidência da Assembleia Nacional Constituinte e integrou a comissão de juristas que assessorou o relator do projeto do Código Civil de 2002 na Câmara dos Deputados.

Acompanhei de perto as atividades parlamentares de Zeno na Assembleia Legislativa no começo dos anos 80. Sua oratória singular, recheada de ironia e saber jurídico, encantava a todos. A Alepa tinha à época uma bancada das mais brilhantes, integrada por Ronaldo Passarinho, Paulo Fonteles, Ademir Andrade, Célio Sampaio, Álvaro “Japirica” Freitas, Mário Chermont, Everaldo Martins, João Batista e José Guilherme, entre outros.

Botecos do Rio, por Edu Goldenberg

O Rio de Janeiro é a capital mundial do boteco. Não há uma rua, um quarteirão ou um beco da Maravilhosa que não tenha pelo menos uma meia dúzia desses bares pequenos, populares e democráticos quanto à diversidade da freguesia e à honestidade dos preços praticados. Neste episódio, o quarto da série (de 2015), são mostrados o Nik Bar, na rua Delgado de Carvalho; o Bar Varnhagen, na rua Jaceguai, e o Café e Bar Aldila, na rua Professor Gabizo – todos no bairro da Tijuca.

O salgueirense Edu Goldenberg, ao lado do escudeiro Leo Boechat e convidados aleatórios, segue seu périplo pela cidade visitando e mostrando os bares que não abrilhantam os guias oficiais mas que são parte indissociável de sua rotina. A série é uma das melhores já feitas sobre o Rio, gostosamente adornada sempre por sambas clássicos, e atiça a curiosidade de quem, em tempos de pandemia, não pode dar uma esticada à antiga capital federal.

Leão vai duelar com o CSA na segunda fase da Copa do Brasil

Copa do Brasil: Remo e CSA vão fazer 'prévia' da Série B na segunda fase do torneio - Crédito: Enio Bianchetti

Com a vitória sobre o Esportivo, na quarta-feira à noite, o Remo garantiu premiação de R$ 675 mil e passou à segunda fase da Copa do Brasil. O próximo adversário é o CSA, de Alagoas, o que permitirá ver a antecipação de um confronto no Brasileiro da Série B 2021. A partida está programada para 7 ou 14 de abril e será jogada na capital alagoana.

Sob o comando de Mozart, o clube alagoano despachou o Guarani de Sobral aplicando um sonoro 5 a 1 em Sobral, no interior do Ceará. Os gols do Azulão foram de Silas, Rodrigo Pimpão, Dellatorre, Geovane e Fabrício. O setor ofensivo, inclusive, é um dos pontos fortes da equipe. Somando a Copa do Nordeste, Copa do Brasil e o Campeonato Alagoano, a equipe já marcou 21 gols nesta temporada. Nos últimos seis jogos, foram três vitórias e três empates. 

Na história, Remo e CSA mediram forças em apenas cinco vezes. Com três vitórias e um empate, o CSA leva a melhor no confronto. A última vez que as equipes se encontraram foi na Série C de 2017. Naquele ano, o Remo não conseguiu superar o rival alagoano. No Mangueirão, empate em 1 a 1 e no Estádio Rei Pelé, vitória do CSA por 2 a 0.

O Remo faz boa performance na temporada, acumulando quatro vitórias (3 pelo Parazão e 1 pela Copa do Brasil). Marcou 10 gols e sofreu 3. Lidera o Parazão com 9 pontos em três partidas.