Sofia Coppola volta a filmar com Bill Murray em história inspirada no pai, Francis

Foi divulgado nesta quarta-feira (19), o trailer de “On the Rocks”, o mais recente filme de Sofia Coppola, novamente com o ator Bill Murray, de seu clássico “Lost in Translation (Encontros e Desencontros)”, ao lado da atriz Rashida Jones.

Na comédia, Rashida é Laura, uma escritora residente em Manhattan, que pede a ajuda de seu pai, o playboy Felix, vivido por Murray, para seguir seu marido (Marlon Wayans) depois que ela começa a suspeitar que ele está tendo um caso com um novo colega de trabalho.

O filme, que proporciona um passeio por locais icônicos de Nova York, com as ruas movimentadas fora dos pontos de acesso do centro da cidade, foi concebido em uma encruzilhada na vida da diretora, após o nascimento de seus filhos.

“Eu queria fazer algo um pouco mais leve e lúdico com muito coração e sinceridade”, disse ela, observando que a aventura central, parcialmente inspirada por experiências com seu próprio pai, o diretor Francis Ford Coppola, é mais sobre a aproximação entre pai e filha do que encontrar uma solução para o conflito que deu início a sua jornada.

“Felix é um cavalheiro do velho mundo acostumado a falar sobre martínis. A maneira como ele encara as mulheres e os relacionamentos, como ele dá conselhos de sua perspectiva, que é diferente de como o marido de Laura é. E ela passa a tentar ver do ponto de vista dele, a perspectiva da geração do martini e como eles olham para homens e mulheres de uma maneira diferente da nossa”, disse a diretora.

On the Rocks – também estrelado por Jenny Slate, Jessica Henwick e Barbara Bain – chega aos cinemas e à Apple TV + em outubro.

Veja o primeiro trailer abaixo:

Bayern resgata Müller, alma e liderança na campanha da Champions

Thomas Müller é um dos destaques do Bayern na temporada - Reuters

Por Rafael Reis

Em junho do ano passado, Thomas Müller recebeu uma proposta para jogar na China. A ideia de se transferir para o Oriente não era tão absurda assim. Afinal, o atacante já não parecia mais muito útil para o Bayern de Munique. Mas, para a sorte dos torcedores bávaros, o negócio não saiu. Se o camisa 25 houvesse se mandado para o futebol asiático, é pouco provável que o clube chegasse à semifinal da Liga dos Campeões, contra o Lyon, hoje (19), em Portugal, como o time a ser batido no futebol europeu.

Aos 30 anos, os últimos 11 dedicados ao time adulto do Bayern, o atacante alemão se reinventou. Virou a alma de uma equipe que não perde quase nunca (já são oito meses de invencibilidade em jogos oficiais) e que distribui goleadas como quem troca de roupa (23 gols só nas últimas cinco partidas). Além disso, já bateu o recorde de assistências de sua carreira e se transformou no maior “garçom” da temporada. Em 2019/2020, já distribuiu 26 passes para seus companheiros balançarem as redes, mesma marca de Lionel Messi e mais do que qualquer outro jogador do primeiro escalão do Velho Continente.

Dentro do elenco do Bayern, apenas o centroavante polonês Robert Lewandowski, favorito ao prêmio de melhor jogador do mundo neste ano, participou de mais jogadas que terminaram com a bola nas redes. Entre gols e assistências, o camisa 9 esteve envolvido em 63 ataques que terminaram com o placar sendo movimentado nos últimos 12 meses.

Müller, que marcou 14 vezes, teve atuação direta em 40 gols, sua melhor marca pessoal desde 2015/2016. A importância do jogador para que a máquina comandada pelo técnico Hans-Dieter Flick funcione devidamente ficou explícita na histórica goleada por 8 a 2 aplicada sobre o Barcelona, semana passada, pelas quartas de final da Champions.

