Presidente ganhou eleição, mas não é dono do Brasil

Por Kennedy Alencar

O presidente Jair Bolsonaro tem tratado como pessoal a crítica à sua pretensão de indicar o filho Eduardo Bolsonaro para embaixador em Washington. Não é pessoal. A crítica é à qualificação para o posto nos Estados Unidos.

Bolsonaro repetiu hoje a ameaça de nomear o filho para o Itamaraty se o Senado não aprovar o nome do deputado federal para embaixador. Também voltou a dizer que ganhou a eleição e que o país tem de aceitar suas decisões e discursos.

Bolsonaro ganhou a eleição, mas não é dono do Brasil. Há lei e Constituição a serem respeitadas. Afirmar que indicaria Eduardo Bolsonaro para substituir Ernesto Araújo no Ministério das Relações Exteriores é uma pressão indevida sobre o Senado, que tem a missão de aprovar a indicação de embaixadores.

O filho do presidente também tem misturado o público e o privado em suas viagens internacionais. Recentemente, ele postou numa de suas redes sociais uma foto com um bilionário da Indonésia segurando um cheque simbólico de R$ 31 bilhões que sugere investimentos diretos no Brasil nos próximos anos. O bilionário é do ramo de celulose.

Só ditaduras transmitem a empresários mundo afora a mensagem de que eles precisam negociar com filhos de presidentes para abrir portas. Só ditaduras tratam missões diplomáticas como se fossem assunto de família.

Apesar de ser presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, não é papel de Eduardo Bolsonaro intermediar eventuais investimentos estrangeiros no Brasil. Isso é assunto do Executivo. Era do Ministério da Indústria e Comércio em governos passados. Hoje, essa estrutura está alojada na pasta da Economia, comandada por Paulo Guedes.

Causa preocupação aos interesses nacionais indicar alguém com o perfil de Eduardo Bolsonaro para a embaixada nos EUA. É mistura assuntos de Estado com interesses familiares. É transmitir a mensagem errada ao mundo, como se o Brasil fosse seguir a trilha de uma república de bananas. É uma cópia fiel, mas ruim de Donald Trump.

Não é bom para o presidente. Não é bom para seu filho. Não é bom para o país.

Teste de fogo

A apreciação da indicação de Eduardo Bolsonaro para Washington será um teste do nosso sistema de freios e contrapesos. O Senado e a imprensa precisam cumprir suas missões institucionais numa democracia. Não é nada pessoal. São assuntos de Estado que estão em jogo.

Faixa no estádio provoca suspeita de racismo da torcida do Zenit contra Malcom

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Uma faixa exposta na Arena do Zenit, em São Petersburgo, no último sábado 3 levantou denúncias de racismo por parte da torcida do tradicional clube russo contra contra o atacante brasileiro Malcom, recém-contratado junto ao Barcelona. Nesta segunda-feira, 5, a direção do Zenit negou qualquer teor preconceituoso e acusou a imprensa ocidental de ter mal interpretado a mensagem exibida durante a partida contra o Krasnodar pelo Campeonato Russo. O caso gerou grande repercussão na Europa e no Brasil.

“Obrigado aos diretores por respeitarem nossas tradições”, dizia a faixa atrás do gol. Jornais europeus, como o francês L’Équipe, consideraram a mensagem como uma ironia, levando em consideração o histórico racista de uma parte da torcida do Zenit, que é abertamente contra a contratação de estrangeiros.

Diante da repercussão do caso, o Zenit resolveu se manifestar. Primeiro, postou um vídeo do momento em que Malcom entrou em campo. “Veja você mesmo, não com a palavra de outros”, escreveu. Horas depois, divulgou um comunicado, disponível em inglês, no qual voltou a negar racismo.

“O Zenit tem uma larga tradição de contratar os melhores jogadores de todo o mundo, independentemente de suas origens, etnia e nacionalidade”, apontou a nota, que ainda lamentou a atitude de “jornalistas e clubes de futebol”, ao noticiarem “acusações depreciativas”. O Corinthians, que revelou Malcom, foi um dos primeiros a manifestar apoio ao atacante nas redes sociais.

