Anunciados mais cinco nomes da equipe de Edmilson Rodrigues

Com informações de Enize Vidigal – fotos: Mácio Ferreira

Foram divulgados, nesta segunda-feira, 28, mais cinco nomes da futura gestão Edmilson Rodrigues. Entre os citados, o advogado Bruno Batista, atual integrante da Comissão de Transição da Prefeitura de Belém, que assumirá a presidência da Companhia de Tecnologia da Informação de Belém (Cinbesa). Bruno é especialista em Direito Processual Civil e atuou na antiga Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos (Semaj) – atual Procuradoria Geral do Município (PGM) – nas gestões anteriores de Edmilson. 

À frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) ficará o engenheiro agrônomo e servidor da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Sérgio Brazão e Silva (foto acima). Sérgio foi vice-presidente da extinta Fundação de Parques e Áreas Verdes de Belém (Funverde). Ele possui mestrado em Solos e Nutrição de Plantas e Doutorado em Geologia. Há 36 anos, ele atua como engenheiro agrônomo nas áreas ambiental, de pesquisa, ensino e extensão rural, além de ter sido pró-reitor de Extensão da Ufra.

Já a advogada Edna Maria Sodré D’Araújo (foto), consultora jurídica do Município de Belém, assumirá a presidência do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Belém (IPMB). Historiadora e professora, ela é servidora de carreira do IPMB, concursada há 16 anos, e tem especializações em Direito Previdenciário, Direito Administrativo e Administração Pública.

O professor de História Alickson Lopes será o novo presidente da Fundação Centro de Referência em Educação Ambiental Escola Bosque “Professor Eidorfe Moreira” (Funbosque), em Outeiro, que atende alunos das ilhas de Cotijuba, Jutuba e Jamaci. Alickson é funcionário de carreira da Funbosque há 12 anos.

Francisco Antônio Guimarães de Almeida, o “Doutor Chiquinho” (acima), vereador de Belém pelo PSOL, assumirá a presidência do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores Público do Município de Belém (IASB). Ele é médico concursado da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) há 18 anos.

Nomes já divulgados dos titulares de pastas da gestão Edmilson Rodrigues:

Semad- Jurandir Novaes
Sefin- Káritas Rodrigues
Segep- Cláudio Puty
Semec- Márcia Bittencourt
Sesma- Maurício Bezerra
Sejel- Carolina Quemel
Semma- Sérgio Brazão
PGM- Alberto Vasconcelos
GMB- Joel Ribeiro
Ouvidoria- Márcia Kambeba
Fumbel- Michel Pinho
Funbosque- Alickson Lopes
IASB- Dr Chiquinho
IPMB- Edna D’Araújo
Cinbesa- Bruno Batista

A frase do dia

“Sabem o que Messi, CR7, Hamilton e Lebron têm em comum? São referências mundiais em seus esportes. Mais que isso. São exemplos. Nenhum deles é notícia por promover festança para centenas de pessoas nessa pandemia. Lamento por Neymar não estar à altura do (genial) futebol que joga”.

André Rizek, jornalista

Torcida azulina esgota primeiro lote da promoção de camisas especiais

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O Clube do Remo iniciou as vendas de camisas promocionais para quem comprar ingressos virtuais no valor de R$ 50,00. Em menos de seis horas, o perfil oficial do Leão informou que esgotou o primeiro lote e que já iniciou a comercialização do segundo. O dinheiro servirá para o pagamento de salários dos atletas, comissão técnica e funcionários. As camisas podem ser adquiridas nas Lojas do Remo, que funcionam em vários pontos de Belém e Região Metropolitana, e no site oficial do clube. 

Definidas as arbitragens para jogos de Remo e PSC na Série C

Vinicius Furlan apita Ypiranga x Remo - Crédito: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

A CBF definiu nesta segunda-feira as arbitragens para os jogos de Remo e Paissandu pela quarta rodada do quadrangular da Série C. No próximo domingo, 3 de janeiro, às 20h, o Remo visita o Ypiranga no Colosso da Lagoa, em Erechim, tendo como árbitro central o paulista Vinicius Furlan (foto), que comando o primeiro Re-Pa da primeira fase da competição, quando o Remo venceu o PSC por 3 a 2, no dia 3 de outubro. Seus auxiliares serão Evandro de Melo e Luiz Alberto Nogueira, também de São Paulo. 

Na segunda-feira, 4, o mineiro Emerson de Almeida Ferreira comanda o duelo entre Londrina e Paissandu, ás 20h no Estádio do Café, em Londrina. Também de Minas Gerais, Pablo Almeida da Costa e Frederico Soares serão os assistentes. O Leão lidera o Grupo D com sete pontos. O Papão é o 2º colocado com seis pontos. Londrina é o 3º, com quatro pontos, e o Ypiranga ainda não pontuou.

Declaração sobre racismo pode fechar portas para Jorge Jesus na Europa

jorge jesus bolsonaro

Por Julio Gomes

“Nem Jesus Cristo conseguiu unanimidade”, disse um dia Felipão, após uma convocação qualquer. Imaginem só Jorge Jesus, depois do que disse hoje.