No até então compromisso mais importante da temporada, Müller deu um show de técnica e inteligência para marcar, logo aos 4 minutos da etapa inicial, o primeiro gol da partida. O camisa 13 ainda fez o quarto gol do Bayern e deu a assistência para Philippe Coutinho anotar o sétimo tento bávaro. “Como tem um ótimo senso tático de jogo e é um jogador muito importante em campo, ele acaba sendo o braço direito do treinador. Ele comanda o time, lidera os companheiros e joga em um nível muito alto. Thomas é um jogador que faria bem a qualquer equipe”, disse Flick, responsável direto pela “ressurreição” do veterano.

Antes de o ex-auxiliar assumir o comando da equipe, no começo de novembro, Müller vinha sendo relegado com frequência ao banco de reservas. Agora, é peça fundamental no sucesso da equipe. A diretoria bávara percebeu essa transformação. Em abril, ofereceu um novo contrato ao jogador, que agora permanecerá ligado ao clube até junho de 2023, quando ele estará prestes a completar 34 anos.

Na prática, isso significa que o campeão mundial de 2014 pela seleção alemã tem boas chances de encerrar a carreira sem ter vestido outra camisa de clube e de nunca mais se sentir tentado a uma mudança para a China. A partida entre Bayern e Lyon define o adversário do Paris Saint-Germain na decisão desta temporada da Champions. A final está marcada para domingo e será disputada no estádio da Luz, casa do Benfica, em Lisboa, capital portuguesa.

A primeira decisão do ano

POR GERSON NOGUEIRA

Pelos sinais vindos da Curuzu, o Papão vai usar força máxima desde o começo da partida de hoje à noite contra o Paragominas, válida pela semifinal do Campeonato Paraense. Em desvantagem na disputa, precisando reverter a diferença de um gol (perdeu o primeiro jogo por 3 a 2), não pode haver hesitações e nem experiências.   

A dúvida é se o técnico Helio dos Anjos vai insistir com o sistema de marcação adiantada da defesa, como nos últimos jogos. A exposição excessiva aos contra-ataques custou caro ao PSC contra times que têm armadores competentes e atacantes rápidos.

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Houve desconforto contra o Paragominas logo na reabertura do campeonato, mas o triunfo por 4 a 0 não permitiu ver a gravidade do problema. Diante do Itupiranga, nova goleada, 4 a 1, mas as falhas de marcação ficaram bem mais evidentes.

Aí veio a semifinal e as vulnerabilidades da zaga apareceram por inteiro. O Paragominas soube explorar o adiantamento dos zagueiros Perema e Wesley, usou seus atacantes mais ágeis (Aleilson e João Neto) e alcançou uma vitória tão inesperada quanto justa.

Nos primeiros 45 minutos, a superioridade do PFC foi tão acentuada que, além de dois gols marcados, criou três outras situações claras para marcar. No final da partida, teve forças para ir buscar o gol da vitória em nova escapada rápida pelo centro da defesa alviceleste.

Apesar da evidente crise técnica no time, o esquema foi gloriosamente mantido diante do Vila Nova-GO, no sábado passado, pela Série C. Logo aos 5 minutos, a zaga aberta permitiu o primeiro gol do jogo, que terminaria com derrota bicolor por 2 a 0.

Nenhuma explicação foi dada até agora para a mudança de postura do sistema defensivo, que também envolve a marcação do meio-campo. Antes da paralisação do futebol, o PSC tinha na defesa o setor mais sólido e entrosado, herança ainda da boa participação na Série C 2019.

Tanto Perema quanto Micael (que volta hoje) mostram pouca familiaridade com a marcação alta, endeusada no país depois que Jorge Jesus brilhou no Flamengo. O sistema exige qualidades técnicas que os zagueiros do Papão não demonstram ter, como velocidade e bom passe.

O goleiro Gabriel Leite tem se constituído num homem-linha até eficiente em várias partidas desta nova etapa, mas isso ainda é pouco para garantir êxito a uma defesa que se adianta.