Malcom, contratado por 40 milhões de euros (172,8 milhões de reais) junto ao Barcelona, fez sua estreia ao entrar aos 27 minutos do segundo tempo. Apesar do pouco tempo em campo, o jogador de 22 anos participou bastante do jogo. Em seu perfil no Instagram, o atacante disse que teve “ótimas sensações” durante a partida e não fez qualquer menção a racismo.E recebeu mensagens de apoio de centenas de torcedores russos.

São Paulo vive dia de “AeroDani”

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Daniel Alves já sentiu o calor da torcida do São Paulo. O lateral-direito desembarcou na tarde desta segunda-feira,5, no Aeroporto de Congonhas, e foi recepcionado por centenas de tricolores. Houve festa com bandeiras, bateria, fogos de artifício e sinalizadores.

O lateral seguiu do aeroporto para o CT da Barra Funda. Ele será apresentado à torcida na noite de terça-feira, 6, no Morumbi. Mais de 21.000 ingressos para a festa já foram vendidos, ao preço de cinco reais. A expectativa é de que o estádio receba um público de cerca de 40.000 pessoas.

A torcida preparou o que denominou “AeroDani” nos últimos dias por meio de redes sociais, com apoio das organizadas. Daniel Alves, inclusive, recebeu o boné da principal torcida do clube e já estava vestindo o uniforme tricolor. Ele chegou em um avião particular que saiu de Jericoacoara, no Ceará, onde passava férias. (Da Placar)

Armação escancarada

“O Sérgio Moro para mim é um dos maiores canalhas da história do Brasil. Eu já tinha isso muito claramente desde que vi o comecinho da situação. Logo quando ouvi falar pela primeira vez da Lava Jato eu até pensei que poderia ser bom, mas depois de pouco mais de uma semana eu entendi e pensei… Pô que merda. Os caras se fizeram dentro de uma ideia que a população sempre teve de que os políticos graúdos tinham que pagar. É um tema caro à população. Por isso que teve tanto apoio e até hoje tem quem acredite que esses caras estão contra a corrupção e não envolvidos em um projeto de poder. Desde o início você percebe que tudo foi orquestrado para destruir o PT e prender o Lula”.

BNegão, músico

Cúmplices e apoiadores do estado de exceção agora fingem arrependimento

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Por Esther Solano, no DCM

Primeiro foi Padilha, coitado, que se sentiu enganado porque pensava que Moro era a Mãe Teresa de Calcutá da anticorrupção.

Agora o Miguel Reale Jr. se diz estarrecido com Bolsonaro porque, claro, como o impeachment não teve nadinha de golpe, foi tão ético, tão virtuoso, só procurando o bem do país, jamais nunca ninguém iria imaginar que provocaria uma enorme ruptura institucional e a chegada de um monstro ao poder.

Todos os colunistas e editoriais da Folha e o Estadão gritam, surpresos, apavorados contra Bolsonaro.

Alguém que não conheça o Brasil pensaria que os dois jornais fizeram campanha por Haddad ou até por Boulos.

Tampouco nunca ninguém imaginou que a naturalização na imprensa de Bolsonaro e a mentira dos dois extremos acabaria em merda.

Desonestos, cúmplices.

Vocês sabiam muito bem o horror que estavam apoiando. Ninguém pode dizer que Bolsonaro mentiu.

Há 30 anos que fala o mesmo lixo.

Vocês sabiam, sim, e são culpados. A quem pretendem enganar hoje?

Bolsonaro faz chantagem: só libera verbas para o Nordeste se ganhar apoio político

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 5, que não vai negar recursos aos Estados do Nordeste, desde que os governadores divulguem que são parceiros do governo. Segundo ele, “boa parte” dos governadores do Nordeste é socialista, que não comungam dos mesmos interesses do seu governo.

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“O que eu quero desses respectivos governadores: não vou negar nada para esses Estados, mas se eles quiserem realmente que isso tudo seja atendido, eles vão ter que falar que estão trabalhando com o presidente Jair Bolsonaro. Caso contrário, eu não vou ter conversas com eles, vamos divulgar obras junto a prefeituras”, disse o presidente após a inauguração de uma usina de energia que usa painéis solares instalados sobre as águas do Rio São Francisco, em Sobradinho (BA).

