Promotoria do MPPA recomenda lockdown na Região Metropolitana de Belém

A 3ª Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais e dos Direitos Humanos, do Ministério Público do Estado, em nome do Grupo de Trabalho Estratégico Covid-19, expediu nesta quarta-feira uma recomendação administrativa dirigida ao Governo do Estado e à Prefeitura de Belém, para que determinem a suspensão total do funcionamento de serviços não-essenciais (lockdown) na Região Metropolitana I e em Belém. Pelo documento do MPPA, após a decretação do lockdown, Estado e município devem providenciar a adoção de estratégias para continuidade da campanha de vacinação contra a covid-19.

A recomendação aborda também a necessidade de criação e ampliação do número de leitos clínicos e de UTI de internação nos hospitais de referência para covid-19, estabelecendo prazo de 48h para que Estado e município se manifestem, de forma fundamentada, acerca do acatamento (parcial ou integral) ou não da recomendação. Em caso de aprovação, o cronograma que observe a urgência que o caso requer, para a implementação integral das medidas.

As promotoras de Justiça que assinam a recomendação observam que, segundo boletim da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), a taxa de ocupação de leitos em Belém no dia 2 de março de 2021 alcançava 66,6% em leitos de UTI e 94% de leitos clínicos. O documento ressalta ainda que a rede de saúde pública está na iminência de entrar em colapso, devido às altas taxas de ocupação de leitos clínicos e de UTI, “como demonstra consulta ao Sistema Estadual de Regulação (SER), que apontava como disponíveis no Hospital de Campanha do Hangar, no dia 3 de março de 2021, às 12:00, 11 leitos de UTI e 10 leitos clínicos, às 16:50 somente 8 leitos de UTI e 5 leitos clínicos, e às 17:56 somente 8 leitos de UTI e 2 leitos clínicos”.

Os dados indicam que a taxa de reprodução (TR) da covid-19 na Região Metropolitana I se encontra em 1,03, no período de 24 de fevereiro a 2 de março de 2021, o que implica aceleração do contágio. “É necessário reduzir a velocidade de contágio e aliviar a pressão sobre os serviços de saúde, a fim de que o sistema de saúde possa atender a todos os que precisarem”, destaca a recomendação, que é assinada pelas promotoras Fabia de Melo-Fournier (3ª PJDCFDH), Ioná Silva de Sousa Nunes (GTE Covid-19), Adriana de Lourdes Simões Colares (coordenadora GTE Covid-19) e Juliana Nunes Felix (GTE Covid-19).

Ronaldo Porto segue hospitalizado, mas apresenta melhora no tratamento

Apresentador Ronaldo Porto está intubado devido à Covid-19

O apresentador Ronaldo Porto continua em estado grave, em tratamento contra complicações provocadas pela covid-19. Nos últimos dias, porém, ele apresentou melhoras significativas. Apesar de a infecção continuar em nível elevado, a pressão tem se mantido estável e ele tem conseguido fazer hemodiálise sem grandes problemas. As informações são do último boletim sobre o estado de saúde dele, divulgado no começo da tarde desta quinta-feira, 4.

Ronaldo, 68 anos, jornalista, narrador esportivo e apresentador da TV RBA, está está internado no Hospital Amazônia há três semanas. Em função do agravamento de seu estado, precisou ser entubado há uma semana. Desde então, vem evoluindo positivamente a cada dia, enchendo de otimismo familiares, amigos e colegas de trabalho.

Pacto informal entre federações, clubes e TV’s mantém futebol, apesar da pandemia

Por Marcel Rizzo, no UOL

Mateus Vital e Breno Lopes em disputa durante o Dérbi na Neo Química Arena. FPF não quis adiar a partida pelo Paulistão - Marcello Zambrana/AGIF

Há um acordo informal entre clubes, federações, CBF e detentores de direito de transmissão para evitar que a temporada 2021 do futebol brasileiro avance para 2022 como ocorreu com a de 2020, que entrou por 2021. Só haverá adiamentos se os governos proibirem jogos — por enquanto isso ocorreu apenas no Paraná e em Santa Catarina. O principal ponto desse acordo é justamente evitar o adiamento de jogos de qualquer uma das competições, nacionais ou internacionais (organizadas pela Conmebol). A ideia é: se tem o aval governamental para a partida ocorrer, que ela ocorra mesmo se um dos times, por exemplo, tiver casos de Covid-19.

O protocolo de 2021 é o mesmo de 2020: clubes realizam até dois exames por semana em todas as pessoas ligadas ao departamento de futebol e se houver contaminação o profissional é isolado. Os demais jogadores, membros da comissão, etc. se tiverem seus exames negativados se mantêm aptos a treinar e jogar, mesmo que tenham tido contato com os companheiros doentes. O pedido do Palmeiras para adiar o jogo contra o Corinthians pelo Paulistão nesta quarta (3), porque seria realizado entre os confrontos da final da Copa do Brasil contra o Grêmio, foi mal recebido dentro da Federação Paulista de Futebol (FPF) justamente por esse pacto por não adiamentos.

A diretoria da FPF argumentou ao clube que estava cumprindo o mínimo de horas de descanso entre dois jogos, que por causa da pandemia caiu de 66 para 48 (nesse caso foram 70 horas entre a final da Copa do Brasil no domingo e o Dérbi), e que já havia adiado a estreia palmeirense, contra o São Caetano, por causa da decisão do torneio da CBF.

Por isso, também, não se cogitou adiar o Dérbi devido ao surto de Covid-19 no elenco corintiano, que teve oito atletas contaminados fora da partida desta quarta-feira, entre eles jogadores importantes como Cássio, Fábio Santos e Fagner. No Paulistão a FPF manteve uma lista B de inscritos para que os clubes coloquem atletas da base que possam atuar em casos de emergência — só cinco podem estar em campo ao mesmo tempo.

Na visão de clubes e federações, se campeonatos pararem ou jogos forem adiados e a temporada encavalar novamente problemas econômicos que ocorreram em 2020/2021 vão se repetir. Por exemplo: atraso nos pagamentos de cotas das entidades organizadoras e de bônus a receber de patrocinadores por metas alcançadas dos campeonatos que não terminarem nas datas originais.

Também houve alguns clubes que tiveram conversas de parcerias interrompidas ou adiadas por causa da indefinição de quando uma temporada acabaria e a outra começaria. O plano, portanto, é zerar o calendário em 2021 para voltar em 2022 ao normal. Mesmo que a pandemia esteja na pior fase no Brasil.