Lula só recupera direitos políticos se o povo sair às ruas

As ilusões nas instituições são utilizadas como argumento para não mobilizar o povo que deveria esperar passivamente. Porém, a solução está nas ruas

Por Juca Simonard (*)

Com a vitória dupla de Lula no STF, muita gente voltou a ter esperança no Judiciário brasileiro, como se ele pudesse ser responsável por reconstituir os direitos políticos do ex-presidente. O problema é que essa esperança é fundamentalmente ilusória, pois acredita que um dos pilares fundamentais do golpe de Estado de 2016 possa ser, neste momento, um ponto de reversão de uma das peças-chave do próprio golpe: a perseguição a Lula.

As recentes decisões do Supremo, somadas com as revelações da Vaza Jato, de fato, favorecem a luta pela anulação dos processos contra Lula e a reconstituição de seus direitos políticos. A consolidação disso, porém, depende inteiramente do uso que será feito pelas direções da esquerda dos novos fatores. Não adianta apenas esperar decisões jurídicas, pois, como já mostrou o STF, o Judiciário brasileiro é um dos pontos centrais da manutenção do golpe e, portanto, da manutenção das arbitrariedades contra Lula.

As decisões favoráveis ao ex-presidente ocorrem, principalmente, por conta da crise que atualmente permeia as instituições brasileiras, que por sua vez representa a desagregação política do próprio regime burguês. A confirmação de que o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro atuou politicamente ao divulgar delação forjada de Palocci durante o período eleitoral, não significa que o Judiciário está favorável a reversão dos processos contra Lula, mas efetivamente é uma forma de desmoralizar a operação que desagrada alguns setores da própria direita. Se o STF tivesse interesse em manter o suposto Estado de direito, as decisões que foram tomadas essa semana teriam ocorrido anteriormente, uma vez que já havia evidências suficientes para tais determinações.

A História confirma que é justamente nestes momentos de divergências entre as classes dominantes que as classes exploradas precisam atuar para adquirir suas vitórias. A não atuação política significaria um sectarismo. A esquerda, desta forma, deveria aproveitar-se do julgamento no STF para utilizar seus meios próprios de luta política para garantir os direitos políticos de Lula: greves, atos de rua, piquetes, imprensa democrática etc. Pois, se há uma coisa que ficou comprovada com o processo golpista, é que não se pode haver nenhuma ilusão nas instituições.

A esquerda iludiu-se com o Congresso ao acreditar que não passaria o impeachment de Dilma; depois acreditou no Judiciário ao afirmar que Lula não seria preso pois não havia provas e que, caso o ex-presidente fosse condenado, o STF reverteria; houve também a crença de que o golpe poderia ser revertido com as eleições, desconsiderando o fato de que, sem Lula, o processo iniciou fraudado. Essas ilusões foram utilizadas como argumento para não mobilizar o povo, permitindo a consolidação do golpe sem nenhuma grande resistência, realizada apenas por alguns grupos, principalmente, do PCO, do PT e dos comitês que surgiram para combater a ofensiva da direita.

O adiamento das eleições na Bolívia e a perseguição à esquerda no Equador comprovam que os golpes na América Latina continuam atuando para se manter. Nestes dois países, a direita manobra para fraudar as eleições e garantir a manutenção do golpe. No Brasil, não será diferente, já que é um país muito mais importante para a dominação política do imperialismo no continente. Não existe uma mudança na posição fundamental da burguesia, nem no golpismo. Restabelecer os direitos de Lula significaria um retrocesso no golpe, algo que iria contra a tendência política latino-americana. Assim, apostar nas instituições não parece ser viável para atingir o objetivo.

Por isso, aproveitando-se do que foi decidido pelo STF, é preciso aumentar a campanha na imprensa progressista e nas ruas, realizando manifestações massivas e, se for preciso, greves para combater a ofensiva direitista, denunciando o caráter anti-nacional, orquestrado por interesses estrangeiros (como o do governo norte-americano e o FBI), do golpe de Estado que ainda está em marcha e assume, cada vez mais, uma face de extrema-direita. 

