Ronaldinho ficará detido no Paraguai por tempo indeterminado

Ronaldinho Gaúcho e Roberto de Assis Moreira ficarão à disposição da Justiça do Paraguai por tempo indeterminado, segundo afirmou nesta quinta-feira o promotor Federico Delfino, responsável pela investigação contra os dois ex-jogadores por porte de documentos falsos. O astro do futebol e o irmão, que gerencia sua carreira, foram detidos nesta quarta-feira e passaram toda a noite sob custódia das autoridades paraguais após operação policial na suíte presidencial do Hotel Resort Yacht y Golf Club em Lambaré, vizinho a Assunção.

Nesta quinta-feira pela manhã, ambos prestaram depoimento na sede do Ministério Público paraguaio, localizada em Assunção. Em seguida, os ex-jogadores foram encaminhados para o Departamento de Crime Organizado do país, onde também terão que dar explicações.

Ronaldinho Gaúcho no momento da prisão

“Foi checada a documentação, que chamou a atenção. Para ter a nacionalidade paraguaia, ser paraguaio naturalizado, tem que estar vivendo há algum tempo no país e ter um trabalho, essas coisas. Ronaldinho é uma pessoa de fama mundial… Estou igual a vocês. Já verificamos que os números de passaporte pertencem a outras pessoas. São passaportes originais, mas com dados apócrifos. Esses passaportes foram tirados em janeiro deste ano”, disse Federico Delfino.

Os documentos adulterados teriam sido entregues pelos responsáveis do evento. De acordo com a polícia paraguaia, os dois deixaram o Brasil, via Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com a documentação brasileira e só em solo paraguaio apresentaram os passaportes suspeitos.

– Se checou a documentação, que chamou a atenção. Para ter a nacionalidade paraguaia, ser paraguaio naturalizado, tem que estar vivendo há algum tempo no país e ter um trabalho, essas coisas. Ronaldinho é uma pessoa de fama mundial… Estou igual a vocês. Já verificamos que os números de passaporte pertencem a outras pessoas. São passaportes originais, mas com dados apócrifos. Esses passaportes foram tirados em janeiro deste ano – disse Federico Delfino.

Ex-craque culpa empresário

Ronaldinho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes. Apontado como o autor dos documentos falsos, Lira também foi detido pelas autoridades.

O empresário estava jantando com Ronaldinho e o irmão na suíte presidencial do hotel Yatch e Golf Club, onde estão hospedados. Ronaldinho e Roberto Assis usaram passaportes falsos para entrar no Paraguai, e isso chamou da atenção da polícia, que já sabia desde a manhã de quarta-feira sobre a situação, mas só pegou os dois irmãos à noite.

“É uma pena que um ídolo mundial tenha acontecido isso (…) Estamos diante de um evento punível, principalmente quando se trata de um documento oficial (…) Nas primeiras horas da manhã, quando havia uma convicção de que essas pessoas entraram com documentos paraguaios, além do passaporte, foi relatado que eles nunca entraram no registro do Departamento de Investigações”, explicou o comissário da polícia Gilberto Fleitas, diretor de Investigação de Fatos Puníveis da Polícia Nacional.

O comissário comentou que Ronaldinho disse que foi convidado pela primeira vez para ir ao Paraguai por um compatriota para comparecer a inauguração de um cassino chamado Il Palazzo. No entanto, ele foi contatado por Sousa Lira, que aproveitaria sua presença no país para promover atividades de caridade de uma fundação chamada Angelic Fraternity, representada por uma política de San Pedro Colorado chamada Dalia López.

Ronaldinho e seu irmão foram presos sob custódia policial no hotel onde estão hospedados e devem testemunhar às 9h na sede da Promotoria contra o Crime Organizado. O ex-craque informou à polícia que os documentos falsos foram levados por Sousa Lira para a casa de Ronaldinho no Brasil.

“Há um técnico trabalhando nisso. As investigações continuarão, verificará quem ou quem está atrasado no Brasil e no Paraguai”, concluiu Fleitas.

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