Bretas expõe necessidade de quarentena eleitoral de juízes

Por Fernando Brito

O despudorado desfile pré-eleitoral do juiz Marcelo Bretas, este final de semana, evoluindo nos palanques como “papagaio de pirata” de Jair Bolsonaro, chama a atenção para que se vote, com urgência, o Projeto de Lei Complementar 247/2019, que aumenta de seis meses para seis anos o prazo para que juízes e promotores deixem a carreira para se candidatarem a cargos eletivos.

Acho que nem é preciso chamar a atenção para o uso indevido do cargo, de tão escancarado que foi por parte de juiz que gosta de se exibir na redes socais com halteres e fuzis.

Agora, como revela o jornal O Globo, dá-se até ao luxo de ser transportado no carro de Jair Bolsonaro.

Virou uma versão chinfrim de Sérgio Moro.

O argumento de que ele, como qualquer cidadão, pode fazer o que quiser, mostrar-se como quiser e frequentar os palanques que quiser esbarra no simples e evidente limite de que um juiz, pelo seu poder sobre a vida e a honra das pessoas tem que guardar decoro no seu proceder.

É inútil esperar que a corporação lhe ponha freios: o perdimento da vergonha, hoje, garante-lhes – como está se vendo no caso das revelações da “Vaza Jato” – a total impunidade.

Se a categoria, em nome de um ‘coleguismo na lama’, está disposta a aceitar isso, a sociedade é que terá de reagir.

É preciso, então, que uma lei torne inúteis estes expedientes escusos e que se diga: o sr. Marcelo Bretas pode agir como quiser, até mesmo nos limites do ridículo, mas não sendo um juiz.

Um Moro já basta.

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