Witzel e Bolsonaro podem ser apontados como mandantes do assassinato de Ágatha

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Por Ariel de Castro Alves (*) 

Wilson Witzel, Jair Bolsonaro e Sérgio Moro são os nomes dos principais mandantes do assassinato da menina Ágatha Felix, de 8 anos, e dos demais assassinatos em série promovidos por policiais no Rio de Janeiro.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por mandar a polícia promover ações sangrentas nas comunidades periféricas cariocas. O Presidente Jair Bolsonaro por apoiar explicitamente a violência policial e incentivar um verdadeiro faroeste na sociedade brasileira.

Já o ministro da Justiça, Sérgio Moro, com apoio de alguns veículos de comunicação, pretende que os policiais, como os envolvidos na morte da menina Ágatha, justifiquem que agiram em legítima defesa, com “violenta emoção”, com “surpresa” ou com “medo”, para que fiquem impunes.

Somam-se a eles, alguns setores das classes média e alta do Rio de Janeiro, que são co-responsáveis pelos assassinatos cometidos por agentes do estado, porque entendem que essas mortes são meros “efeitos colaterais” do enfrentamento contra a criminalidade.

Certamente não pensariam a mesma coisa se seus familiares fossem vítimas dos assassinos que representam o Estado. Há 11 anos, em 2008, no mesmo Rio de Janeiro, o menino João Roberto, de 3 anos, foi assassinado por policiais militares que diziam estar perseguindo criminosos, quando o carro da família foi alvejado.

Na época, os acusados só faltaram colocar uma arma na mão do infante para simular um confronto, como de costume.

Porém, a criança era de uma família de classe média, e o caso gerou ampla consternação e repúdio geral da sociedade carioca. Já a menina Ágatha, pobre e negra, infelizmente, será tratada apenas como mais um número do tal “efeito colateral”, principalmente em tempos de barbárie, incivilidade e guerra aos pobres, impulsionadas pelas principais autoridades do País, sob aplausos e comemorações de parcela considerável da hipócrita sociedade brasileira.

Alguns desses “Cidadãos de Bem” defendem, inclusive, que as comunidades pobres sejam bombardeadas por policiais em aeronaves, igual nos filmes de guerra, como já está acontecendo no Rio de Janeiro.

(*) advogado, especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública, membro do Grupo Tortura Nunca Mais e do Movimento Nacional de Direitos Humanos

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