Governo do Pará assina protocolos de intenção para compra de vacinas contra covid-19

Governo do Pará assina protocolos de intenção à compra de vacinas contra covid-19 - Crédito: OMS

Na noite da última quinta-feira, 10, o governador do Pará, Helder Barbalho, assinou dois protocolos com o Instituto Butantan e a aliança mundial Covax Facility de intenção para compra de vacinas contra a covid-19. O pronunciamento ocorreu na abertura do Seminário Novos Gestores 2021, no Theatro da Paz, em Belém. Durante o evento, o governador disse que serão adquiridas apenas os imunizantes registrados e liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os imunizantes do Instituto Butantan e do consórcio Covax Facility estão entre as que testaram as fases 1 e 2 e já enviaram para a Anvisa a sua liberação. Por meio das redes sociais, Helder informou que os contratos são um “plano B”, caso o Governo Federal não realize a vacinação no “tempo de urgência” do Pará.  

A estratégia estadual de vacinação começará por grupos específicos, primeiramente, sendo destinadas 140 mil doses para profissionais da saúde; 50 mil doses para populações quilombolas e indígenas; 550 mil para pessoas acima de 60 anos e 25 mil doses para profissionais da área de segurança pública, que desenvolvem ações de alta exposição ao contágio.

Dado Villa-Lobos critica apreensão de fitas: “Arquivo é da Legião”

Guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos se mostrou indignado com a apreensão, no Rio, num depósito utilizado pela gravadora Universal Music, de 91 fitas que incluem as masters dos LPs gravados pela banda. Segundo a Polícia Civil, que executou a ação, eles contêm material inédito do líder do grupo, Renato Russo (1960-1996), que seriam entregues ao seu filho e herdeiro, Giuliano Manfredini.

“É claro que eu tenho a anuência da utilização daquilo, não pode fazer qualquer coisa, mas eles são donos daquele fonograma e eles têm que preservar isso”, protestou o guitarrista lembrando que as fitas pertencem, por acordo de cessão de direitos fonográficos, à gravadora Universal Music.

Procurada, a Universal Music Brasil disse, em nota, ter sido “surpreendida com este mandado de busca e apreensão em seu arquivo de tapes” e que “está providenciando acesso ao IP para ter conhecimento do que se trata para tomar as medidas legais cabíveis”. Dado Villa-Lobos, por sua vez, disse ter entrado em contato com a presidência da gravadora para relatar sua insatisfação com a ação policial.

“Não consigo entender como um delegado, a polícia se prestam a isso, estão quebrando um contrato mundial. Alguma coisa tem que ser feita. Isso não é um arquivo qualquer, é o arquivo da Legião Urbana, que eu acredito ter um valor muito grande para a cultura musical do Brasil, para os brasileiros que cresceram ouvindo isso”.

Dado diz temer pela conservação das fitas, boa parte delas com mais de 30 anos: “A Iron Mountain tinha as condições climáticas de desumidificação para preservar as fitas magnéticas. Não consigo entender como é que a minha obra é tirada dali e vai parar nas mãos da polícia. Eu estou dando como perdido esse material, ele é parte da nossa vida e agora vai apodrecer”.

O guitarrista garante que nada está sendo escondido (nem por ele, nem pelo produtor Marcelo Fróes) do herdeiro de Renato Russo: “A EMI contratou Marcelo Fróes para digitalizar todas as fitas e ele fez um relatório completo, que foi entregue a mim, à família, a todo mundo. Ninguém está querendo esconder nada de ninguém. Já acionei meus advogados deixando claro que eu não vou autorizar (o lançamento de) absolutamente nada do que vai sair dali se a companhia não tiver de volta esse material, que é da Legião Urbana e da Universal”.

O advogado de Marcelo Fróes, Mauro Tse, afirmou, em nota, que o produtor informou à família de Renato Russo e aos demais integrantes da banda sobre o trabalho realizado. Segundo o advogado, Fróes foi contratado pela família do cantor, em 2000, para fazer o inventário das gravações.

Posteriormente, a EMI também teve interesse no levantamento e também apoiou a digitalização das gravações. Tse disse que, ao final do processo, em 2003, todo o conteúdo foi entregue à banda, à família de Renato e à gravadora. “De forma definitiva, nada foi ocultado, aos herdeiros de Renato Russo, por Marcelo Fróes”, escreveu o advogado.

