Messi comunica intenção de deixar o Barcelona; City é provável destino

Lionel Messi enviou um ofício ao Barcelona para ativar a cláusula que lhe permite deixar o clube no final de cada temporada, segundo publicou hoje o TyC Sports. O argentino deveria ter acionado o mecanismo até 31 de maio, o final oficial da temporada 2019-2020. É o primeiro passo no sentido de encaminhar uma possível transferência na próxima janela europeia.

No entanto, como o campeonato durou até o fim de semana passado, com a final da Champions League, o atacante entende que pode fazer uso da cláusula neste momento. Na última renovação de contrato, em 2017, Messi reservou a possibilidade de deixar o clube no final de cada período.

O craque argentino, que fez 33 anos em 24 de junho, tem contrato até 2021 com os catalães, mas decidiu tomar um novo rumo na carreira depois de uma temporada em que o time azul-grená não ganhou um título sequer pela primeira vez desde 2008.

Messi já havia informado ao técnico Ronald Koeman, que acabou de chegar para substituir o demitido Quique Setién, suas dúvidas sobre o novo projeto esportivo do clube na semana passada, alguns dias depois do time blaugrana ser humilhado por 8 a 2 pelo Bayern de Munique, nas quartas de final da Champions League.

O camisa 10 tirou alguns dias para refletir sobre o futuro, mas diversas fontes confirmaram à ESPN que ele decidiu finalmente que este é o momento de deixar o único clube que defendeu nos últimos 20 anos. O Manchester City é citado como o clube que abriu negociação com Messi.

Messi já ameaçou deixar o Barça entre 2013 e 2014, quando enfrentou problemas com o fisco espanhol, mas a situação nunca havia chegado a um ponto tão crítico como agora.

O argentino é consciente de que, com sua idade, não terá mais muitas oportunidades de ganhar a Champions League, e já decidiu que, neste momento, é hora de buscar um novo desafio esportivo, depois dos últimos fracassos europeus do Barcelona.

Jogo permitia resultado melhor

POR GERSON NOGUEIRA

Imperatriz-MA 0×0 Remo (Tcharlles)

O jogo podia ter sido mais satisfatório para o Remo, mas o 0 a 0 espelhou a produção dos times. Os azulinos buscaram mais o gol, ameaçando no início da partida e chegando perto de marcar na etapa final, quando Tcharlles e Eduardo Ramos fizeram boas investidas na área do Imperatriz. Quando as finalizações foram certeiras lá estava o guardião Henal, melhor figura em campo, o que traduz a superioridade remista.

Além dos chutes errados e da falta de sequência nas ações pela esquerda do ataque, onde as facilidades eram maiores, o Remo sofreu muito com o distanciamento entre meio e ataque, um problema que tinha sido superado pela objetividade marcante nos seis jogos anteriores.

Em função do tempo que o time leva para entregar a bola aos homens de frente a marcação acaba facilitada, principalmente contra times empenhados em se defender, como o time maranhense ontem à noite.

Para agravar a falta de compactação, Djalma não rendeu o esperado como quarto médio atuando pela direita. Sofreu com a presença forte do Imperatriz pelo seu lado e não foi o ala que o Remo precisava para agredir com mais constância. Dudu Mandai funcionou bem pela esquerda, mas foi praticamente esquecido no segundo tempo.

Gelson, ao contrário de outros jogos, guardou posição, quase como um segundo volante, dividindo tarefas com Lucas. Julio Rusch era o mais adiantado, mas errou muitos passes e lançamentos.

O afastamento entre os médios vem se constituindo num problema sério quando o Remo tem necessidade de impor o jogo. Contra times que agridem, a situação fica mais cômoda e o sistema funciona. O Imperatriz só incomodou no primeiro tempo quando o centroavante Anderson Cavalo e o ponta Cesinha forçavam o jogo em cima de Fredson e Mimica.

