Parazão em modo de espera

Reunião para definir detalhes do Campeonato Paraense de 2020 será ...

As fake news assumem cada vez mais a condição de praga universal de efeitos devastadores. São tão poderosas que se tornaram arma letal em eleições recentes no Brasil e no mundo. Agora também causam estrago no ambiente boleiro, disseminando especulações e desinformando as pessoas. Só ontem recebi via e-mail e redes sociais seis supostas propostas da CBF para a complementação do calendário do futebol no pós-pandemia.

À tarde, a própria entidade esclareceu as coisas, divulgando a pauta da reunião da Comissão Nacional de Clubes, prevista para o dia 7 de abril. O que se supõe é que a tese de um Campeonato Brasileiro em formato misto deverá ser um dos pontos em discussão, a partir das propostas que os dirigentes devem apresentar.

Alguns clubes defendem um Brasileiro com etapa classificatória em sistema de pontos corridos e as fases decisivas disputadas em mata-mata, o que garantiria redução de datas e encurtamento da competição, a fim de garantir que termine até dezembro.

O encontro, promovido pela Comissão Nacional de Clubes, sob a chancela da CBF, será realizado através de videoconferência. Três temas compõem a pauta: direitos internacionais: análise e deliberação das propostas recebidas; tabela de distribuição por performance (grupo Globo): repactuação da divisão de valores; e início das discussões sobre calendário.

Como dá para perceber da pauta distribuída pela CBF, a problemática dos campeonatos estaduais não é item prioritário, embora os clubes da Série A não disfarcem a pressa em se livrar das competições regionais, por deficitárias e consideradas menos importantes.

Fala mais alto o abismo de interesses e cifras entre os grandes clubes e o grupo das agremiações medianas. A expectativa é de que as federações sejam autorizadas a bater o martelo sobre o destino dos certames estaduais interrompidos. No caso do Parazão, a boa notícia é que restam apenas seis datas a serem cumpridas (02 pela etapa classificatória, 02 pelas semifinais e 02 pelas finais).

Caso seja permitida a mudança de formato, em caráter excepcional, o campeonato poderá sofrer a supressão dos jogos restantes da primeira fase e partir para as etapas decisivas, com semifinais entre os quatro primeiros classificados. A final pode ser realizada em jogo único, facilitando ainda mais o encaixe das datas de maio ou junho, simultaneamente com a tabela de jogos da Série C.

Não há, por enquanto, nenhuma proposta oficializada pelos clubes junto à FPF a respeito do futuro do Parazão. Prevalecem posicionamentos isolados, mas é certo que a entidade vai esperar a reunião da Comissão Nacional de Clubes para reunir com os 10 participantes e decidir o que será feito quanto ao Estadual.

A dupla Re-Pa, por enquanto, concentra esforços na obtenção de ajuda financeira da CBF aos clubes da Série C para garantir o pagamento de salários e encargos durante a quarentena do coronavírus.

Um plano emergencial será encaminhado à entidade detalhando necessidades e contendo sugestões para a liberação de recursos. Até o momento, porém, mesmo sinalizando a intenção de ajudar, a CBF não revelou quanto pretende liberar para cada clube.

Versão engajada de Messi causa surpresa e aplausos

Lionel Messi, visto como um sujeito retraído e de poucas palavras, tem se movimentado bastante nas internas. Posicionou-se com firmeza no episódio envolvendo o diretor Abidal, que tentou culpar o elenco pela queda do técnico Valverde. E, agora, em meio ao alastramento da Covid-19 na Espanha, representou os companheiros de Barcelona no acordo que resultou em redução salarial de até 70%.

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A atitude de desassombro surpreendeu a mídia europeia. Messi assume protagonismo e vira líder. Ganhou pontos pela atitude responsável diante da crise, que pode influenciar elencos de outros clubes de primeira linha, famosos pelos valores astronômicos da folha salarial.

Para romper o silêncio dos tempos de confinamento

Tempos de quarentena podem se tornar uma bênção para quem consome arte e cultura. O amigo Edyr Augusto Proença, escritor e cronista, lançou via internet a ideia de trocar impressões sobre obras, famosas ou não, a fim de estimular a conversação nestes tempos de isolamento social obrigatório. Um jeito bacana e inteligente de preservar a sanidade.

Quem segue Edyr nas redes sociais recebeu como primeira sugestão para debate uma resenha deliciosa sobre “Apocalypse Now”, filmaço de Francis Ford Coppola com Marlon Brando e Robert Duval, crônica maior da guerra do Vietnã. Aprendi a gostar do filme após anos de resistência, mas o texto certamente conquistará mais adeptos para a obra-prima de Coppola.

Outra boa sacada é de músicos que promovem shows no Facebook para matar a saudade dos fãs. Caso de Marcelo Kahwage, um dos bambas do circuito roqueiro, que tem feito lives bastante concorridas, de repertório impecável, indo de Kinks a Radiohead.

Mestre Neil Young já ensinava que o rock nunca pode morrer.

Errata

O crédito da fotografia do jogador Pecel, publicada na coluna de ontem, pertence a Jivago Lemos (da Assessoria de Comunicação do Castanhal), cujo nome saiu grafado de maneira incorreta. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 31)

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