Ministro ataca STF e Bolsonaro defendes atos durante a pandemia

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou durante reunião ministerial realizada em 22 de abril que por ele, colocaria “vagabundos” na cadeia e diz que começaria pelo STF. A gravação da reunião teve o sigilo quebrado pelo ministro do STF Celso de Mello (assista à íntegra do vídeo). Ele é o relator de inquérito que visa apurar se o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir na Polícia Federal, acusação feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

O ministro da Educação também disse que não quer “ser escravo” no Brasil e fala em “acabar com essa porcaria que é Brasília”. “Eu não quero ser escravo nesse país. E acabar com essa porcaria que é Brasília. Isso daqui é um cancro de corrupção, de privilégio. Eu tinha uma visão extremamente negativa de Brasília. Brasília é muito pior do que eu podia imaginar”, afirmou. Em seguida, o ministro disse que odeia o termo “povos indígenas” e “povo cigano”. Em sua visão, o brasileiro é um povo só.

Após Abraham Weintraub falar o que ele acredita ser ameaças do “partido comunista”, de “perder a liberdade”, que transformaria o país “numa colônia”, segundo a sua percepção [leia mais aqui], Bolsonaro disse que se “essa cambada” chegasse “no poder em 64”, ano do golpe que instaurou a ditadura no Brasil, “a gente tava fodido, todo mundo aqui”.

“Eu tô vendo o mais antigo aqui, o General Heleno aqui. Ele sabe o que foi meia quatro. Muitos aqui não sabem. Essa cambada que tentou chegar no poder em meia quatro, se … se tivesse chegado, a gente tava fodido, todo mundo aqui. Cortando … ia tá felicíssimo se tivesse cortando cana, ganhando vinte dólar por mês. Não pode esquecer disso.”

Em trecho posterior, o mandatário defende que ele e os ministros participem de atos e visitas oficiais em plena aglomeração, em meio à pandemia do coronavírus, para “sentir o cheiro de povo”, para “dar exemplo” e mostrar “que estão na frente” no comando do país. E fez uma analogia a tropas militares:

“É uma experiência pra todo político sentir! Ir lá ver como é que tá o negócio. Ou a gente tem que tá, como se fosse, né, ô? Um general na… na retaguarda e deixar a tropa se ferrar na frente. Não! O general tá, tá na frente, o coronel tá na frente, o capitão tá na frente. Nossos heróis da segunda guerra mundial tiveram na frente de campo de batalha”, afirmou.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s