Reportagem publicada no Estadão/Broadcast na semana passada mostrou que a Caixa Econômica Federal reduziu a concessão de novos empréstimos para o Nordeste neste ano. Em 2019, até julho, o banco autorizou novos empréstimos no valor de R$ 4 bilhões para governadores e prefeitos de todo o País. Para o Nordeste, foram fechadas menos de dez operações, que juntas totalizavam, naquela data, R$ 89 milhões, ou cerca de 2,2% do total – volume muito menor do que em anos anteriores.

No entanto, segundo Bolsonaro, o Nordeste tem recebido recursos abundantes. “Eu não estou aqui para fazer média. Não estou aqui com colegas nordestinos para fazer média. Não existe essa história de preconceito. Agora, eu tenho preconceito com governador ladrão que não faz nada para o seu Estado”, disse o presidente.

O governador da Bahia, Rui Costa, do PT, não participou do evento. No último dia 23, ele também não participou da inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista (BA).

“O meu relacionamento é com o povo do Nordeste. Ninguém proibiu o governador de estar aqui. Da vez passada, quando estive em Vitória da Conquista, ele determinou que a Polícia Militar não participasse da nossa segurança. Então quem tem algum preconceito é ele. Se ele viesse aqui seria muito bem vindo. Não teria sido falado nada contra ele, ou hostilizado. Agora quem está com medo de encarar seu próprio povo é ele e não eu”, afirmou Bolsonaro. “Eu não posso admitir que governadores como o do Maranhão e da Paraíba façam politicalha no tocante à minha pessoa.”

O presidente voltou a negar ter criticado os gestores estaduais, que são oposição ao governo federal. “Eu cochichei no ouvido do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e me referi ao governador da Paraíba e do Maranhão, que eles procuram os nossos ministérios, conseguem coisas como outros, mas chegam em seus respectivos Estados e descem a ‘burduna’ em cima de mim”, disse o Bolsonaro, em referência a uma conversa captada por microfones da TV Brasil em que ele critica o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada para esse cara”, afirmou o presidente, sem saber que estava sendo gravado. Para Dino, a referência a “paraíba” foi uma forma pejorativa a se referir aos nordestinos, o que Bolsonaro nega.

A desonestidade virou regra, de forma escancarada. 

Arbitragens definidas para jogos da Copa Verde

Copa Verde – Oitavas de final – jogos de ida:

Quarta- feira, 15h30, no estádio Diogão em Bragança – Bragantino x Santos (AP)

Arbitragem: Fábio Santos de Santana; auxiliares: Marcio Cristiano Silva, Roseane Amorim da Silva (AC); 4º árbitro: Joelson Nazareno Ferreira Cardoso (PA)

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Quarta-feira, 21h, no Estádio da Colina – Nacional (AM) x Paissandu

Arbitragem: Luiz Paulo da Silva Aniceto; auxiliares: Luciano Benevides de Souza, Kleber Alves Ribeiro (DF); 4º árbitro: Freddy Rafael Lopez Fernandez (AM)

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Quarta-feira (13.08), 15h, no estádio Maria Abadia (Abadião) em Ceilândia (DF) – Sobradinho x Remo

Arbitragem: Felipe Duarte Varejão; auxiliares: Paulo Peterson Rangel Casanova, Ademar Junior Berger (ES); 4º árbitro: Maguielson Lima Barbosa (DF).

Homem foi tirado de estádio e atacado por PMs após xingar Bolsonaro

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Um torcedor afirmou ter sido agredido ontem por policiais militares e levado para um posto policial após gritar palavras contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL) durante o jogo entre Corinthians e Palmeiras, na Arena Corinthians, em São Paulo. No Facebook, Rogerio Lemes Coelho compartilhou a cópia do boletim de ocorrência registrado pelo segundo Batalhão de Polícia de Choque, no centro da capital, que confirma a abordagem policial e a condução até a delegacia.

Na postagem, ele diz estar “todo dolorido” e mostrando imagens das marcas das algemas e roxos nos dedos das mãos. “Os policiais vieram pra cima, um já me deu mata-leão quando eu caí, me algemaram, me levaram pra uma sala e ficaram me humilhando”, disse Rogerio. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista disse que os policiais agiram “para preservar a integridade física do torcedor”, já que a atitude dele teria causado “animosidade com outros torcedores, com potencial de gerar tumulto e violência generalizada”.

