Em editorial, Folha defende o afastamento de Dallagnol da Lava Jato

Em uma crítica contundente à Lava Jato, o jornal Folha de S. Paulo destaca que os vazamentos das trocas de mensagens entre procuradores revelaram o conluio da operação e que “é possível tirar três conclusões sobre o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da força-tarefa à frente da operação em Curitiba” e que os pontos revelados Vaza Jato mostram que “sua continuidade nas atuais funções parece ter se tornado inviável”.

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As conclusões, segundo o editorial, são de que ele – juntamente com o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro -, “debateram estratégias e discutiram decisões fora dos autos”; que o procurador “lucrou com a fama alcançada” e incorrido em “abuso de poder”.

“Caberá ao Judiciário e ao Conselho Nacional do Ministério Público, responsável pela fiscalização do trabalho dos procuradores, examinar as condutas de Dallagnol, determinar o que há de impróprio nelas e decidir se merecem punição”, destaca o texto.

“Mas os danos causados pelos vazamentos à credibilidade do procurador são difíceis de reparar, e sua continuidade nas atuais funções parece ter se tornado inviável”, sendo “impossível ignorar o conteúdo dos diálogos e as suspeitas que levantam sobre as ações da Lava Jato”.

O texto diz, ainda, que “há espaço para que o Congresso e o Supremo reforcem os limites que devem ser respeitados pelos investigadores” e que “as mensagens vazadas oferecem um espelho incômodo para os que participaram de excessos da Lava Jato”.

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