Diante do jogo pesado de marcação no meio, apesar da evidente vantagem técnica sobre o adversário, o Remo sofria para explorar os dois lados de sua defesa. Gelson e Djalma, na direita, ficaram distantes demais de Lucas e Julio, que se posicionavam na esquerda.

Isso produzia um clarão na zona intermediária, sem aproveitamento dos espaços que o Imperatriz permitia. A situação melhorou na etapa final quando Robinho e Carlos Alberto, principalmente este, entraram.

Carlos Alberto mostra cada vez mais ambientação aos planos de Mazola e pode ser trabalhado como quarto homem de meio, revezando com Djalma ou Gelson. Habilidoso, criou três excelentes situações pela direita, levando vantagem sobre a zaga do Imperatriz.

Começou com ele a jogada que Eduardo Ramos tocou para Tcharlles, livre na entrada da área, na melhor trama do ataque em todo o jogo. Só não terminou no fundo das redes porque a buraqueira do gramado impediu que o atacante dominasse a bola antes da chegada de Henal.

Em seguida, Eduardo Ramos recebeu de Robinho dentro da área e bateu no ângulo, para nova intervenção de Henal. O Remo, porém, teve espaço e facilidades para arriscar mais ao longo do jogo. A pouca ou moderada insistência com manobras ofensivas explica a igualdade no placar.

Forte presença interiorana na escolha dos melhores

Como sempre faço, revelo meus votos ao Troféu Meio de Campo da TV Cultura, que premia os melhores do Campeonato Estadual. Minha lista reflete a boa participação interiorana na disputa. O goleiro é Vinícius, imbatível na regularidade. Laterais: Eneilson (Castanhal) e Kabecinha (Independente), rápidos e eficientes. O volante é Lucas Siqueira (CR), que estabilizou o setor no Remo, apesar de chegar em meio à disputa.

O zagueiro é Yan, do Paragominas, muito bem no campeonato e quase impecável nas semifinais contra o PSC. Na meia-cancha, William Fazendinha foi o mais efetivo, com participação exponencial na excelente campanha do Castanhal. No ataque, Nicolas, tanto pelos gols como pela importância para o PSC. É também o craque da competição.

Ronald (Remo) é a revelação e o melhor técnico é Artur Oliveira, responsável maior pelos feitos do Castanhal no Parazão.

Neymar resgata parte do prestígio e PSG fica maior

Enquanto o Paris Saint-Germain confirma mudanças para a próxima temporada, Neymar dá sinais de que vai regatear ao máximo para renovar com o clube. Sabe que é peça fundamental no projeto de tentar chegar de novo à final do principal torneio de clubes da Europa. O êxito da campanha deste ano, que não estava nos planos mais otimistas da direção do clube, serve de estímulo para continuar sonhando com a conquista maior.

Na cerimônia de premiação, em Lisboa, o proprietário do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, já deu a letra. O time vai voltar mais forte para ser campeão da Liga. Há dois aspectos que justificam essa convicção. O dinheiro é farto e a classificação é garantida pela hegemonia do clube no futebol francês.

O processo de rejuvenescimento vai atingir os veteranos do elenco, com destaque para Thiago Silva. A grana generosa do Qatar vai permitir sair em busca de reforços para todas as posições do campo.

Quanto à dupla de astros, Neymar e Mbappé, a luta tende a ser inglória para garantir a permanência. O Barcelona quer Neymar, mais do que nunca, após o vexame que conduziu a um processo de reformulação radical no clube. Mbappé é sonho de consumo do Real Madrid.

Apesar da choradeira após a derrota para o Bayern, Neymar sabe que saiu mais valorizado desta Champions. Voltou a ser um dos grandes nomes da cena mundial, liderando a equipe em campo e dando sinais de maturidade. Não levará o troféu de Melhor do Mundo deste ano, mas tem pelo menos mais quatro ou cinco anos para perseguir a meta.

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 25)