Em plena quarentena, atacante deixa o Leão

"Luxuoso" Jackson pediu para deixar o clube em meio a pandemia — Foto: Akira Onuma/O Liberal

Foram nove jogos e cinco gols durante os cerca de três meses defendendo o Remo. Em meio à paralisação do futebol brasileiro por causa da pandemia do novo coronavírus, Jackson assinou, no início da tarde desta terça-feira, a rescisão de contrato com o clube paraense.

A iniciativa partiu do atacante. Grato ao carinho que recebeu da torcida azulina, Jackson vislumbra uma transferência para outro centro quando a pandemia estiver controlada e as competições forem retomadas.

– Estou indo respirar novos ares, nada definido, mas meu empresário tem conversado com alguns clubes. Em breve devo ter novidades, mas quero deixar meu carinho e agradecimento para essa torcida – contou jogador de 26 anos ao GloboEsporte.com.

“Graças a Deus consegui mostrar meu trabalho aqui. Me adaptei muito a cidade, gostei daqui. Ver Baenão e Mangueirão lotados não tem preço. A torcida do Remo é fenômeno mesmo”

O Remo ofereceu pouca resistência, já que a principal preocupação no momento é encontrar formas de pagar credores, jogadores e funcionários com as receitas reduzidas por causa da interrupção do Parazão. O impacto financeiro causado pela falta de jogos foi grande e a saída do atacante alivia as contas. Ainda assim, o técnico Mazola Júnior foi consultado pela diretoria antes da quebra do vínculo contratual e deu aval para a liberação do artilheiro azulino na temporada.

Jackson foi reserva durante a pré-temporada, mas no começo do Parazão marcou três gols em quatro jogos e conquistou a titularidade. A rápida ascensão o fez ser chamado de “Luxuoso” pelos torcedores, fazendo alusão a uma aparelhagem.

– Não comecei o ano como titular, mas a partir da segunda partida entrei e consegui me firmar no time. O apelido é legal. Mostra que seu trabalho está sendo reconhecido pela torcida, fico feliz. Esse carinho facilitou a minha adaptação no clube e na cidade. Ajudou para eu mostrar meu trabalho – avaliou.

Mesmo em pouco tempo no Remo, Jackson trabalhou com dois treinadores. Rafael Jaques, que o trouxe do futebol do Sul; e Mazola Júnior, que assumiu o Leão no fim de fevereiro. O atacante não poupou elogios aos dois profissionais.

– Infelizmente futebol é assim. Perder clássico e ser goleado abala qualquer equipe. Na época do professor Rafael, acho que faltou um algo a mais. Não sei explicar. Trabalhar com o Mazola foi uma satisfação. Aprendi tanto com ele, quanto com Rafael. São bons profissionais e pessoas – afirmou.

Agora livre no mercado, Jackson espera conseguir um voo para deixar Belém rumo a Maceió, sua terra natal.

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