Para levantar o 3º caneco

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão dá inicio hoje, em Cuiabá (MT), a uma nova decisão da Copa Verde. Tem a chance de conquistar a competição pela terceira vez, consolidando-se como o maior vencedor do torneio. E pode estar justamente aí a grande vantagem psicológica sobre o representante mato-grossense. O Cuiabá venceu uma vez – em 2015, decidindo com o Remo – mas não tem o mesmo histórico vitorioso do time paraense.

Em seis edições, o PSC levantou dois títulos e marcou presença em duas finais. Um retrospecto respeitável, sob qualquer circunstância. Hélio dos Anjos e seus jogadores sabem perfeitamente disso e devem estar prontos a explorar essa vantagem emocional.

Por tudo isso, a final não permite apostar em favoritismo de nenhum dos lados, embora o time cuiabano esteja em atividade na Série B, jogando bem e conquistando vitórias importantes sob o comando do ex-bicolor Marcelo Chamusca, embora tenha perdido para o América-MG (por 2 a 0) na última segunda-feira após uma sequência de sete partidas sem derrota.

Alguns jogadores têm mostrado bom desempenho, com destaque para o atacante e ex-azulino Felipe Marques e Jefinho, mas as características da equipe é que tornam o confronto mais duro. É um time rápido, que gosta de explorar a troca de passes no campo adversário e dispõe de laterais, Léo e Paulinho, bastante agudos.  

Jean Patrick, meia que organiza as ações do time, é o desfalque confirmado para esta noite (será substituído por Escudero), o que naturalmente favorece o Papão no setor onde residem hoje as maiores interrogações sobre o time de Hélio dos Anjos.

A provável escalação do PSC tem Vítor Oliveira na defesa, ao lado de Micael, e Caíque Oliveira e Wellington Reis como volantes. Tomas Bastos, recuperado de contusão, deve ser o titular do setor de criação. O ataque é o mesmo que foi experimentado nos amistosos contra Tuna e Sport Belém: Elielton, Nicolas e Vinícius Leite.

O desenho da equipe, se confirmado por Hélio dos Anjos, tende mais para um time que vai concentrar esforços no ataque com os naturais cuidados defensivos. Não parece escalação muito defensiva, o que é uma boa notícia, visto que a pior estratégia fora de casa é a cautela excessiva.

Com os olhos postos na segunda partida, marcada para o Mangueirão, o PSC não pode se lançar afoitamente ao jogo de hoje, nem se preocupar apenas em não tomar gols. O esforço deve ser no sentido de equilibrar as ações, evitando erros no começo.

A longa invencibilidade (23 jogos) é mais um trunfo, afinal é preciso ter qualidade para ficar tanto tempo sem perder. Dessa certeza nasce boa parte da confiança demonstrada nos últimos dias pelos jogadores do Papão.

Com Fredson, Leão vai fechando a zaga para 2020

O Remo vem, aos poucos, renovando contrato com peças importantes do elenco. A defesa está praticamente fechada, com Mimica, Rafael Jansen e Fredson (foto). Do grupo de zagueiros da atual temporada falta apenas confirmar Marcão, cuja situação depende da liberação pelo Marítimo, de Portugal. A depender da diretoria, o jogador será mantido no elenco.

É uma política segura preservar jogadores que tiveram bom desempenho no clube. Garante ao futuro técnico uma base para iniciar trabalho, evitando a importação em massa verificada no final de 2018. Na ocasião, o Remo não tinha jogadores suficientes para montar um time, o que levou a exageros (e erros) nas contratações.

O grande problema está no meio-de-campo, setor que conta hoje com Djalma, Rafael Tufa, Lukinha, Lailson, Carlos Alberto, Pingo e Eduardo Ramos. É evidente que falta força de marcação e, seguramente, pelo menos mais um meia-armador para articular jogadas.

Encontrar as peças certas, dentro das opções do mercado e dos limites do orçamento do clube, é responsabilidade que caberá ao técnico a ser anunciado até o fim da semana.

Evolução tática de Pikachu é mérito de Luxemburgo

É inquestionável o crescimento de Pikachu no aspecto tático, evitando as correrias desabaladas e participando mais do esforço coletivo de cobertura à linha de zaga. A mudança parecia impossível de acontecer pelas próprias características do ala, mas Vanderlei Luxemburgo conseguiu fazer o jogador executar funções restritas ao lado direito.

Desde os tempos de PSC, Pikachu fazia o típico lateral ofensivo, sem responsabilidades defensivas. Com o tempo essa deficiência se acentuou e se tornou mais visível no Vasco. Luxemburgo organizou o time e, de certa maneira, enquadrou Pikachu, que não joga mais no velho estilo peladeiro tentando se fazer presente em todos os setores do campo.

Agora, tudo ficou mais simples e vem funcionando bem. Como um lateral mais atento à marcação, ele se preserva mais e mostra fôlego para as subidas ao ataque quando a situação favorece.

A atordoante modéstia de Zlatan Ibrahimovic

Zlatan Ibrahimovic está se tornando um peregrino do futebol. Passou pela Espanha, esteve na França e disputou a atual temporada da Liga Americana (MLS), mas parece estar de malas prontas outra vez. Uma mensagem sua, postada ontem nas redes sociais, dá a entender que o boquirroto pode estar deixando o LA Galaxy. O Flamengo, que já demonstrou interesse em contratá-lo, que se habilite.

“Cheguei, vi, venci, conquistei. Obrigado, LA Galaxy,por me fazerem sentir vivo novamente. Aos fãs do Galaxy: vocês queriam Zlatan, eu vos dei Zlatan. Não têm de agradecer. A história continua… Agora, voltem a ver beisebol”, diz a mensagem do craque sueco, com a modéstia de sempre.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 14)

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