Após o exemplar abandono de campo promovido por jogadores do PSG e do Istanbul Basaksehir, ontem, na Liga dos Campeões, o atual técnico do Benfica foi questionado sobre o tema.

“Bem, eu não sei… não estava lá. Não sei o que aconteceu, o que se falou, o que se diz, mas hoje está muito na moda isso do racismo. Como cidadão tenho direto de pensar à minha maneira e só posso ter uma opinião concreta se souber o que se disse naquele momento. Porque hoje qualquer coisa que se possa dizer contra um negro é sempre sinal de racismo. Se se pode dizer-se o mesmo contra um branco, já não é sinal de racismo. Está-se a implantar essa onda no mundo…”.

Jorge Jesus, como não poderia deixar de ser, está sendo massacrado nas redes sociais portuguesas e na mídia europeia. O discurso dele é velho conhecido. O racismo disfarçado de simples “passada de pano”. Desconfie de todo branco que bradar sobre “racismo invertido”. O discurso de Jorge Jesus poderia muito bem ter sido reproduzido por Donald Trump ou outros presidentes por aí, seja de Repúblicas, seja de “Nações”, se é que vocês me entendem.

Talvez isso explique por que Jesus tenha se sentido tão em casa por essas bandas, onde o racismo é estrutural e sufocante, enquanto na Europa ele existe, está lá, mas de forma mais velada e hipócrita.

Jorge Jesus não foi embora do Brasil por causa da pandemia, como muitos inocentes acreditam. Foi embora porque ele se acha bom o suficiente para estar em um clube importante, da primeira prateleira europeia, tipo Real Madrid, Barcelona, Premier League. E percebeu que poderia ganhar tudo no Flamengo que não adiantaria. Ele precisava da exposição da Champions League, estar no mercado da elite.

O primeiro tropeço veio com a não classificação do Benfica para Champions, eliminado pelo Paok, vejam só, de um tal Abel Ferreira – não, Jesus não é o único técnico português bom por aí.

O segundo tropeço, e acho que definitivo, vem agora, com o que Jesus acaba de dizer sobre racismo. Ele acaba de fechar completamente as portas para a Europa – ou pelo menos para a elite da qual ele acha que deveria fazer parte. Eu não me espantaria nem mesmo se o próprio Benfica tomasse uma atitude.

Jorge Jesus é muito bom no que faz. Já mostrou isso em Portugal e mostrou isso aqui no Brasil, onde foi importante para abrir os olhos de muita gente e nos mostrar o quão atrasados estamos em alguns aspectos do esporte. Mas não basta ser bom nem ótimo. Nos dias de hoje, somos um pacote completo. Nossas virtudes e defeitos estão escancarados para todos verem.

Jesus sempre terá as portas abertas aqui no Brasil, por exemplo, até porque aqui os passadores de pano seguem no comando de quase tudo. O que ele disse hoje, no entanto, irá sempre assombrá-lo em mercados como o inglês.

Há coisas que achamos e há coisas que falamos. Eu mesmo, com este texto, certamente estou fechando portas. É possível que nunca entreviste Jorge Jesus na minha vida por chamá-lo de idiota. São decisões que tomamos, caminhos que traçamos, escolhas que fazemos.

Espero que a repercussão faça Jorge Jesus refletir. É sempre possível deixar de ser racista, deixar de ser idiota. O tempo e o intercâmbio de ideias e impressões nos fazem ver coisas em nós mesmos que não víamos. Há os que preferem viver em negação, há os que preferem evoluir. Eu tento fazer parte do segundo time.

Vem também para este time, Jorge Jesus. E deixe de ser parvo.

Quando o clubismo está acima do antifascismo

Em nota, torcidas representativas do Bahia repudiam criticamente o posicionamento da torcida Flamengo Antifascista, a respeito do caso Gerson x Dominguez. Abaixo, na íntegra, o texto da torcida baiana:

“Com muita consternação recebemos a nota da torcida Flamengo Antifascista. Nela vemos que nem mesmo os companheiros desta torcida estão livres da arrogância e soberba, fruto do eterno favorecimento dos grandes meios de comunicação e cartolas da CBF ao seu time. Estes sim, os verdadeiros representantes do futebol moderno que aplicam no Brasil o pensamento imperialista de espanholização do nosso futebol.

A luta por um futebol democrático e popular é, invariavelmente, a luta pelo combate ao brutal favorecimento ao Flamengo, que gera no futebol a mesma desigualdade que vivemos na sociedade. Além de trazer o clubismo acima da luta antirracista, a nota em questão, que custamos a acreditar se tratar da nota de uma Antifa, traz uma série de equívocos e desinformações que não vão ficar sem respostas.

Inicialmente, é mentira que Ramirez será reintegrado como se nada tivesse acontecido. No intuito de preservar a instituição e o próprio atleta, o mesmo foi afastado do elenco até que o nosso clube concluísse as investigações internas.

Ademais, o presidente do Bahia ligou para o atleta Gerson, num claro sinal de que uma acusação de racismo está acima dos interesses clubistas, acima da atual situação do clube na tabela e acima de qualquer interesse mesquinho que o valha. A palavra da vítima foi acolhida pelo nosso Clube.

