Com o país em crise, presença de Bolsonaro nos estádios custou R$ 201 mil

bolso-600x380

Reportagem de Luís Adorno no UOL revela que o presidente Jair Bolsonaro acompanhou, pessoalmente, três jogos da seleção brasileira durante a Copa América realizada no país nos meses de junho e julho: o jogo de abertura, em São Paulo, a semifinal, em Minas Gerais, e a final, no Rio de Janeiro. Mas, para acompanhar a seleção canarinho, foi necessário gasto público.

Dados da Secretaria Especial de Comunicação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República, obtidos com exclusividade pelo UOL via LAI (Lei de Acesso à Informação), apontam que foram gastos R$ 201,6 mil para que o presidente pudesse acompanhar as três partidas. Em média, um gasto de R$ 67,2 mil a cada jogo.

De acordo com a publicação, as despesas contemplaram gastos com a equipe de segurança, saúde, transporte, cerimonial, imprensa, comunicações e apoio técnico necessário ao presidente, segundo a secretaria. O presidente participou das cerimônias de abertura e de premiação, no primeiro e no último jogo da competição, e acompanhou a semifinal das tribunas. No primeiro jogo, o Brasil venceu a Bolívia no estádio do Morumbi por 3 a 0. Na semifinal, no Mineirão, a seleção brasileira venceu a argentina por 2 a 0. E na final, no Maracanã, o Brasil venceu o Peru por 3 a 1.

Nas vezes em que foi mencionado ou apareceu, Bolsonaro foi recebido com vaias e aplausos. Na semifinal, contra a Argentina, Bolsonaro afirmou que as vaias foram direcionadas aos hermanos, não a ele. Na ocasião, a federação de futebol da Argentina formalizou uma crítica à presença de Bolsonaro no estádio, completa o portal.

Marielle será patrona de curso de formação do Instituto Rio Branco

1552485039_897963_1552487073_noticia_normal_recorte1 (1)

O DCM reproduz nota da Associação dos Diplomatas Brasileiros:

A Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB/Sindical), que congrega mais de 1500 associados, vem a público reiterar os valores de integridade, ética, respeito e isenção política, ideológica e partidária que fundamentam a atuação dos funcionários do Ministério das Relações Exteriores.

Nesse sentido, a entidade esclarece que a escolha da Vereadora Marielle Franco como patrona da turma de 2016 do Curso de Formação do Instituto Rio Branco não representa necessariamente opção ideológica dos formandos, menos ainda dos integrantes do MRE, que abriga servidores dos mais diferentes matizes ideológicos, sem que isso interfira no histórico empenho do Itamaraty na promoção incansável dos interesses nacionais.

A eleição do patrono/patrona de cada turma é democrática, e ao longo dos anos já foram homenageadas personalidades que perpassam todo o espectro político. 

A escolha do nome da vereadora representou essencialmente ato de repúdio a seu covarde assassinato e de defesa da liberdade de expressão, um dos princípios básicos da democracia, e como tal deve ser respeitada e entendida.

Embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues

Presidente

Em grande noite de Tomas Bastos, Papão vence e põe um pé no mata-mata

POR GERSON NOGUEIRA

Com objetividade e frieza, o PSC obteve sua segunda vitória consecutiva na reta decisiva da Série C, derrotando (e rebaixando) o Luverdense por 3 a 1, em Lucas do Rio Verde, e assumindo a vice-liderança temporária do grupo B, com 27 pontos e 7 gols de saldo. Em dois jogos, o time de Hélio dos Anjos marcou sete gols e sofreu apenas um, evidenciando a evolução da equipe e aumentando as chances de classificação à próxima fase da competição. No total, a invencibilidade bicolor já é de 13 partidas.

O primeiro tempo teve equilíbrio nos primeiros minutos, mas aos 18 minutos surgiu o gol de abertura. Em jogada ensaiada na cobrança de um escanteio, o jogador Caíque desviou para as redes do Luverdense antes que o goleiro Edson tocasse na bola. O Papão, a partir daí, se dedicou a controlar os ataques do time da casa.

Desesperado com o placar negativo, o LEC alugou o campo de defesa alviceleste até o minuto final do primeiro tempo. O problema é que era uma pressão improdutiva. Apenas um dos ataques levou perigo relativo. Em bola cruzada da esquerda, houve um desvio da zaga para escanteio.

Sem se precipitar, o PSC se defendia e levava a melhor nas bolas aéreas que Juninho Tardelli e Kauê cansaram de lançar sobre a área. Por outro lado, sem mobilidade no meio-campo, o time de Hélio dos Anjos não soube aproveitar os espaços concedidos pela defensiva do Luverdense.

O segundo tempo nem bem havia começado e o PSC foi logo marcando o segundo gol. Um balde de água fria na expectativa de reação do Luverdense. Tomas Bastos, o principal jogador em campo, cobrou falta sofrida por Vinícius Leite (que havia substituído Wesley). Mandou a bola com perfeição no ângulo direito da trave de Edson. O goleiro saltou atrasado, tocou na bola, mas não impediu o gol.

Logo na saída de bola, aos 3′, um espasmo de esperança para para o Luverdense. A bola foi tocada na área e Tozin desviou rasteiro, superando Mota e descontando para o time da casa. Animado, o LEC partiu com tudo para conquistar o empate. Teve até duas boas chances para isso. Uma com Anderson Ligeiro e outra com Tozin, que cabeceou sozinho diante de Mota e mandou a bola longe da trave.

Quando a pressão era mais forte, Elielton (que havia substituído a Higor Silva) foi derrubado quando disparava em direção à área adversária. Na cobrança, Tomas (olha ele aí de novo!) bateu cruzado e Nicolas desviou de cabeça, aos 17′. A bola entrou junto ao travessão, passando pelo goleiro Edson, que saltou fora de tempo.

O triunfo fez com que o PSC chegue aos 27 pontos, igualado ao líder Juventude, mas atrás na tabela pelo número de vitórias (6 contra 7 dos gaúchos). Foi o primeiro jogo da 17ª rodada e os bicolores torcem agora para que Ypiranga-RS, São José-RS e Volta Redonda não vençam na rodada. O PSC pode alcançar a classificação se pelo menos empatar com o Remo na próxima rodada. 

Já o Luverdense foi matematicamente rebaixado na partida desta quinta-feira. Está na 9ª colocação, com 13 pontos, não tendo mais como alcançar o Boa Esporte, o 8º, com 17.