Dado Villa-Lobos diz ainda que, para comemorar o aniversário de 30 anos do álbum “Dois” (1986), da Legião, ele o baterista Marcelo Bonfá tentaram lançar algumas sobras de estúdio das gravações do disco, “que são incríveis”. “Tem a gente tocando ‘Juízo final’, do Nelson Cavaquinho; ‘O grande inverno da Rússia’, uma instrumental que a gente tinha gravado na época; uma versão de ‘Fábrica’ em inglês… e o menino (Giuliano) não autorizou, foi difícil”, reclama.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, Giuliano Manfredini disse que ainda não teve “a oportunidade de analisar detidamente o que existe no material descoberto ontem (quarta-feira)” e que “buscará o auxílio de profissionais especializados, técnicos e competentes, para manusear, higienizar e catalogar” as fitas. Ele expressou um descontentamento com as declarações de Dado Villa-Lobos de que “o material apreendido pertence à Universal Music”.

“Não estamos discutindo a quem pertence, trata-se de um material de que eu desconhecia a existência, enquanto ex-integrantes da banda tinham total acesso a ele. Tenho o direito de saber o conteúdo integral, e se a Justiça entender que devemos reinserir o material subtraído, o faremos”, disse Giuliano. “Dado deixa claro saber onde estava o material subtraído, despreza um processo legal e a missão da polícia e, como uma Cassandra, antevê um futuro impossível para o material dando-o por ‘perdido’ e decretando o seu ‘apodrecimento'”.

Para o diretor-geral da Legião Urbana Produções e filho do Renato Russo, ainda é cedo para se falar em lançamentos do material inédito do pai: “O que posso garantir é que continuaremos a seguir o caminho legal no encaminhamento da questão; que a Legião Urbana Produções tem um compromisso para com os milhões de admiradores de Renato Russo e para com a cultura brasileira; que tornaremos o mais transparente possível todo o processo de reinserção ao acervo das obras que foram subtraídas”.

Entenda o caso

Batizada de Tempo Perdido (canção do grupo de Renato, a Legião Urbana), a ação que apreendeu as fitas, coordenada pelo delegado Maurício Demétrio com policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), é a continuação da Operação Será, que em outubro foi atrás de material inédito que estaria de posse de produtores musicais que trabalharam com Renato Russo.

Na ocasião, a polícia foi à casa do pesquisador Marcelo Fróes, amigo de Renato Russo, ex-representante artístico da sua família junto à gravadora EMI e produtor de três álbuns póstumos seus. Agentes apreenderam HDs, computador e celular de Fróes e alegaram ter encontrado um relatório que daria conta da suposta existência de pelo menos 30 músicas em versões inéditas gravadas pelo artista, morto em 1996. Este relatório foi utilizado como base para a operação realizada nesta quarta-feira.

Segundo o pesquisador, em entrevista ao GLOBO, a apreensão não fazia o menor sentido, já que o tal relatório teria sido entregue por ele, em 2003, à família de Renato, à banda e à EMI, gravadora da Legião Urbana. Dias depois da apreensão, ele prestou depoimento na DRCPIM, na condição de testemunha.

A Operação Será teve sua origem em acusações relatadas em notícia-crime de 2016 por Giuliano Manfredini, na época referentes a Ana Paula Ulrich Tavares, pseudônimo que o fã Josivaldo Bezerra da Cruz Junior usava para ser um dos administradores da página Arquivo Legião no Facebook. Ele era investigado por “tentativa de estelionato, violação de direito autoral e, possivelmente, receptação”, relativos a material inédito de Renato Russo. (Do jornal Extra)

Os cálculos para o acesso

POR GERSON NOGUEIRA

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Na véspera da estreia paraense na segunda fase da Série C, os cálculos para o acesso dividem opiniões e aumentam a expectativa da torcida. Há quem atribua a contagem mínima de 11 pontos como segura para a obtenção do acesso, mas o Chance de Gol, um dos mais respeitados sites no segmento, crava 13 como a pontuação ideal para chegar à Série B.

Com projeções diferentes para os dois grupos, o Chance de Gol afirma que com 11 pontos um time estará praticamente classificado (99,5% de chances), com 10 tem 95% de probabilidades e com 9 pontos o percentual cai para 80%. Abaixo disso, com 8 pontos, as chances são de 50%.

Apesar de o site não mostrar um cálculo referente a 12 pontos, fica óbvio que é expressiva a chance de acesso para quem alcançar essa pontuação.

Quanto à caminhada dos quatro times, o site elege Leão e Papão como os mais cotados da chave D, contrariando as desconfianças de boa parte da torcida por conta da presença de ambos no mesmo agrupamento.

O Chance de Gol diz que o Papão tem 68,8% de chances de acesso e 39,7% de chegar à final do campeonato. O Leão vem logo a seguir, com 56,9% de subir e 27,9% de ser um dos finalistas.

