Leão agride pouco e fica no empate com o Londrina

Londrina x Remo

A abertura da segunda fase da Série C registrou um empate sem gols entre Londrina e Remo, no estádio do Café. O jogo foi mais intenso no primeiro tempo, com boas chances de lado a lado – o Leão chegou a ter um gol anulado em chute cruzado de Hélio Borges -, mas o tempo final foi fraco tecnicamente. Times pareciam cansados e os erros prevaleceram. O resultado agradou aos remistas, que conquistaram um ponto fora de casa. Ficou, porém, a sensação de que o time poderia ter agredido mais em busca da vitória.

Nos primeiros movimentos, o Londrina forçou mais, até os 15 minutos. O Remo começou a sair com mais intensidade e chegou a ameaçar com Marlon e Hélio. O Tubarão teve três oportunidades seguidas. A primeira com Matheus Bianqui recebendo na área e finalizando para o corte de Mimica. Aos 35, o meia Adenílson mandou uma bomba, e Vinícius espalmou. Em seguida, Marcondes pegou a sobra após escanteio e mandou na trave.

O Remo foi à frente e deu a resposta no lance seguinte. Hélio chutou cruzado, Tcharlles escorou para as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

Depois do intervalo, o Remo voltou sem Hélio, substituído por Augusto. A mudança, de ordem técnica, desmontou um dos lados mais fortes da equipe. Mas coube ao Leão a primeira grande oportunidade. A bola chegou a Felipe Gedoz, que chutou por cima do gol.

Logo em seguida, Julio Rusch foi substituído por Charles e Marlon saiu, lesionado, para a entrada de Dudu Mandai. O Remo foi se desfigurando e piorou ainda mais com a saída de Gedoz, substituído por Carlos Alberto, e de Tcharlles por Gustavo Ermel.

O jogo caiu de nível técnico, com muitos erros de passe e excesso de faltas no meio-campo. O Londrina pressionou aos 33′, com Gedeílson invadindo pela direita e tocando na área, mas ninguém apareceu para finalizar. Pouco agressivo, o Remo chegou bem aos 37′ com Salatiel tocando para Ermel na área, mas o atacante disparou um chute torto, longe do gol.

Na próxima rodada, domingo (20), o Remo disputa o clássico com o Paissandu, no Mangueirão, às 18h.

Remo reelege Fábio Bentes para mandato de três anos

Fábio Bentes foi reeleito presidente do Clube do Remo, com mandato que vai até o final de 2023. Candidato único no pleito realizado nesta sexta-feira, no ginásio Serra Freire, o atual gestor garantiu a reeleição por aclamação e será o primeiro presidente regido pelo novo estatuto, em que o mandato passa a ser de três anos – um a mais que o regimento anterior. A posse foi imediata.

Tonhão, Luis da Cunha Teixeira, Daniel Lavareda, Fábio Bentes e Marcelo Carneiro, todos eleitos nesta sexta-feira para comandar o Codir e a Assembleia Geral até 2023 — Foto: Ascom Remo

A diretoria sofreu mudanças – também em razão do novo estatuto. Saiu o antigo vice Cláudio Jorge Bentes e entraram, para novos cargos de vice-presidente operacional e vice-presidente de gestão, Antônio Carlos Teixeira (Tonhão) e Marcelo Matos Carneiro. Na foto acima, Tonhão, Luís da Cunha Teixeira, Daniel Lavareda, Fábio Bentes e Marcelo Carneiro.

Também foi eleita a nova direção da Assembleia Geral. Com 403 votos, o presidente passa a ser Luís Daniel Lavareda Reis Júnior, com Luís da Cunha Teixeira de vice. A eleição ainda elegeu 100 conselheiros do Conselho Deliberativo, o Condel. Mesmo com chapa única, a votação para o Conselho Diretor (Codir) foi realizada de maneira protocolar. Dos 564 votos válidos, a chapa de Fábio Bentes recebeu 509.

“Acho que, talvez, foi a eleição a mais tranquila da história. Eu, obviamente, não acompanho o Remo há tanto tempo assim, tenho 43 anos, mas desde que eu me entendo como gente, dos anos 90 para cá, sempre teve disputa. Mas a gente fica feliz, ainda mais sendo uma situação de reeleição, mostra que há o reconhecimento do trabalho que foi feito. Isso me deixa muito feliz”, festejou Bentes.

A principal promessa de campanha para o próximo triênio é a finalização das obras de revitalização do Baenão – que deve ter instalados os novos refletores até janeiro, possibilitando o retorno dos jogos noturnos – e a construção de um centro de treinamento.

Ao todo, segundo dados disponibilizados pelo Remo, 2.622 sócios estiveram aptos a votar nesta sexta-feira. Cinco urnas eletrônicas foram cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral para a eleição azulina.

