Cria da Tuna segue os passos de Giovanni e Ganso no Santos

Kevin Malthus, meia das categorias de base do Santos - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Se os “raios” têm fama de caírem muito mais do que apenas uma vez na Vila Belmiro, o mesmo parece valer para outro grupo no Santos: o de camisas 10 nascidos no Pará. Depois de Giovanni e Ganso marcarem seus nomes na história do Peixe, outro meia começa a trilhar o mesmo caminho: Kevin Malthus. O jovem de 17 anos nasceu em Belém e começou a jogar aos 5 anos no futsal da Tuna, por onde também passaram os dois conterrâneos que fizeram sucesso no Santos. Ambos são referências para Malthus.

“Tenho os dois como ídolos e inspiração. Antes de jogos, ou até mesmo em casa, vejo vídeos buscando as melhores jogadas, de ‘genialidade’ de ambos para tentar performar igual ou até melhor dentro de campo”, disse o meia em entrevista ao UOL Esporte. Malthus não conhece Ganso ou Giovanni pessoalmente, mas já esteve bem próximo dos dois ídolos em diferentes ocasiões.

“Nunca tive contato com nenhum dos dois, mas já participei de um desafio do Ganso quando eu tinha em torno de 8 ou 9 anos. O desafio era realizar um gol igual ao dele, de cobertura ainda no Santos. O vencedor do desafio, se eu não me engano, passaria um final de semana com ele na Santos Cup. Infelizmente não ganhei por pouco. O Giovanni, já vi em alguns lugares, como na orla, igreja e jogos beneficentes na Vila Belmiro, mas nunca tive contato. Seria um sonho, com certeza, conhecê-los pessoalmente”, confessou.

O jovem nascido em 2003 é versátil dentro de campo e já atuou em várias posições, de zagueiro a falso 9. No entanto, o meio-campo é sua posição de origem e ele considera seu estilo de jogo parecido com o de seus conterrâneos.

Kevin Malthus e os irmãos esportistas - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal

“Um estilo de jogo inteligente, com personalidade e atitude. Pensamentos rápidos e poucos toques na bola, mas com resultados efetivos, principalmente em como deixar o companheiro na cara do gol. Um jogo fino, inteligente, de liderança, com bastante percepção de jogo, bons passes, boas finalizações, antecipação de jogadas e pé na bola. Me considero um jogador versátil, tenho facilidade para isso. Jogo e já joguei em várias posições, como: zagueiro, lateral, volante, meio campista e falso 9”, afirmou, sem falsa modéstia.

A trajetória de Kevin Malthus até vestir a camisa alvinegra foi ainda mais improvável do que parece. Dois anos depois de começar a jogar futsal na Tuna Luso, o pai do garoto foi transferido de emprego para Rio Branco, capital do Acre. Foram três anos atuando na AABB antes do pai ser novamente transferido, dessa vez para Praia Grande, cidade vizinha de Santos.

“Dei continuidade ao futebol, treinando e disputando campeonatos por escolinhas da cidade (Rio Branco). Foi onde meus pais começaram a incentivar e colocar meus irmãos para praticarem esportes. Em 2013, infelizmente e felizmente, meu pai foi transferido. Infelizmente pois tínhamos muitas amizades e já estávamos acostumados à cidade. Foi muito difícil a despedida. E felizmente porque foi aonde tudo começou. Com 10 anos, entrei na escolinha Meninos da Vila (campo) e escolinha de futsal do Santos, onde fui observado pelos professores e chamado para o time da base, já me federando”, lembrou Kevin.

Desde 2016, quando o meia ainda atuava no sub-13 do Santos, o jovem já é patrocinado pela Nike. Ele chamou atenção após uma partida contra o São Paulo, em Cotia.

Família de esportistas

Não é só Kevin que tem destaque no esporte na família. Desde quando moravam no Acre, os irmãos Kemille Mayse, de 15 anos, e Keelmer Matheus, de 13, também já levavam a sério os esportes. Kemille e Keelmer conquistaram títulos regionais e estaduais em esportes: ela no judô, com a Associação Rogério Sampaio, e ele na natação, com a Unisanta. Kemille também joga vôlei pelo Clube Internacional de Regatas. O sonho é disputar uma olimpíada todos juntos.

“Não só o meu sonho, mas de toda a minha família. Nossos pais sempre passaram e nos transpareceram simplicidade e humildade. Sinto que somos uma família diferente, tudo isso por causa deles. Já seria um grande feito estar jogando uma Olimpíada. Agora, imagina vê-los também, na mesma competição? Indescritível. Com muito esforço, trabalho e humildade creio que possa acontecer. Se Deus quiser”, sonhou Kevin. (Com informações do UOL)

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