A nota diz que o Bahia levou “em consideração apenas o laudo encomendado”, o que é incorreto. Não foi apenas um laudo encomendado pelo Bahia, mas sim 4 laudos encomendados a profissionais idôneos, de fora da Bahia e do Brasil, que possuem larga experiência forense.

Por outro lado, o único laudo que o Flamengo contratou foi feito por um perito sem expertise para tal. Tanto assim que o próprio INES divulgou nota se desvinculando totalmente do resultado final da perícia.

Somos o clube do povo e cujas posições nas causas sociais são reconhecidas tanto em âmbito nacional, quanto internacional. Estamos em outro patamar na luta antirracista no futebol, consequência de um longo período de democratização da vida do clube e incorporação de setores populares em suas fileiras.

Esta questão foi conduzida pelo Esporte Clube Bahia de maneira bastante séria e inédita no futebol. Inclusive com acompanhamento de lideranças do movimento negro do nosso estado – o mais negro do país. O resultado final não foi uma solução apenas da diretoria do Bahia, mas construída com o movimento negro e o nosso Núcleo de Ações Afirmativas. O desconhecimento dessa questão por uma torcida autodeclarada antifascista é, no mínimo, lamentável!

Se os antifascistas flamenguistas esperavam por uma solução unicamente punitivista, que daria resposta exclusivamente ao tribunal inquisitorial da internet, sugerimos que leiam mais sobre Ângela Davis. Queremos fazer um chamado aos declarados antifascistas flamenguistas que apresentem ao seu clube todos os compromissos que o Bahia adotará para aprofundar o combate ao racismo no futebol explanados na “Carta à Sociedade” lançada pelo Clube. Esta seria a melhor atitude a ser adotada por quem se diz antifascista neste episódio.

Tais compromissos mostram que a luta antirracista no Esquadrão não é uma peça de marketing, mas uma questão de princípio!

No Bahia seria impensável a demissão de um treinador apenas pelo fato de ser negro, mesmo após um título brasileiro. Jamais jogadores do Esquadrão fariam ofensas racistas uns aos outros em uma live, e depois justificariam tratar-se de “brincadeira”. No Flamengo o racismo recreativo é uma realidade. Há um mês um goleiro negro (e como isso é simbólico no futebol) do Flamengo sofreu ataques racistas de sua própria torcida por uma falha em campo.

Isso tudo para não dizer o quão desumano tem sido o tratamento do clube mais rico do Brasil para com as famílias dos garotos do ninho. Segundo um jornalista absolutamente insuspeito, o Flamengo está “ganhando pelo cansaço” aquelas famílias pobres e, em sua maioria negras, que perderam seus filhos dentro das dependências do clube por descaso na manutenção do alojamento da base.

No Bahia seria impensável este nível de desumanidade com a dor de parentes em caso semelhante. Nosso clube tem um programa de ajuda aos nossos ex-ídolos, bem como recentemente ajudamos a família de um ilustre torcedor vítima da COVID.

A malfadada nota ainda se pretende a falar sobre a xenofobia comprovada no próprio laudo flamenguista. E, pretensamente, querem dar aula sobre o tema. Caros antifascistas flamenguistas, vocês querem mesmo falar de xenofobia para nós nordestinos?

Aliás, estranhamente, a xenofobia nacional foi esquecida por vocês na nota. Porque será? Vocês desconhecem casos de xenofobia contra os nordestinos? Desconhecem o fato de que pra vocês somos tratados de maneira depreciativa como “Paraíbas”? Aliás, como se ser Paraíba – estado de Jackson do Pandeiro, Ariano Suassuna, Margarida Maria Alves, dentre outros – fosse alguma ofensa.

Nos jogos em que os apaixonados torcedores nordestinos vão para o RJ acompanhar seus times do coração, os relatos de ataques xenofóbicos são recorrentes. Os antifascistas flamenguistas desconhecem essa realidade? Por que não a citaram na sua nota?

Certamente que a chaga da escravidão faz com que o racismo no Brasil seja algo muito mais enraizado e estrutural, mas daí querer achar que a xenofobia pode ser usada para supostamente combater o racismo é, no mínimo, desonesto. Sugerimos que os declarados antifascistas flamenguistas qualifiquem-se mais no debate, pois é flagrante a falta de leitura sobre o tema.

Ser antifascista é ser contra a TODAS as formas de opressão! Um antifascista não pode combater um tipo de opressão e defender o uso de outra, sob pena de esvaziamento do próprio termo antifascista.

E por fim, não queiram jogar pra nós a pecha de ser um time apoiado por “figuras centrais bolsonaristas”. O uso político pelos racistas dessa situação já era esperado. Contudo, sabemos bem qual o time que o fascista Bolsonaro abraça para se promover. E sempre com o apoio irrestrito da atual diretoria do clube.

Bradamos em alto e bom som: Nem a guerra entre as torcidas, nem a paz entre as classes!

Salvador (BA), 26 de dezembro de 2020.

#BahiaAntifa #Antifascismo #Antirracismo #Antixenofobia