Confira a lista de conselheiros eleitos (Condel)

  1. Alcebiades de Moraes Maroja
  2. Gustavo Osório Bentes
  3. Rodrigo Ferreira de Moraes
  4. Kleber Gleisson Pereira Santos
  5. Valeny Katia Martins da Silva
  6. Laércio Lucena Moraes Da Silva
  7. Marcelo Ribamar Bentes de Souza
  8. Nelson Tourinho Tupinambá
  9. Gilmar Alexandre R. Nascimento
  10. Marcus Vinicius Fonseca Soares
  11. Marco Antonio Pina de Araújo
  12. Renato Lopes Fernandes Medeiros
  13. Simone Rocha Tupinanba
  14. Aline Lopes Gonçalves Porto
  15. Murilo Moda Cunha
  16. Carlo de Barros Pereira Teixeira
  17. João Marcelo Azevedo Santos
  18. Luiz Alberto Toureiro Hage
  19. Augusto Jones De Aragão Barbosa
  20. Marcos Gabriel Barbosa Castello Branco
  21. Milton Campbel Campos
  22. Guilherme Gianino
  23. Jorge Torrres Romanholy Ferreira
  24. José Fernando Lobo Soares
  25. Helton José Dias Nóvoa
  26. Antonio Carlos Ribeiro da Silva
  27. Marcelo Augusto Paradela Hermes
  28. Nelson Pontes Simas
  29. Rodrigo de Amorin Pampolha
  30. Orlando Reis Pantoja
  31. Iverson Jorge Goés Braga
  32. Tonildo Dos Santos Pinheiro
  33. Albert Barcessart Gabbay
  34. Hilton Celso Benigno De Souza
  35. Alessandro Lima da Silva
  36. Pietro Alves Pimenta
  37. André Luiz Salomão Lima
  38. Octávio Perdigão Sinimbu Filho
  39. José Milton Vieira Junior
  40. Fernando Gomes Da Silva
  41. Marcos Antonio Cardoso Lobato
  42. Luiz Rodrigo Bastos Frade
  43. Romeu Diones Figueiredo Biasan
  44. Dirson Medeiros da Silva Neto
  45. Sérgio Oliva Reis
  46. Paulo Sérgio Mota Pereira Filho
  47. Miguel Rocha Lobato
  48. José Vieira Gomes
  49. Edson Bianor Ferreira Pinheiro
  50. Hamilton Dias Bordalo
  51. Carlos Magno Bogoevich Morais
  52. Renan Bezerra da Silva
  53. Diego Nascimento dos Santos
  54. Hugo de Souza Leão
  55. Lauro Diego Bezerra Bessa de Castro
  56. Cássio Feio Maciel
  57. Paulo Sergio Fadul Neves
  58. Ítalo Jorge Azulai Melo Braga
  59. Thiago Gayson Rodrigues Dos Passos
  60. Claudio Tobias Acatauassú Nunes
  61. Adalberto Araújo Rocha Junior
  62. Bruno Marcos Gabbay Belicha
  63. Alexandre Augusto de Araújo Mota
  64. Paulo Marcel Pereira Merabet
  65. Felipe Prata Mendes
  66. Francisco Fabio Cruz de Oliveira
  67. André Luiz Serrão Pinheiro
  68. Ricardo Nasser Sefer
  69. Lucas Carneiro Maia
  70. Antonio Carlos Paula Neves da Rocha
  71. Rui de Souza Chaves
  72. Walter Lindoso Saldanga
  73. José Rui De Almeida Barboza
  74. José Maria Moreira Campos
  75. Marilúcia Caetano Costa
  76. Carlos Augusto B. Valério Dos Santos
  77. Anderson Costa e Silva
  78. Odilardo Silva Filho
  79. Paulo de Tarso Anunciação de Melo
  80. Lauro Expedito Franca Junior
  81. Anselmo Ferreira Assumpção
  82. Luis Paulo Figueiredo Pina
  83. Henrique Silva Doell
  84. Igor Tancredi Araújo
  85. Lucas Sampaio Pereira
  86. Leonardo de Souza Campos
  87. Emerson Mauricio Corrêa Dias
  88. Lairson Cabral da Silva
  89. Guaraci Parente Santos Júnior
  90. Manoel Gomes Machado Junior
  91. Jorge Wilson Carvalho de Oliveira
  92. Marco Antonio Fernandes de Figueiredo
  93. Marcelo Lima Lavareda da Graça
  94. Heitor de Souza Freitas Filho
  95. Mauro José Mendes de Almeida
  96. Silvio Ribeiro Lima
  97. Delnea Coelho Prestes
  98. Joaquim Adelino Lucas da Fonseca
  99. Evaldo Silva Sobrinho
  100. Wilson Corrêa Leão

Leão desafia Tubarão na abertura da fase de grupos da Série C

Dudu Mandai, Salatiel, Fredson, Wellisson e Lucas Siqueira

O Clube do Remo estreia na fase de grupos da Série C enfrentando o Londrina, neste sábado, às 17h, no estádio do Café. Paissandu Sport Club e Ypiranga (RS) jogam neste domingo, às 18h, no estádio Jornalista Edgar Proença. O jogo terá transmissão da RBA/Band e cobertura da Rádio Clube do Pará.

O Remo encerrou ontem a preparação para o jogo com treino físico e exercício recreativo no campo do VGD, na região metropolitana de Londrina. Antes da viagem para o Paraná, o técnico Paulo Bonamigo testou algumas formações, entre as quais a entrada de três zagueiros, saindo do tradicional 4-3-3.

