Crise no PSC: Hélio revela briga do executivo em hotel de Porto Alegre

Veja os documentos que comprovam acusação de Hélio dos Anjos contra diretor executivo do Paysandu - Crédito: Jorge Luiz / Ascom / Paysandu

Para acrescentar um molho extra de veneno à crise desencadeada com a demissão do técnico Hélio dos Anjos, o ambiente no Paissandu foi sacudido pela revelação de que o executivo de futebol Felipe Albuquerque teria se envolvido numa briga em Porto Alegre, em 2019, ocasião em que esteve prestes a ser demitido pela diretoria do clube.

Ao comentar o caso, ontem, o técnico Hélio dos Anjos disse que o presidente Ricardo Gluck Paul gosta de “passar a mão na cabeça de dirigente”. O fato ocorreu quando a delegação do PSC estava concentrada em um hotel, em Porto Alegre (RS), para o duelo contra o São José pela 15ª rodada da Série C. Após o time garantir o empate por 1 a 1, o diretor executivo de futebol teria se desentendido com um funcionário do hotel.

A vítima, identificada como Henrique Figueiró Cruz, disse na ocasião que teria sido agredido com um soco no rosto ao impedir que o dirigente bicolor entrasse com duas mulheres no quarto. Após a agressão, o funcionário registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e entrou na Justiça com uma ação de reparação por danos morais.

Presidente desmente técnico

A respeito do caso, o presidente Ricardo Gluck Paul negou que o executivo tenha sido “apadrinhado” pela diretoria. “Quando aconteceu isso em Porto Alegre, fizemos uma reunião no quarto do Hélio dos Anjos. Eu, Luciano (supervisor do PSC), Hélio e Guilherme dos Anjos (auxiliar-técnico). Nós quatro decidimos juntos que era um caso de uma advertência verbal, que não era pra desligamento, demissão ou vir a público. Foi decidido por nós quatro. Agora vem a falta de caráter de não assumir que tomou uma decisão conjunta. Ninguém passou a mão na cabeça de ninguém. Nós decidimos juntos. Decidimos isso porque o Hélio e o Guilherme saem de noite pra jantar, toma vinho, chega tarde. Eu também faço isso também. Quem não pode sair desse regramento são os atletas, que têm uma rotina de sono, de ambiente e alimentação controlados. Cada um tem um papel ali”, disse Ricardo.

O presidente observa que Hélio não teve coragem de admitir que concordou com a decisão tomada: “Naquele momento, nós quatro, juntos, avaliamos que bastava uma advertência verbal e foi o que a gente fez. O diretor foi punido com uma advertência. Depois ele se justificou, assumiu o erro, arcou com o processo, fez o acordo. Então é muito lamentável a gente ver de um profissional com mais de 60 anos de idade patrocinar o linchamento de uma pessoa nas redes sociais e com mentira. Porque não tem coragem pra dizer que, junto comigo, tomou a decisão de aplicar uma simples advertência. Ele também é responsável por essa decisão. É realmente um caso que eu tive que viver pra ver essa falta de carinho, de caráter, de humanismo”.

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