Lisca faz apelo à CBF pela paralisação imediata do futebol

Pouco antes da partida contra o Athletic Club na noite desta quarta-feira (3), que marca a abertura do Campeonato Mineiro, o técnico do América-MG, Lisca Doido, fez um desabafo contra a manutenção do futebol enquanto o país enfrenta o momento mais grave da pandemia desde o início da crise sanitária. m entrevista na beira do gramado, o treinador teceu críticas à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por ter confirmado a realização da Copa do Brasil e questionou a segurança do torneio, visto que ele tem abrangência nacional e envolveria o deslocamento de equipes entre os estados brasileiros.

“É quase inacreditável que saiu uma tabela da Copa do Brasil hoje com jogos dia 10, 17, e com 80 clubes que nós vamos levar jogadores com delegação de 30 pessoas pra um lado e pro outro do país. Nosso país parou, gente. Não temos lugar nos hospitais”, disse.

Lisca Doido ainda se disse “apavorado” e lembrou do colapso nos hospitais brasileiros. “Eu estou perdendo amigos, amigos treinadores, gente. Não é hora mais, é hora de segurar a vida. ‘Ah, porque aqui no Mineiro é mais perto’, mas vai pegar uma delegação do sul e levar pra Manaus. Como que vocês vão fazer isso? Presidente Caboclo, pelo amor de Deus! Juninho Paulis, Tite, Cléber Xavier, as autoridades. Nós estamos apavorados, pelo amor de Deus”, disparou.

Remo pede apoio do Fenômeno Azul para garantir o retorno de Gedoz

Remo pede ajuda da torcida para repatriar Felipe Gedoz: 'Faz o PIX, que o homem volta' - Crédito: Samara Miranda/Remo

Para tentar garantir a volta do meia Felipe Gedoz, o Remo resolveu mobilizar a torcida. Em uma postagem no seu perfil oficial no Twitter, o Leão solicitou ao Fenômeno Azul tranferências pelo PIX para custear o pagamento de 50% dos direitos econômicos do atleta, que custaria cerca de R$ 1 milhão.

“Beleza, já entendemos que vocês querem nosso camisa 10 de volta, nós também queremos. Mas pra isso acontecer, precisamos da ajuda do Fenômeno Azul! Faz o PIX, que o homem volta!”, conclama o perfil do clube.

A farsa desmascarada da família Bolsonaro

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“Lembram da Ferrari dourada do Lula? Nunca existiu. E a casa do filho do Lula? Não existia (era sede de faculdade). Mas a mansão do filho de @jairBolsonaro existe, custou 6 milhões e foi registrada fora de Brasília pra não chamar atenção. É o símbolo que faltava!”.

Rodrigo Vianna, no Twitter

Pelo lockdown no futebol

POR GERSON NOGUEIRA

Perfil oficial da Série B celebra acesso do Remo: 'Bem-vindo de volta' -  Portal Roma News

O futebol é apaixonante, arrasta torcidas, eletriza multidões, gera empregos e movimenta a economia. Importante como genuína manifestação popular, a modalidade é parte fundamental da vida dos brasileiros. No Pará, as pessoas vivenciam a paixão futebolística com intensidade e fervor, mais até do que na maioria dos demais Estados.

Ainda assim, mesmo que seja parte importante de nossas vidas, o futebol não pode se sobrepor jamais a questões de segurança e proteção da população em geral. A pandemia, que está completando um ano no Brasil, paralisou as competições em março de 2020. O motivo era conter a expansão da pandemia.

Pois o motivo continua de pé, até mais forte do que antes. O inimigo comum se fortaleceu na forma de variantes mais letais. Nesses 12 meses, causou dor, destroçou famílias inteiras, superou a marca de 250 mil vítimas. Para se ter uma ideia do tamanho da tragédia, as bombas que arrasaram Hiroshima e Nagasaki na II Guerra Mundial mataram 250 mil pessoas.

Como defensor das determinações ditadas pela ciência e orientadas pela Organização Mundial da Saúde, a posição mais civilizada é a de defesa do lockdown para atividades não essenciais, e o futebol não é prioritário neste momento. Portanto, a paralisação do Parazão deve ser pauta da FPF e dos clubes, como forma de contribuir para a redução de riscos de contágio.

