Pesquisa IPEC mostra que Lula está voltando

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A pesquisa IPEC mostra o potencial de votos dos pré-candidatos à Presidência da República e confirma a popularidade intacta de Lula, que ostenta o melhor cenário de crescimento (50%) contra 44% de rejeição. Jair Bolsonaro tem 38% de chance de crescimento e 56% de rejeição. Sérgio Moro aparece com 30% de potencial de voto, contra 50% de rejeição (eleitores que não votariam de jeito nenhum). O quarto colocado é Luciano Huck, com 28% de potencial de voto e 57% de rejeição, tendo 15% de desconhecimento (eleitores que não o conhecem). Fernando Haddad é o 5º, com 27% de potencial de voto e 52% de rejeição. Ciro Gomes vem em 6%, com 25% de potencial de votos, 22% de desconhecimento e 53% de rejeição.

Cartolagem quer público nos estádios do Covidão-RJ no pior momento da pandemia no Brasil

Notícia de O Globo informa, para espanto geral, que em uma reunião virtual com médicos dos clubes cariocas, a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) colocou em discussão nesta sexta-feira a realização de testes de público nos jogos do Estadual. A ideia, que conta com o entusiasmado apoio do Flamengo, é liberar alguns convidados de cada clube com IgG positivo para o coronavírus, ou seja, em tese imunizados, e apenas no estádio do Maracanã. Não seria liberado o acesso para pessoas do grupo de risco. O Fla-Flu da terceira rodada daria o pontapé inicial de forma oficial para a experiência.

Além dos representantes dos clubes, a Ferj também arrastou para a reunião virtual médicos das secretarias de saúde do Estado e do município. A reunião vem em momento de comoção nacional por conta da piora da pandemia do novo coronavírus em todo o país. Até esta sexta-feira, três estaduais já haviam sido paralisados por conta de decretos estaduais: no Paraná, em Santa Catarina e no Acre.

A entidade carioca segue as diretrizes do Estado. Se o governo mandar parar, vai parar. Mas reforça o argumento de que os médicos dos clubes do Rio elaboraram o protocolo Jogo Seguro, documento de biossegurança mais elogiado do país. Nele, apenas as questões sanitárias são tratadas. Qualquer decisão de cancelamento ou suspensão de partidas será determinada pelos órgãos públicos.

No ano passado, no momento de explosão da pandemia, a Ferj foi a federação mais intransigente na defesa de retomar o campeonato estadual, contando com o apoio do Flamengo, do Vasco e clubes pequenos. Botafogo e Fluminense se negaram a concordar com o retorno e foram ameaçados de retaliação. O festival de arbitragens prejudiciais contra o Botafogo no Carioca e na Série A mostrou que a cartolagem da Ferj não estava prometendo represália em vão.