Após a atividade de ontem, o técnico Alemão, do Londrina, fez elogios ao Leão. “A equipe do Remo traz preocupação sempre. Tem muita tradição, que vem muito forte. Fez uma primeira fase muito equilibrada, sempre ou quase sempre dentro do G4. Tem jogadores de potencial bom, um treinador muito experiente, que é o Bonamigo. O Remo tem uma camisa de peso, então certamente é um adversário muito difícil. Nós também temos nossos méritos, nossa força dentro de casa principalmente. Esperamos usar isso pra abrir a fase com uma vitória”, disse.

O time do Londrina para enfrentar o Remo deve ser: Dalton; Gedeílson, Marcondes, Jeferson e Rafael Rosa; Marcel, Mateus Bianqui e Adenilson; Victor Daniel, Carlos Henrique e Igor Paixão.

A provável formação do Remo é: Vinícius; Ricardo Luz, Jansen, Mimica e Marlon; Charles, Lucas Siqueira e Felipe Gedoz; Hélio Borges, Salatiel e Tcharlles.

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Abin e GSI funcionam como órgãos auxiliares do Escritório do Crime

Por Jeferson Miola

Uma “guerra de bugios” é travada entre as facções da extrema-direita – a Globo/Moro-lavajatista e a bolsonarista – desde que Sérgio Moro se demitiu do ministério da Justiça. Nesta guerra entre as 2 facções criminosas, o bando do Sérgio Moro ganhou pontos com a revelação de que a Abin e o GSI agiram para acobertar a milícia Escritório do Crime e salvar Flávio Bolsonaro dos processos nos quais ele responde por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e corrupção.

O escândalo confirma que a obsessão de Bolsonaro em aboletar o diretor da Abin Alexandre Ramagem na direção da Polícia Federal tinha como fundamento a proteção do clã miliciano e dos seus múltiplos negócios criminosos.

Bolsonaro e os militares que colonizaram o aparelho de Estado, deslumbrados com o poder, já não distinguem o público do privado; o legal do criminoso. Aparelharam o Estado brasileiro num nível inaudito – muito mais profundo, até mesmo, que durante a ditadura de 1964/1985.

Eles mantêm controle total das instituições e manietam órgãos de investigação, influenciam nomeações nos MPs estaduais, controlam o procurador-geral da República e recebem toda sorte de “deferências” nos tribunais, como na esdrúxula decisão do ex-presidente do STJ que livrou da prisão preventiva o sócio do clã miliciano Queiroz e sua esposa.

Casos escabrosos, como o tráfico internacional de 39 kg de cocaína no AeroCoca da FAB; os atentados à Constituição e a ameaça de intervenção militar; o laranjal do PSL; o atentado terrorista contra o Porta dos Fundos; o assassinato da Marielle; a espionagem de opositores; o depósito de R$ 89 mil do Queiroz na conta da 1ª-miliciana Michele; casos como dos familiares de milicianos empregados nos gabinetes do clã miliciano, da vizinhança tinhosa do Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra etc, são abduzidos do noticiário e engavetados com notável rapidez pelos órgãos judiciais e de investigação.

A “face visível” da atuação dos militares no governo – maioria dos ministérios, quase 7 mil cargos públicos, controle de estatais etc – é catastrófica. A gestão genocida da pandemia, o colapso energético no Amapá e o desmanche econômico do país e da soberania nacional são evidências muito vivas disso.

A “face oculta” da atuação dos militares citada acima, contudo, que se reflete na tutela das instituições e na orquestração da guerra híbrida, não é menos catastrófica e não é menos letal à democracia e ao Estado de Direito que a barbárie, o racismo e o extermínio que suas políticas produzem.

O governo [militar] do Bolsonaro age da mesma maneira que a ditadura agia: espiona, fabrica dossiês e persegue professores, ativistas, servidores públicos, intelectuais, jornalistas e opositores do regime. O governo militar rompe o estatuto republicano, controla e aparelha as instituições de Estado e as direciona para atender interesses particulares e dos autocratas no poder.

Neste contexto, a Abin e o GSI não funcionam como órgãos de Estado, porque com a tomada de assalto do poder pelo clã miliciano com os militares, estas instituições foram convertidas em verdadeiras repartições do Escritório do Crime no Estado brasileiro – funcionam como órgãos auxiliares da milícia Escritório do Crime.

A oligarquia dominante, canalha na sua essência, que golpeou a democracia para impedir a eleição do Lula para conseguir finalmente tomar o poder com milicianos e militares porque através da via eleitoral foi derrotada, tem nas suas mãos a responsabilidade de tomar a única decisão que este escândalo comporta, que é o impeachment do genocida Bolsonaro e a prisão de todos envolvidos neste crime contra a República e a democracia.

Afinal, é esta oligarquia – canalha na sua essência, vale repetir – que detém o poder total: tem poderes plenos para dar o destino que os criminosos merecem, porque domina o parlamento, a política, a mídia, as finanças e o judiciário.

O conhecimento liberta. Saiba mais