Para que os resultados apareçam é fundamental diminuir o índice de erros na troca de passes. O posicionamento avançado inclui também a participação dos volantes e meias. Contra o PFC, hoje, Hélio deve montar o meio-campo com Uchoa, Serginho e Luís Felipe.

É uma tentativa de dar leveza e dinâmica a um setor que se mostra lento e burocrático. O ataque terá Mateus Anderson, Nicolas e Vinícius, jogadores rápidos e que podem levar o PSC a uma vitória que garanta classificação, apesar dos gols desperdiçados por Nicolas nos últimos jogos.

Ao mesmo tempo em que se torna mais ofensiva, a equipe fica mais aberta e exposta a situações perigosas. De qualquer maneira, a primeira decisão do ano exige riscos e um mínimo de ousadia.

PSG ganha com Neymar mais jogador e menos popstar

A Ásia está finalmente na elite do futebol europeu. Explica-se: pela primeira vez na história da Liga dos Campeões, a decisão terá um clube bancado com dinheiro oriundo de um país asiático. Com o 3 a 0 categórico de ontem sobre o RB Leipzig, em Lisboa, o Paris Saint-Germain chegou à decisão da maior competição interclubes do mundo.

Desde 2011, o governo do Qatar, país-sede da Copa do Mundo de 2022, está à frente do PSG, após adquirir o controle acionário do clube através do fundo Qatar Sports Investment, investimento de capital público que visa explorar o esporte como forma de promover e divulgar o nome do país.

O Qatar não poupou esforços para fazer do PSG um dos maiores do planeta. Torrou 1,3 bilhão de euros (R$ 8,5 bilhões) e deu competitividade a um time que era visto como terceira força na Europa.

A contratação de Neymar junto ao Barcelona, a mais cara da história, deixou claro que o investimento era pesado. Kylian Mbappé, revelação francesa, foi outro reforço importante. Antes deles, o PSG só havia conquistado dois títulos franceses.

Desde então, passou a ser um colecionador de títulos no país de Napoleão. Foi campeão sete vezes nos últimos oito anos e ganhou 18 edições de Copas e Supercopas. Faltava a cereja do bolo: brilhar no torneio mais importante. É justamente o que Neymar & cia. vêm fazendo.

Aliás, a presença de Neymar revela um cruzamento de interesses. O clube queria um craque de primeira linha. O jogador buscava um lugar onde pudesse ser protagonista. Até 2019 isso parecia incompatível. O próprio astro brasileiro pediu para ser negociado de volta com o Barcelona.

Neymar escapou de boa e tem feito por merecer as realizações que busca. O craque que preferia posar de popstar descobriu a tempo que ganha mais respeito ao ser um jogador de verdade. Participativo, focado e atento ao jogo coletivo, tem a primeira grande oportunidade de chegar ao topo, podendo ganhar a Liga e – quem sabe? – o troféu de melhor do mundo.

Direto do blog campeão

“Zé Carlos (Remo) e Alex Maranhão (PSC) são ícones da categoria sub-40, de ex-jogadores em atividade, que há décadas tem mercado no futebol paraense, a evidenciar que os dirigentes dos respectivos clubes estão muito longe de uma mínima perspectiva de profissionalização e gestão eficaz”.

George Carvalho, cansado de apostas na velha guarda

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 19)

A greve dos Correios ou a volta do anzol

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Em 2015, carteiros foram às ruas apoiar a derrubada do governo Dilma Rousseff, apoiando o encaminhamento do golpe. A foto acima ficou marcada como simbolo do ódio ao PT. Agora, no governo que nasceu do golpe, os funcionários dos Correios sofrem com a ameaça de privatização e o achatamento dos salários.

Para reagir a isso, entraram em greve desde a terça-feira, 18. Por ironia, só terão o apoio das centrais sindicais e entidades que combateram a derrubada do governo Dilma e que fazem oposição a Bolsonaro.