CBF tem proposta na mesa: Brasileirão sem torcida e todos os jogos em SP

Fernando Moreno/AGIF

Tem uma proposta na mesa da CBF, com a aprovação da grande maioria dos clubes, que poderá tornar possível o início do campeonato brasileiro deste ano ainda durante o confinamento. O Flamengo é o único que ainda não concordou.

A ideia é fazer a bola rolar já a partir de maio, mas com todos os jogos em São Paulo, sem viagens aéreas ou presença de público. Entre os estádios escolhidos, Morumbi, Allianz Parque, Arena Itaquera, Vila Belmiro, Barueri, Brinco de Ouro e Bragança Paulista.

Os hotéis e centros de treinamento também serão disponibilizados aos clubes. Os 20 clubes mesmo, divididos em dois grupos de dez, classificando-se quatro de cada um. E aí entra a fase do mata-mata.

A Globo, neste modelo apresentado, continuará exibindo os jogos das quartas-feiras e domingo. SporTV ou pay-per-view, às terças, quintas, sextas e sábados. Procuradas, as partes diretamente envolvidas não se manifestaram. (Da coluna de Flavio Ricco)

Acabou chorare

Pelo Facebook, Tom Zé publicou um texto em homenagem ao seu ex-aluno Moraes Moreira:

Moraes, você foi meu aluno, e que aluno-prodígio! há mais de meio século. Aprendeu logo tudo que eu podia ensinar de violão, em pouco tempo tocava melhor que eu. Quando você chegou, como eu cobrava caro, avisei que talvez você não pudesse pagar. Mas você disse que era compositor. Pedi pra tocar alguma criação sua. Você tocou. Vi que ali tinha um compositor. E que fome de aprender, menino!

A vida toda me admirei, Moraes: você não teve só talento, teve caráter. Duas coisas que nem sempre andam juntas. Parabéns, meu caro que hoje mudou de planeta. Nunca mais uma foto como esta, quando nos encontramos no aeroporto. Estávamos, da esquerda pra direita: Rogério Bastos, Jarbas Mariz, Cristina Carneiro, você, eu, Daniel Maia e Felipe Alves. E você, meu bom e bravo gigante, mais alto que todos nós, cabeça e ombros lá em cima. Olha, Moraes, só Deus sabe por que foi hora de você ir agora. Que falta já sinto, já sentimos, meu menino prodígio!