A semifinal dos sonhos

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POR GERSON NOGUEIRA

O PSC passou pelo Bragantino e vai fazer com o Remo a semifinal mais acirrada desta Copa Verde. A classificação foi suada, dramática e decidida na série de penalidades. É também a disputa que as duas diretorias pediram a Deus, pela garantia de bom faturamento para desafogar as despesas de final de temporada.

O jogo em Bragança foi tenso para os bicolores. O time foi para o embate decisivo carregando o ônus de mudanças forçadas pelas quatro expulsões (no jogo de ida) que enfraqueceram o sistema defensivo.

Por força das alterações no meio, a equipe custou a se aprumar em campo. Com formação ofensiva (4-2-1-3), aceitou o cerco inicial do Bragantino e sofreu o gol logo no começo, o que tornou a missão ainda mais difícil.

Uma tabelinha entre Paulo de Tarso e Rafinha, aos 8 minutos, deixou Lukinha livre na entrada da área acertou um chute cheio de curvas no canto esquerdo de Giovane. Se já atuava melhor, o Braga amplificou a superioridade, atacando em velocidade e levando nos contragolpes.

A partir dos 16 minutos, quando Vítor Oliveira precisou ser substituído por Diego Matos, alterando a dinâmica da linha defensiva (Bruno Collaço foi deslocado para a quarta zaga) com reflexo nas jogadas pela ala esquerda, o PSC conseguiu estabelecer o equilíbrio. Apesar disso, a presença de Wesley no ataque se revelou improdutiva.

Apesar disso, as chances foram escassas. Uchoa e Vinícius Leite arriscaram de fora da área, com relativo perigo, e Willyam pisou na área quase ao final do 1º tempo para um cruzamento curto que a defesa do Bragantino afastou com dificuldades. As tentativas se resumiram a isso.

O time da casa se mantinha bem posicionado e vigilante atrás, pronto a disparar contra-ataques, puxados por Bilau e Mauro Ajuruteua. Uma perda técnica tornou o lado esquerdo do Braga mais defensivo: por contusão, Esquerdinha saiu para a entrada de Caio, que se limitou a marcar Elielton.

Para a etapa final, Hélio dos Anjos resolveu tirar o volante Willyam para a entrada de Tiago Primão. A mudança melhorou a meia-cancha fazendo com que Elielton e Vinícius Leite fossem mais acionados.

Primão também ficou mais próximo de Nicolas, ajustando o passe e as manobras de aproximação. O PSC ganhou a opção das triangulações rápidas junto á área e passou a prevalecer no meio. Na primeira investida,  Diego Matos esteve perto de mandar para as redes na pequena área.

Depois, Nicolas ficou de cara com Axel, mas finalizou mal facilitando a defesa. Um minuto depois, Vinícius perdeu chance parecida, diante do goleiro. O PSC tentava botar pressão, mas o cansaço atrapalhava. Além disso, o Bragantino, mesmo sem força ofensiva pelo lado esquerdo, criava opções de contragolpes quando explorava o lado direito.

Aos 36’, veio finalmente o empate quando o time já dava sinais de desânimo. Após bola mascada dentro da área, Elielton chutou mal e acabou dando uma assistência involuntária a Nicolas na pequena área. Ele tocou de bico na saída do goleiro, empatando a partida.

O empate abalou o Braga, que já não tinha Marco Goiano para ajudar Lukinha e se perdia em lances de pura afobação. Junte-se a isso o desgaste natural provocado pelo forte calor da tarde interiorana.

Apesar disso, a última grande oportunidade coube ao Bragantino, aos 42’. Lukinha avançou pela direita e fez cruzamento à meia altura, alcançando Bilau, que fechava pela esquerda. Sozinho, o atacante precipitou a finalização e bateu embaixo da bola, errando o alvo.

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Nos penais, o Papão errou menos e chegou à vitória, marcando 6 a 5, após o empate com sabor de vitória. A classificação foi obtida por um time emocionalmente mais preparado, que terminou o tempo normal mais confiante e menos exaurido que o Tubarão.

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Fim de uma grande temporada para o Tubarão

A frustração pela eliminação nas penalidades, em casa, diante da torcida, entre os jogadores e a comissão técnica do Bragantino após o jogo só encontrava consolo na constatação de que o time foi muito longe nas competições que disputou ao longo de 2019.

Mesmo com baixo investimento, erros nas contratações e trocas de comando técnico, o Tubarão consolidou a condição de terceira do futebol paraense, à frente de São Raimundo e Independente.

A ascensão experimentada no campeonato estadual, onde ficou em terceiro lugar, foi confirmada com boas campanhas na Série D e na Copa do Brasil, torneio do qual foi saiu após prejuízos sérios com a arbitragem do cruzamento com o Vila Nova (GO).

A passagem pela Copa Verde foi digna, com direito a vitórias nas primeiras fases e duelo equilibradíssimo com o PSC. Por tudo isso, longe de se recolher a lamentações, o Tubarão tem que festejar a boa jornada.

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Focado na Copa Verde, Remo breca saída de atacante

Era previsível que alguns jogadores da dupla Re-Pa despertassem o interesse de times da Série B. Gustavo Ramos, atacante de múltiplas utilidades no time, foi um dos procurados e quase deixou o Remo ontem.

Uma reunião com os dirigentes conseguiu contornar a situação. Medida providencial pela importância que o jogador adquiriu. Além de ter boa presença ofensiva, sabe executar o trabalho tático de recomposição.

Nos bastidores, circulam informações de que outros jogadores da dupla Re-Pa já teriam sido sondados por equipes da Segunda Divisão.

Com a definição do confronto entre os rivais na semifinal da Copa Verde, é improvável que as diretorias liberem atletas considerados importantes.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 19)

Um comentário em “A semifinal dos sonhos

  1. O certo é que o Papão pegou um adversário muito mais difícil do que o rival.

    De fato, o Atlético Acreano jogou contra o remo com o time já sendo desmontado desde a última rodada da série C e ainda assim na primeira partida teve chance de fazer mais gols no remo e no segundo jogo no sol das 15 horas conseguiu marcar um gol no rival alimentando a esperança de levar a partida para os pênaltis se diminuísse o placar, àquela altura, para 3 a 2.

    Os 6 a 1 acabaram surgindo tamanha a fragilidade do Atlético Acreano.

    Vale destacar que o Atlético Acreano quando perdeu para o Papão ainda estava completo e embora o rebaixamento fosse questão de tempo, naquela partida ainda não estava rebaixado e jogava pela vitória para se manter vivo na competição. E ainda assim o Papão já estava ganhando de 3 a 0 com quinze minutos do primeiro tempo.

    Todavia, ressalto a quantidade de gols perdidos pelo Nicholas nessa temporada que fizeram falta na série C embora o atleta e Thomás Bastos sejam as duas melhores contratações do futebol Paraense nesse ano.

    Papão seguramente é o clube que mais bem representa o Pará em todos os tempos, sendo o maior ganhador da Copa Verde. Fato!

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