Bayern massacra Barcelona em jogo histórico: 8 a 2

Bayern de Munique marcou oito gols, um deles em uma cabeçada de Lewandowski

Por Bruno Marinho

É cada vez mais raro um jogador de futebol ser capaz de vencer outros 11. Mesmo quando é o Messi que representa o exército de um homem só. Nesta sexta-feira, o conjunto do Bayern de Munique, monstruosamente melhor que o do Barcelona, prevaleceu, com sobras. Seis, para ser mais exato. A goleada de 8 a 2, pelas quartas de final da Champions League, em Lisboa, foi do tamanho do favoritismo alemão para o título europeu.

A equipe de Munique foi implacável, durante os 90 minutos. Não deixou para o Barcelona nada que não fosse uma fagulha de esperança quando Alaba marcou um gol contra, no começo do primeiro tempo. Fora isso, teve intensidade, grandeza, jogou compacto quando precisou, pressionou a saída de bola quando quis, e foi artisticamente cirúrgico no ataque, tabelando, tocando curto, jogando quase sempre dentro da área rival.

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O que falar do rival catalão? Messi era a esperança solitária que em nenhum momento deu sinais de que poderia operar um milagre. Um massacre de tamanha proporção pode ter consequências catastróficas para o Barcelona. No pior dos cenários, ver o gênio argentino optar por trocar de ares, aos 33 anos. Não faltam interessados. A Internazionale é a maior deles.

O resultado consagra o nível coletivo do time comandado por Hans-Dieter Flick, treinador em sua primeira temporada à frente da equipe, que consegue atuar em um nível até maior do que o fortíssimo Bayern de Munique de Pep Guardiola, que apesar de encantar, não conseguiu o título europeu que tanto queria.

E o próximo adversário do time alemão tem boas chances de ser o técnico espanhol, atualmente à frente do Manchester City. Os ingleses enfrentam o Lyon neste sábado, na última partida das quartas de final.

Apesar da engrenagem coletiva, há três valores individuais que merecem ser citados no Bayern de Munique. Lewandowski deixou o dele e segue caminhando a passos largos para ser um dos candidatos ao prêmio de melhor do mundo na temporada. Se o título europeu vier, a conquista e mais os 54 gols em 45 partidas são credenciais e tanto para o polonês.

Outro destaque é Thomas Muller, há 18 anos no Bayern de Munique. O alemão, autor de dois gols, vibrou a cada lance como se fosse o decisivo. Grandalhão, novamente em grande fase, viveu uma goleada pelo Bayern que lembrou os 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil, em 2014. Naquela partida, ele também estava em campo e marcou o primeiro da maior goleada das Copas do Mundo.

Para completar, Philippe Coutinho. O brasileiro, que já sabe que não permanecerá no Bayern de Munique na próxima temporada, também não é prioridade para o Barcelona, dono de seus direitos econômicos. Ele entrou no segundo tempo e, apesar dos poucos minutos em campo, foi um destaque: marcou dois gols, deu assistência para outro. Também deixaram sua marca para os alemães Perisic, Gnabry, Kimmich. Suárez fez o segundo do Barcelona. (Do Extra)

2 comentários em “Bayern massacra Barcelona em jogo histórico: 8 a 2

  1. Acidentes do futebol. Para times da grandeza do Barcelona e da Seleção Brasileira levarem sete ou oito gols numa partida é preciso que esses times estejam num grau de desorganização extrema, sem comando e em dia que nada dá certo, mesmo enfrentando adversário de qualidade. Foi assim nos 7X1 da Copa de 2014 e nos 8×2 de ontem. Nenhum outro adversário do Bayern irá enfrentá-lo de peito aberto como fez o Barcelona ontem, até porque, pela forma de jogar nunca retrancada desse time, sempre leva muitos gols. Ainda acho que, pelo formato inédito dessa Champions, esse torneio terá um campeão também inédito. O único campeão que sobreviveu até agora foi justamente o Bayern.

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  2. O Messi escoltado por Xavi e Iniesta era um, sem eles é outro, os fracassos da seleção Argentina estão aí para comprovar. Por outro lado, a Espanha que era uma seleção amarelona, de repende, engatou três conquistas em sequência, duas euros e um mundial sob a batuta de Xavi e Iniesta, enquanto a Argentina de Messi fraquejou em todas as decisões que disputou. Messi ainda é o melhor jogador em atividade, mas não tão bom a ponto de ganhar tudo sozinho como muitos acreditam. E há quem diga que o Romário ganhou a copa de 94 (nos pênaltes) sozinho. Ninguém, por melhor que seja, ganha nada sozinho.

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