Ainda de acordo com a SSP, as “polícias de São Paulo são instrumentos do Estado Democrático de Direito e não pautam suas ações por orientações políticas” Por fim, o órgão informa que Rogerio não foi preso, mas conduzido ao posto do Juizado Especial Criminal (Jecrim) na Arena Corinthians, onde foi registrado um boletim de ocorrência “não criminal”, ou seja, apenas uma comunicação formal de um fato, sem complicações jurídicas ou penais.

À reportagem, o Corinthians informou que não tinha conhecimento do ocorrido e que não vai se posicionar sobre o caso, já que é um caso que envolve a polícia.

Moro, ex-juiz de acusação, agora quer ser controlador da imprensa

Por Reinaldo Azedo, no Uol

O ministro Sergio Moro (foto), da Justiça, agora resolveu seguir os passos do presidente Jair Bolsonaro e atacar a imprensa dia sim, dia também. Não toda ela, claro! Só aquela que se encarrega de lembrar o que ele fez no verão passado — procedimento, diga-se, a que são submetidos todos os políticos. Sabem como é… Os candidatos a tiranos e tiranetes não gostam.

Já afirmei no programa “O É da Coisa”, na BandNews FM, o que vou escrever agora: Bolsonaro não tem legitimidade para atacar a imprensa porque, na democracia, ninguém tem. E que se note: “atacar” é diferente de criticar uma reportagem, apontar erros, evidenciar omissões. Isso é do jogo. O presidente alveja a própria atividade. Ele detesta o fato de que seus atos são submetidos ao escrutínio diário do jornalismo. Ou por outra: repudia a própria democracia.

Não tem legitimidade, reitero, para atacar, mas dá para entender por que o faz. A imprensa, de fato, sempre lhe dispensou um tratamento negativo. Não por prevenção, mas por senso de justiça. Ele passou 28 anos na Câmara a dizer as coisas mais detestáveis e absurdas. O simples registro de sua fala sempre correspondeu a uma abordagem depreciativa. Por responsabilidade exclusiva de quem emitia os juízos boçais.

De todo modo, a imprensa não participou da “invenção” de Bolsonaro. Mas participou, sim, da criação de um outro mito: Sergio Moro. Bolsonaro se fez sem a ajuda do jornalismo — ao menos a voluntária. Registro, pois, à margem que dar publicidade a suas estultices, ainda que de modo crítico, correspondia também a ampliar o seu público. Temos, no entanto, a obrigação de noticiar. Ponto.

Moro só colheu louros desde que foi deflagrada a Lava Jato, há mais de cinco anos. Seus atos ilegais e seus exotismos judiciais eram vistos como um modo célere e inteligente de combater a impunidade. De resto, cumpre lembrar a rotina de vazamentos criminosos que acompanhou a operação desde o início. E estavam criadas as condições para animar a mentalidade dos tolos com a ideia de um Super-Homem contra a corrupção.

Até hoje, há setores renitentes da imprensa que se negam a reconhecer a contumácia com que o doutor agrediu fundamentos da Constituição e do Código de Processo Penal, além de uma penca de outros títulos legais.

Portanto, seu ataque à imprensa, além de ilegítimo, como o do seu chefe, é também ingrato.

Um empate até simpático

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POR GERSON NOGUEIRA

Pelo sufoco sofrido em boa parte do primeiro tempo, o PSC não pode lamentar o empate com o São José (RS), no sábado à tarde. O time não jogou bem nos primeiros 45 minutos, repetindo a desconexão da partida com o Boa Esporte. Além disso, as condições do campo – grama sintética – dificultaram a troca de passes. Felizmente para os bicolores, o desacerto mudou de lado na etapa final e o empate veio logo aos 5 minutos.

Em certo sentido, o Papão podia ter saído de Porto Alegre com a vitória. Teve chances para isso depois de empatar, mas a lentidão na saída de bola e a falta de apuro nas finalizações atrapalharam a equipe.

O jogo começou em ritmo morno, mas com o São José mais presente no ataque. Depois de boa jogada pela esquerda, com Dudu Mandai cruzando rasteiro para o desafogo da zaga paraense, o time gaúcho chegou ao gol em investida parecida pelo lado direito. Claudio Maradona avançou e cruzou recuado para a finalização certeira de Matheusinho.