(*) Jornalista, tradutor e professor de francês

Pesquisa mostra Edmilson liderando disputa para a Prefeitura de Belém

Da Veja

Um levantamento produzido pelo Instituto Paraná Pesquisas aponta para uma possibilidade real de Belém voltar a ser governada por um partido de esquerda nos próximos quatro anos. O deputado federal Edmilson Rodrigues, candidato do PSOL apoiado por PT e PDT, lidera as intenções de voto na capital do Pará.

Na pesquisa estimulada, o psolista registra 39,3% da preferência do eleitorado, contra 11,3% do segundo colocado, o também deputado federal Celso Sabino (PSDB). A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Rodrigues foi prefeito da cidade por dois mandatos consecutivos, entre 1997 e 2004, período no qual foi filiado ao PT. Em troca do apoio na eleição, o candidato concordou em ceder a posição de vice-prefeito para o antigo partido. O PT indicou a vereadora Ivanise Gasparim para compor a chapa com ele.

O candidato do PSOL deve ter apoio ainda da Rede Sustentabilidade e discute uma aliança com o PCdoB. Este é um dos raros casos em que os partidos de esquerda conseguiram deixar as diferenças de lado para formar uma frente única na disputa pela prefeitura de uma capital.

Já Sabino se apresentou como pré-candidato à prefeitura pelo PSDB, mas corre o risco de ser expulso do partido pela direção nacional. O processo disciplinar poderá ser instaurado caso o tucano seja

efetivado na liderança da maioria na Câmara dos Deputados. O presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirma que Sabino concordou com a indicação do Centrão para o cargo sem abrir uma discussão com os dirigentes da sigla. Ele ocuparia o posto de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), um aliado de primeira hora do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O passado é uma parada

Pin on Jackie

Por onde anda Caroline Kennedy?

Filha de John e Jacqueline Kennedy, ela cresceu cercada da curiosidade geral, tendo seus passos clicados pelos fotógrafos do mundo inteiro. Era a queridinha da América, ao lado dos pais classudos. Na foto acima, já adolescente, ela passeia com Jackie por Nova York nos anos 70.

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Caroline Kennedy on JFK: I miss him every day - CNNPolitics

Na infância, eram comuns as fotos idílicas ao lado do pai, JFK, então presidente dos EUA. Aqui num momento familiar, curtindo férias.

Jacqueline Kennedy Onassis and Her Children John F. Kennedy Jr ...

Com Jacqueline e o irmão John John, em solenidade nos anos 80. Caçula da família e visto como potencial candidato à presidência dos EUA, JJ morreu em acidente aéreo em 1999, no balneário de Martha’s Vineyard, ao lado da esposa Carolyn Bessette.

JFK's Only Grandson Jack Schlossberg Talks Political Aspirations ...

Casada com Jack Schlossberg (acima), tem quatro filhos. Advogada e escritora, ela foi embaixadora norte-americana no Japão, de 2013 a 2017, durante o governo de Barack Obama.

Ex-miss é aprovada em Medicina em vaga de deficiente alegando miopia

Do iG Último Segundo

A ex-miss Acre Hyalina Lins Farias, de 21 anos, foi selecionada pela segunda vez para cursar medicina na Universidade Federal do Acre (Ufac) por meio de uma vaga destinada a deficientes. A estudante foi selecionada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em uma lista divulgada nesta segunda-feira (4) pela instituição.

A modelo foi alvo de polêmicas pelo mesmo motivo e a comissão avaliadora da universidade indeferiu a matrícula de Hyalina na primeira tentativa. O grupo avaliador da universidade entendeu que a candidata não tinha documentação necessária para provar a existência da deficiência.

A estudante alega que sofre de baixa visão desde a infância e que tem 20 graus de miopia e teria direito a uma vaga na modalidade. A vaga destinada a deficientes tem como critério renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e ter cursado ensino médio em escolas públicas.

Internautas alegaram em fevereiro deste ano que a estudante não tem deficiência e leva uma vida de luxo. Na manhã desta segunda-feira (6), Hyalina disse nos stories do instagram que tem acordado com mais seguidores e sabe que não é por um motivo, mas “segue firme e forte”.