“Matei mesmo, mas eram todos bandidos”

Do Congresso em Foco

Em meio à confusão que se transformou a visita do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) e Éder Mauro (PSD-PA) discutiram e quase se agrediram fisicamente, mas foram separados por colegas. Após a confusão Glauber falou para a imprensa que o deputado Éder havia confessado assassinatos. Procurado pela reportagem, Éder disse que o diálogo realmente aconteceu.

Em meio à confusão que se transformou a visita do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) e Éder Mauro (PSD-PA) discutiram e quase se agrediram fisicamente, mas foram separados por colegas. Após a confusão Glauber falou para a imprensa que o deputado Éder havia confessado assassinatos. Procurado pela reportagem, Éder disse que o diálogo realmente aconteceu.

“Ele me chamou de miliciano e eu disse que já matei muita gente sim, mas eram todos bandidos”, afirmou Éder Mauro. O hoje deputado se refere ao tempo em que atuou como delegado de polícia no Pará.

Moro e a visita tumultuada

A sessão que tratava da prisão em segunda instância, que contava com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, acabou com uma grande confusão. “Eu não tenho outra coisa a dizer, a não ser chamar um ministro da Justiça que blinda a família Bolsonaro quanto a estes temas [envolvimento com as milícias] de capanga da milícia”, disse o deputado Glauber Braga (Psol-RJ).

Uma confusão começou e o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), tentou controlar a situação, mas quando Sergio Moro retrucou Glauber, o chamando de desqualificado, a confusão tornou-se generalizada. Éder Mauro (PSD-PA) foi pra cima de Glauber Braga e colegas parlamentares precisaram intervir para que os dois não se agredissem fisicamente.

A imprensa levantou questionamentos sobre a fala de Glauber e do governo Bolsonaro, mas o ex-juiz saiu em silêncio diante dos questionamentos. Glauber, porém, falou com os jornalistas e afirmou que Éder confessou assassinatos enquanto estava no Plenário.

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