Na contramão do Brasil, River reabre geral para ter mais de 70 mil contra o Boca

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O clássico entre River Plate e Boca Juniors, agendado para o próximo domingo, pelo Campeonato Argentino, deve chegar a público recorde, com 70 mil pessoas no Monumental de Núñes, em Buenos Aires.

De acordo com reportagem do diário “Olé”, os dirigentes do River trabalharam nas últimas semanas para aumentar a capacidade do estádio do clube e conseguiram ampliar o acesso de 66.266 para exatos 70.074 postos.

Para que isso fosse possível, pediram autorização aos órgãos reguladores, para a polícia e bombeiros, fizeram obras de emergência e recriaram a “geral” dentro do estádio, setor mais popular e que já é raro nos campos de futebol.

O espaço que mais sofreu alterações foi a tribuna Centenário Alta. Passou de 11.500 para 15.000 lugares. Outros setores que foram alterados foram o Sívori Alta, com 3.500 postos, enquanto no Sívori Media e Baja ganharam cerca de 500 cada um.

Vale lembrar que os clássicos na Argentina não têm a entrada de torcedores visitantes.

Se confirmada a expectativa local, a partida entre River e Boca terá público recorde no domingo. O duelo será às 17h (de Brasília) e válido pela quinta rodada do campeonato nacional. (Da ESPN)

Grêmio se preparou para devolver a catimba que Palmeiras usou no primeiro jogo

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O Grêmio não fez catimba à toa na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras, ontem, no jogo de volta das quartas de final da Libertadores – clique aqui e assista aos melhores momentos da partida. Por mais que Renato Gaúcho não tenha admitido, o time gremista gastou o tempo de forma deliberada e tomou essa decisão depois de sofrer em Porto Alegre. Nas palavras de André, o Grêmio fez o Palmeiras “passar raiva”. O veneno aplicado no Pacaembu já foi provado pelo elenco gremista várias vezes.

“Ele (Renato) falou que o Palmeiras é um time que amarra muito o jogo, vimos isso de perto em Porto Alegre. Ele disse: ‘vocês passam raiva quando estão perdendo, então façam eles passarem raiva também’. A gente foi experiente, foi um time copeiro. Esse grupo está acostumado a ganhar, a chegar. Nessa hora, o Grêmio cresce”, disse André, centroavante do Grêmio.

Na entrevista coletiva, porém, Renato Portaluppi afirmou que o time não fez catimba. “O Grêmio não usou da malandragem. Sofreu muitas faltas. O Bruno Henrique merecia o cartão amarelo, mas não levou. O Grêmio não usou malandragem, o Grêmio jogou. Eu sou contra isso, usar da malandragem, e sempre falo que o árbitro tem que acrescentar. Vocês viram quanto ele deu de desconto? Não reclamamos disso. Meu time não cai por malandragem. Falei para eles, com o VAR acabou a malandragem. Nosso time tem que se preocupar em jogar futebol. E jogou”, disse o treinador gremista. (Do UOL)

Mano Brown: “A gente foi preso com o Lula, eu estou lá preso com ele”

O rapper Mano Brown.
O rapper Mano Brown.

“Eu acompanhei esse processo desde o início, quando começaram a cogitar o impeachment da Dilma, lá atrás, com a história das pedaladas fiscais. Foi o embrião de tudo o que estamos vivendo hoje. A gente já sabia que o desfecho seria a prisão do Lula. Estava preparado, sabia que o plano era esse, para ele não concorrer em 2018. É uma decepção ter um país de cartas marcadas. A direita que sempre governou o Brasil para ricos e poderosos que falam várias línguas, comem bem, estudam nas melhoras escolas e morrem velhos, cansou de ficar só olhando. Eles são uma minoria organizada”.

“Essa história de ficar 24 horas por dia batendo no Lula, em todos os noticiários, não é pessoal, é uma coisa racial, cultural e social. Um problema dentro deles, que nem sabem que são assim. A perseguição não é ao Lula, mas ao que ele representa. Colocaram um algodão na boca de uma massa, do povo que foi beneficiado por ele. Uma minoria se sentiu lesada, enganada, e resolveu tirar o poder de voz de uma massa que sempre foi excluída, desde a escravidão. Um povo sem direito a voz, excomungado, para quem o Lula deu voz”.

“A gente foi preso com o Lula, eu estou lá preso com ele, o Lula é a ponta de um iceberg que tem mais de cem milhões de pessoas, que vivem abaixo da linha da pobreza, sem humanidade, dignidade e o respeito que o ser humano merece. Essa classe dominante que se sentiu lesada não quer direitos iguais, eles não querem é ter os privilégios cortados. Quem apoiou o impeachment foi a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A Fiesp está no lugar onde existiam as maiores fazendas de café do país, onde a escravidão funcionou, ela continua sendo uma espécie de grande engenho de café. Na (avenida) Paulista ficavam os casarões dos grandes barões do café de São Paulo, e a Fiesp permanece lá. Foi esse tipo de gente que possibilitou o impeachment da Dilma e a prisão do Lula, às custas do silêncio de um povo oprimido, enganado e embriagado por mentiras”.

Mano Brown, rapper e líder dos Racionais MC’s, em entrevista ao blog Esquina Musical

Ofensas da Lava Jato a Lula não ganham espaço na velha mídia, mas bombam na web

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Não ocuparam o espaço que deveria nos grandes jornais da mídia de papel as novas revelações do Intercept Brasil sobre a Vaza Jato. Aquelas em que os membros da Força Tarefa fazem comentários desumanos sobre as mortes dos familiares de Lula, Marisa, o neto Artur e Vavá, o irmão. Certamente o calor das revelações influenciaram as decisões sobre Aldemir Bendine. Estas, no entanto, relatadas pelos jornais.