A vantagem dada ao PSC sobre o Remo, mesmo com pontuação menor na etapa classificatória, se explica pelos critérios de ranking e participação recentes em competições nacionais.

Do outro lado, no Grupo C, o Santa Cruz é apontado como favorito para o acesso, com 69,5%, e cotado para a final, com 40,4%. O Ituano vem logo atrás com 64,2% para subir e 34,2% de ser finalista.

Os cálculos incluem também a primeira rodada da segunda fase, que começa amanhã com o jogo Londrina x Remo, no estádio do Café, em Londrina (PR). O Leão está bem na foto: é apontado com ligeira vantagem (32,7%), o empate tem o maior percentual (36,1%) e a vitória do Londrina tem 31,1% de probabilidade de acontecer.

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Para domingo, quando o PSC recebe o Ypiranga, em Belém, as projeções são ainda mais generosas com o representante paraense. O site dá 53,4% de chances de vitória bicolor, empate e vitória do time gaúcho têm o mesmo percentual (23,3%).

Em comparação com o outro grupo, o favoritismo do Papão é o maior de todos nesta primeira rodada. Aliás, fica patente que o grupo C é considerado o mais equilibrado para efeito de cálculos.

O êxito dos times paraenses dependerá em grande parte dos clássicos. O risco está na possibilidade de dois empates, o que dificultaria bastante a classificação. Vitórias para um e outro permitem esperanças. Duas vitórias de um dos rivais certamente aplainará o caminho para o acesso. Uma vitória e um empate também podem ajudar.

O PSC desfruta de um “turno” menos cansativo, pois vai fazer seus primeiros três jogos em Belém. Tem a possibilidade de fechar a primeira metade com 9 pontos, desde que vença Ypiranga, Remo e Londrina, ou 7 pontos, com vitórias sobre os visitantes e um empate no Re-Pa.

O Remo tem rota inicial diferente. Joga fora de casa, amanhã, depois encara o clássico e recebe o Ypiranga, em Belém. A impressão geral é de que pode embalar na competição caso vença o Londrina logo na estreia.

De toda sorte, para conquistar o acesso é preciso fazer o dever de casa (9 pontos) e pelo menos dois empates ou uma vitória como visitante. Campanha exclusivamente caseira não garante a classificação. Pela necessidade de pontuar fora, o desempenho de atacantes como Tcharlles e Marlon será absolutamente decisivo nesta etapa.

Leão reelege Bentes em clima de congraçamento

Com chapa única para o Codir, encabeçada pelo presidente, Fábio Bentes, o Remo realiza hoje uma das mais tranquilas e pacíficas eleições de sua história recente. É um momento de aclamação ao presidente que resgatou a credibilidade pública do clube, estabilizou as finanças e recolocou o futebol em nível competitivo. Se houvesse uma pesquisa de avaliação, sua gestão estaria muito perto da unanimidade.

Dentre seus feitos, destaque para a recuperação do estádio Evandro Almeida, que está perto de receber a nova iluminação.  

O Conselho Deliberativo elegerá 100 conselheiros de uma lista de 111 candidatos. Na Assembleia Geral, a escolha será entre Daniel Lavareda e Luís Cunha. A volta de alguns azulinos à vida do clube, depois de anos de afastamento, também é saudada como reflexo da boa administração. Ricardo Sefer (procurador geral do Estado) é um exemplo.

Simpatia do Bambino aplacou as mágoas de 82

A morte de Paolo Rossi reavivou memórias desagradáveis para quem vivenciou as angústias da Copa de 1982. Trabalhava na redação de O Liberal à época, editando o caderno de esportes com os saudosos Imar Nunes e Julio Lynch. Naquele fatídico dia tínhamos a convicção de que o time brasileiro iria atropelar a Azzurra, no estádio Sarriá.

Nossos problemas naquele dia atendiam por um nome: Rossi, que iludia com aquela falsa fragilidade da magreza do corpo. Surgia como um demônio entre os zagueiros, aproveitando os mínimos deslizes (de Cerezo e Junior), com o auxílio luxuoso do excelente Cabrini.

Engraçado é que mesmo quando o jogo estava 2 a 1 para os italianos, quase todo mundo acreditava em empate e virada. Mas, no terceiro gol, comecei a encarar os fatos. O dia era de Rossi. Se o Brasil igualasse de novo – e quase conseguiu –, ele iria certamente fazer o quarto.

Nos anos seguintes, em entrevistas, Rossi desconstruiu com simplicidade e carinho a imagem de exterminador do timaço de Telê Santana. O fato é que, com sua morte, a gente descobre que fizemos as pazes com nosso carrasco. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 11)