O deslocamento dos 12 times para jogos entre as cidades implica em aproximação e quebra de isolamento. É verdade que o protocolo sanitário é cumprido à risca e preserva atletas e comissões técnicas, mas há trabalhadores que atuam nas partidas. Pessoal da segurança, da infraestrutura dos estádios e da imprensa.

Desde o ano passado, a torcida não tem acesso aos estádios, mas o risco permanece para quem está envolvido diretamente com a competição. E houve quem defendesse a cobrança de ingressos. E nesse período houve quem afrontasse a lógica e desrespeitasse as normas.

Foi o que se viu na final da Libertadores, que levou mais de 10 mil pessoas ao Maracanã; nos festejos do acesso do Remo à Série B, que teve aglomeração na Doca; e nas reiteradas aparições da principal autoridade do país, que anda sem máscara, desaprova a vacina e ainda debocha dos riscos do novo coronavírus para a vida das pessoas.

As medidas anunciadas pelo governador Helder Barbalho precisam ser apoiadas por todos a fim de que tenham eficácia, e isso obviamente inclui o futebol. Embora não tenha sido prevista a proibição dos jogos, o papel dos clubes é juntar-se agora ao esforço do Governo e prefeituras em defesa da vida, um valor inestimável, acima de todos os interesses econômicos, esportivos, religiosos e mercadológicos.

Defendo que o campeonato pare não apenas por uma semana, mas por um mês, justamente março, considerado pelos especialistas como o mais difícil no enfrentamento à pandemia. Não só para robustecer o esforço geral de combate à pandemia, mas também por empatia e respeito às vítimas.

Detalhe: nas últimas 24 horas, a covid-19 matou 1.726 pessoas no Brasil. É o pior registro desde que a pandemia começou. O Estado está com 81% de UTI’s ocupadas, patamar que exige todas as formas de prevenção.

O futebol desnudado em documentário surpreendente

Há uma série documental em exibição no Sportv sobre um grande clube brasileiro. “Acesso total” registra o cotidiano, as entranhas e as muitas tretas da atual temporada do Corinthians. É interessante porque cobre um momento de baixa. Normalmente, os filmes sobre futebol se concentram em falar de conquistas épicas e glórias imortais.

É curioso ver como o elenco se comporta em meio a situações de forte pressão, cobranças de diretores e torcedores. No meio do furacão, está sempre a comissão técnica. Vagner Mancini, o treinador, aparece na maioria dos episódios e surpreende pela naturalidade no trato com jogadores e cartolas.

Até quem não é corintiano vai apreciar o olhar atilado da produção, que prioriza os diálogos de vestiário, com os jogadores ainda no calor da refrega, como no intervalo de um jogo com o Goiás. Outro momento interessante é o do desligamento do centroavante Mauro Boselli.

O presidente Duílio Monteiro Alves conversa com o jogador e explica que o técnico não tem mais interesse em sua permanência. Aparentando surpresa, Boselli rapidamente se recompõe e aceita na boa o bilhete azul. Situação dura e que raramente é mostrada ao torcedor e que diz muito da relação clube-jogador no futebol ultra profissional de hoje.

Alguns flagrantes de irritação e frustração também são focalizados, além de aspectos das arengas internas, envolvendo a campanha eleitoral mais recente, também integram a pauta do especial, que tem cinco episódios. Até agora o que foi mostrado passa longe da abordagem chapa-branca que marca documentários sobre clubes de futebol no Brasil.

Copa do Brasil: chances razoáveis de avanço

Remo, PSC e Castanhal já têm adversários definidos na primeira fase da Copa do Brasil. Chances quase iguais para todos, riscos também. O Papão vai encarar o Madureira, no Rio de Janeiro, jogando pelo empate. O Leão vai ao Rio Grande do Sul, também podendo empatar, para enfrentar o Esportivo de Bento Gonçalves. O Castanhal recebe o Volta Redonda com obrigação de vencer.

É possível, embora improvável, que o trio alcance a classificação. Neste momento, pelo estágio das equipes, o Remo parece mais forte para o confronto com os gaúchos. O PSC, ainda em formação de elenco, tende a ter mais dificuldades diante do simpático Madureira.

O Japiim tem a vantagem teórica – sem torcida – do mando de campo, mas pode se beneficiar mesmo é das condições climáticas, impondo correria e dinâmica para superar o (levemente) favorito Voltaço. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 03)