O adeus de um gigante da Amazônia

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O médico e ambientalista Camillo Martins Vianna morreu ontem (10), aos 93 anos, em consequência de complicações renais. Ele estava hospitalizado há dias. O enterro ocorreu na tarde desta quarta-feira, com destino ao cemitério Max Domini, onde o corpo será cremado.

Camillo foi pioneiro no ativismo ecológico no país, atuando em várias frentes contra o desmatamento da Amazônia mesmo quando o tema ainda não estava na ordem do dia. Professor universitário, ele viajou pelo Brasil e visitou países sempre pregando a defessa da floresta amazônica.

Camillo dedicou grande parte de sua vida à causa da ecologia. Entusiasmado e de temperamento expansivo, tornou-se conhecido pelas palestras, nas quais expunha suas preocupações com os grandes projetos que invadiram a Amazônia a partir dos anos 70. Profundo estudioso da flora e da fauna regionais, era uma referência para pesquisadores, jornalistas e ambientalistas.

Em 1968, funcou a Sociedade Paraense de Preservação dos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (Sopren) oficializando sua dedicação à causa amazônica. Formado médico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia do Estado, trabalhou no Museu Goeldi e dedicou-se à educação, trabalhando na alfabetização de comunidades ribeirinhas.  

Foi vice-reitor e pró-reitor de extensão da UFPA. No ano passado, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, concedido por ocasião do 25º aniversário da Universidade do Estado do Pará.

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