Craque do Tri leva à CBF projeto por direito de imagem a campeões

O direito de imagem é um direito pessoal, que determina uma negociação direta entre clube e jogador para estabelecer valores e regras para regulamentar o uso da imagem do esportista pela entidade. É um direito assegurado pela Constituição Federal.

Saindo dos termos jurídicos para uma linguagem mais popular, pode-se dizer que um jogador campeão mundial pela seleção tem sua imagem eternizada. E por que, muitos deles, neste momento, se ressentem de uma estabilidade financeira, estando prostrados diante da própria glória? 

Já há, por parte da CBF, algum tipo de pagamento, em forma de aposentadoria. Mas não em relação a direito de imagem, conforme afirmou o ex-jogador Clodoaldo. Atualmente na ativa, como consultor imobiliário, ele não se ressente da falta de recursos.

Mas, preocupado com ex-campeões em situação precária, ele conta que apresentou um projeto para a entidade, pouco antes da pandemia de coronavírus atingir o Brasil.

Campeões mundiais não recebem direito de imagem

“Apresentei esse projeto, para que situações tristes que têm se repetido com ex-jogadores deixem de ocorrer. Vi um vídeo do Marco Antônio e me preocupei. Há ainda outros casos, como o do Manga, que só agora foi acolhido no Retiro dos Artistas, e outros. Esse pagamento seria uma forma de garantir uma renda justa para quem muito fez pelo futebol brasileiro”, conta.

Clodoaldo se referiu a um vídeo recentemente divulgado nas redes sociais em que o ex-lateral Marco Antônio, que fazia parte do elenco tricampeão mundial em 1970, na porta de um boteco, fala com alguém que está dentro de um carro, repetindo o que algumas pessoas dizem ao seu redor, sobre ele. “Patrimônio nacional e imorrível”. “Achei a cena triste, fiquei preocupado com ele”, afirmou Clodoaldo.

Ele conta que o projeto é baseado em uma prática já realizada pelo Santos que, conforme conta, já possui um sistema de pagamento de direito de imagem para os seus campeões mundiais.

“Seria algo baseado no sistema do Santos. Não falei sobre valores, isso deve ser discutido em cada caso. Mas o mais importante é que seja uma quantia justa e que, ao mesmo tempo que dê condições de sustento, sirva como uma mínima recompensa por tudo que foi feito pelo ex-jogador”, afirma.

Contatada pelo R7, a CBF não deu retorno para falar a respeito do andamento do projeto.

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