Não apareceram também nas páginas a indignação do ministro Gilmar Mendes.

As ofensas foram imensas, a ponto de uma procurador pedir desculpas a Lula. A rede explodiu desde ontem com o que pode ser considerado um índice 100 de uma imaginária escala Bolsonaro de insultos.

No Twitter, uma procuradora assim se manifestou:

“Errei”.

Jerusa B. Vieceli.

“Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”.

Em seguida, alertada que estava autenticando o vazamento, tentou amenizar:

“Lembrar de uma mensagem não autentica todo o conjunto. A existência de mensagens verdadeiras não afasta o fato de que as mensagens são fruto de crime e têm sido descontextualizadas ou deturpadas para fazer falsas acusações”.

“Os procuradores da Lava Jato nunca negaram que há mensagens verdadeiras, exatamente porque foram efetivamente hackeados. Contudo, não é possível saber exatamente o quanto está correto, porque é impossível recordar de detalhes de 1 milhão de mensagens em 5 anos intensos”.

Único registro nos jornais:

A Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo informa que, na terça (27), mensagens reveladas pelo UOL e o site The Intercept Brasil mostraram procuradores da Lava Jato ironizando a morte da ex-primeira-dama e o luto de Lula, tanto no velório dela quanto no do neto Arthur, 7.

A reportagem gerou um desabafo de Marlene Silva, nora de Lula e mãe de Arthur. “Esses senhores [procuradores] não são humanos, não é possível, deu náusea, nojo, tristeza, perplexidade, indignação, raiva, muita raiva, choro… o que estão fazendo conosco!”, disse ela em uma rede social fechada aos amigos. “Nos deixem em paz”, completa Marlene.

A imagem do dia

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Evo Morales, o primeiro índio a chegar à presidência da Bolívia, ajuda a combater focos de incêndio nas matas da Amazônia boliviana. Um exemplo de compromisso com a luta em defesa da natureza, combatendo desmatamento e incêndios criminosos. Muito diferente da postura do presidente brasileiro, que insiste em negar os dados técnicos que apontam aumento das queimadas e perdas florestais.

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Gilmar: “Gente sem nenhuma maturidade. Corrupta na expressão do termo”

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Gilmar Mendes detonou a Lava Jato na sessão da 2.ª Turma desta terça-feira, dia 27. Segundo o ministro do STF, faltou controle sobre as atividades dos procuradores de Curitiba. Não só controle, claro. “Assumiram o papel de imperadores absolutos, mas não eram reis iluminados, não. Pelo contrário, gente com uma mente muito obscura, soturna”, falou.

Gilmar lembrou os diálogos abjetos revelados pelo Intercept em que procuradores tripudiaram sobre a morte de familiares de Lula e ridicularizaram o luto do ex-presidente. “Gente sem nenhuma maturidade. Corrupta na expressão do termo”, disse GM. “Que gente ordinária! Absolutamente inimputáveis!” prosseguiu.

“Gente tramando patifarias no submundo. Não se imagina isso em uma delegacia no interior, e estava ocorrendo lá. Nós não estamos tendo tempo de processar isso. Gente que comemora a morte de alguém e diz que isso é uma falcatrua. Que falta de sensibilidade moral”.

SILÊNCIO GLOBAL

O Jornal Nacional, da Globo, ignorou as revelações feitas pelo UOL nesta terça-feira, 27, em parceria com o site The Intercept Brasil, que mostra procuradores da Operação Lava Jato ironizando e debochando da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e também de seu neto Arthur.

A edição comandada por William Bonner e Renata Vasconcellos divulgou reportagens sobre os incêndios na Amazônia e a troca de farpas entre Jair Bolsonaro e o presidente francês Emmanuel Macron, a anulação, pelo Supremo Tribunal Federal da condenação do ex-presidente da Petrobrás Aldemir Bendine, proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, entre os outros assuntos.

Mas o tema mais comentado do dia, a desumanidade de agentes do estado em relação à dor de um ex-presidente da República que perdeu entes de sua família, foi ignorado pelo principal jornal da Globo.

Diante da notícia de que a ex-primeira-dama Marisa Letícia tinha sofrido um AVC, em janeiro de 2017, o chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, tripudiou: “Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao tendimento sem resposta, como vegetal”. Em resposta, o procurador Januário Paludo ironizou: “Estão eliminando as testemunhas…”.

Com a morte cerebral confirmada em 3 de fevereiro, a procuradora Laura Tessler destila arrogância: “Quem for fazer a próxima audiência do Lula, é bom que vá com uma dose extra de paciência para a sessão de vitimização”. Outra procuradora, Jeusa Viecili, faz piada: “Querem que eu fique pro enterro?”

Dois anos depois, com as mortes de Vavá (janeiro de 2019) e Arthur (março), a mesquinhez dos procuradores volta a se manifestar. Lula já se encontrava preso em Curitiba e os procuradores revelam temor com uma eventual licença para ele ir aos velórios.

“Ele vai pedir para ir ao enterro. Se for, será um tumulto imenso”, adverte Dallagnol, quando da morte de Vavá. Pelas conversas, eles acreditavam que os petistas não deixariam Lula voltar para a prisão.

“Uma temeridade ele sair”, diz o procurador Orlando Martello. “Não é um preso comum. Vai acontecer o q aconteceu na prisão. A militância vai abraçá-lo e não o deixaram voltar. Se houver insistência em trazê-lo de volta, vai dar ruim!!”