Um minuto depois, Wesley cabeceou no travessão após cruzamento de Tomas Bastos. O que parecia o começo da reação ficou apenas nesse esboço. A partir daí, o time da casa tomou conta do jogo, ocupou o campo de defesa do PSC e só não chegou ao segundo gol porque Mota esteve perfeito em duas investidas agudas.

No primeiro lance, aos 21 minutos, Matheusinho driblou um zagueiro, entrou na área pelo lado direito e chutou forte. Mota foi lá e defendeu. Aos 30, Tiago Pedra pegou de primeira na entrada da área e a bola foi no canto esquerdo, mas Mota apareceu novamente para evitar o gol.

O primeiro tempo terminou com o São José controlando as ações e jogando com tranquilidade, sem correr riscos. O PSC não incomodava, pois seus homens de meio estavam muito ocupados em ajudar a zaga e o organizador, Tomas Bastos, não conseguia se encontrar em campo.

A virada para o 2º tempo apresentou um PSC inteiramente repaginado quanto ao posicionamento. Hélio dos Anjos compactou mais o meio e fechou os corredores laterais, por onde Márcio Lima-Matheusinho e Dudu Mandai-Maradona passearam durante o primeiro tempo.

Adaptado ao piso artificial, o time passou a se defender melhor e a sair com mais segurança da defesa para o ataque. Na primeira chegada mais forte, Rafael Tavares foi tentar interceptar a bola e tocou com a mão. Tomas Bastos cobrou o pênalti com categoria e igualou o placar.

O Papão passou então a ser o dono das ações. Ganhava todas na defesa com Perema e Micael, trocava passes com mais consciência e acuava o São José. Nem parecia o time errático e sonolento do primeiro tempo. A insegurança mudou de lado: o Zequinha cometia erros bobos, não acertava mais as jogadas de lado e quase não levava perigo na frente.

Nessa altura do jogo, Hygor perdeu uma bela chance para desempatar. Deu um peteleco da entrada da área, facilitando a defesa do goleiro Fábio. Tranquilo, o PSC ditava o ritmo, se resguardava bem e ficava à espera de brechas na zaga adversária para aplicar o bote.

A partir dos 30 minutos, o São José partiu para tentar decidir a qualquer custo. Hélio dos Anjos aumentou a altura da zaga colocando Vítor Oliveira no lugar de Diego e trocou Caíque por Wellington Reis. O São José armou o cerco, mas usava os cruzamentos como única arma de pressão.

Um empurrão de Wellington em Luiz Eduardo, aos 31’, provocou reclamação de pênalti por parte dos gaúchos, mas o árbitro Jefferson Moraes (GO) mandou o jogo eguir .

O PSC marcava duro na meia-cancha e levava perigo nos contra-ataques. Aos 49’, a última grande oportunidade: livre na pequena área, Jheimy cabeceou fraco nas mãos de Fábio.

Destaques no Papão: Mota, seguro nos lances mais agudos do primeiro tempo, e Perema, absoluto no jogo aéreo e nas antecipações.

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Quando o VAR imaginário entra em cena

Há coisas no futebol sul-americano que desafiam o realismo fantástico de García Marquez. No jogo do Always Ready contra o Bolívar, válido pelo campeonato boliviano, o árbitro marcou pênalti para o Always nos acréscimos do 2º tempo. Diante dos protestos do Bolívar, ele fez com os braços o sinal de VAR para justificar a decisão. Um pequeno problema na atitude do juiz: o campeonato da Bolívia não tem VAR.

Lembrou aquele gesto hilário do meia Pedro Carmona (PSC) na Série B 2018, logo após a Copa do Mundo, reclamando pênalti e fazendo o sinal quadrado do VAR. Encabulado, Carmona negou depois que tivesse pedido a revisão de vídeo, mas as imagens não mentem jamais.

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Copa Verde testa valor dos elencos da dupla Re-Pa

Um complicador a mais para a dupla de rivais, a essa altura da Série C, é o início da Copa Verde. Os bicolores começam a enfrentar a maratona na quarta-feira, em Manaus, jogando contra o Nacional. O Remo estreia na outra semana (13) contra o Sobradinho, em Brasília.

É a hora de mostrar que a avalanche de contratações dos dois lados (quase 80 na temporada) pode ter alguma valia.

A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 05)