Trivial variado da esbórnia reduzida à tese da “fofocada”

EBKK-RfXsAE0ruP

“Lava Jato tentou por anos achar algum ‘descuido’ do Lula mas não acharam nada. Prenderam ele assim mesmo. Sérgio Moro omitiu palestra remunerada em prestação de contas e disse que a omissão foi um DESCUIDO. Se fosse Lula era nova condenação, pro #MoroSonegador, descuido tá bom”. Yuri K

“Essa inércia dos brasileiros está me deixando doente. Minha ansiedade está num nível surreal. Não tem um dia que eu não fico chocada com a falta de atitude e a estagnação desse povo”. Jana Almeida

“Ele teve uma funcionária por 14 anos que se declarava babá, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, foi assessora-chefe no gabinete do vereador e contratou mais sete familiares — alguns deles nem sequer moravam no Rio. Ele pode nos explicar?”. Nancy Oliveira

EBHeZOsXkAAqj8L

“Jair chama Dilma de Terrorista, mas ele quem foi expulso do exército por tentar explodir seu batalhão, acusa os comunistas de ditadores, mas são seus seguidores que querem fechar o STF, acusa o Mais médicos, mas cria um programa igual. Diz que a mamata acabou, mas cadê o Queiroz?”. Ale Santos

“Um dos argumentos durante a eleição presidencial para se votar em @jairbolsonaro era que ele era ‘honesto’. Eis que agora surge um levantamento que demonstra que em 28 anos o clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares. Além da denúncia das ligações com Queiroz”. Sidney Rezende

Um batalhão de aspones

Por Ricardo Kotscho

Podem reparar: já contaram quantas vezes se cita a palavra “normalizar” ao comentar as barbaridades cometidas pela familícia Bolsonaro em sete meses de governo?

Tudo agora é “normalizado” no dia seguinte, como se os maiores absurdos e crimes cometidos contra a soberania nacional e as instituições fossem coisas da vida.

“Pessoal, problemas acontecem, está certo?”, disse o próprio Jair, o chefe do clã, ao comentar esta semana o massacre em que morreram 62 presos no Pará.

As coisas agora simplesmente “acontecem”, não há responsáveis, e logo aparecem os analistas para “passar o pano”, e vida que segue.

“Normalizar” e “passar o pano” são, desde já, minhas candidatas a palavras do ano, que concorrem com a onipresente “tosco” para definir o inominável que governa o país.

A gente tenta, mas está difícil mudar de assunto, como propõe o Antonio Prata, em sua coluna deste domingo na Folha.

Ainda não cheguei ao ponto do colega, que receitou até rivotril com rabo de galo para enfrentar essa barra, num texto ficcional, em que só se refere ao capitão como B., para não citar o nome.

2lawYZKt

Pois a familícia de B. está hoje na manchete do jornal “O Globo”, o que não nos deixa falar de outra coisa:

“Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares”.

No total, a reportagem do Globo identificou 286 assessores nomeados nos quatro gabinetes de Jair, Carlos, Flavio e Eduardo Bolsonaro.

Todos, é claro, pagos com dinheiro público, ou seja, com o nosso dinheiro.

Esse é o esquema da “nova política” que levou os Bolsonaros e mais um monte de cacarecos ao governo que está destruindo o país como se fosse um exército de ocupação.

Esse batalhão de aspones foi nomeado, não para prestar serviço público, pois muitos deles nem chegaram a trabalhar em seus cargos, mas para participar do esquema de “rachadinha” que alimentou os cofres dos maganos da moralidade que vieram para combater a corrupção da “velha política”.

Agora se entende a ofensiva do governo bolsonariano contra o Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras), que quebrou o sigilo de 64 dos 286 funcionários nomeados pelo clã da familícia.

Só o agora famoso Fabrício Queiroz, super assessor do pai, dos filhos e do espírito santo, teve uma “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017.

Nas investigações, apareceu até um cheque para a primeira dama Michelle _ segundo Jair, parte do pagamento de uma dívida.

O Coaf também identificou depósitos fracionados, em dinheiro, no período de um mês, no valor de R$ 96 mil na conta do deputado Flávio Bolsonaro, hoje senador.

Tudo isso já foi “normalizado”, inclusive pelo presidente do STF, Dias Toffoli. No mês passado, ele mandou suspender as investigações sobre Flávio Bolsonaro.

Os advogados de defesa do clã e o Palácio do Planalto não quiseram se pronunciar sobre a matéria.

Se antes de chegar ao Palácio do Planalto, o clã já tinha essa tropa de assessores aparentados, pode-se imaginar o que está fazendo com a caneta Bic na mão, em Brasília.

Deram-se bem também os militares reformados, como Jair Bolsonaro, como os generais de pijama ocupando cargos em toda a estrutura do governo, com direito a receber dois salários por mês.

Em qualquer país civilizado, essa grande maracutaia já teria provocado comissões de inquérito no parlamento e rebeliões nas ruas, mas aqui já foi tudo “normalizado”.

Amanhã não se fala mais nisso.

Vida que segue.

Por que as camisas de manga longa estão em extinção no futebol

uniforme-manga-longa-manga-curta

Por Luiz Felipe Castro, na revista Placar

Dizem os mais tradicionalistas que há figuras em extinção no futebol mundial. Seria o caso, por exemplo, do “Camisa 10 clássico”, aquele jogador que cadencia e organiza o time em campo. Também anda sumida a figura do centroavante fixo, o matador que prende a atenção dos zagueiros e cuja única missão é empurrar a bola para as redes. Há também quem proteste contra “a plateia de teatro” hoje presente às partidas — é o mesmo grupo que clama pela volta das bandeiras e rojões aos estádios e diz ter saudades de sentar no concreto das arquibancadas. Agora, no que diz respeito ao estilo dos uniformes, em plena era do marketing esportivo, uma ausência mais silenciosa pode ser sentida: onde foram parar as camisas de manga longa?

“Eu lamento, pois as camisas de manga comprida são extremamente elegantes. Para mim, elas são a representação da moda do futebol”, diz o designer holandês Floor Wesseling, que trabalhou durante cinco anos na fabricante de material esportivo americana Nike e atesta o sumiço da peça. O modelo de uniforme que vai até o punho dos jogadores remete às origens do esporte mais popular do planeta. No Museu do Futebol de Manchester, destaca-se uma camisa branca desbotada usada no primeiro amistoso internacional de seleções, entre Inglaterra e Escócia, em 1872. O modelo é feito de lã grossa, a forma disponível na época para se proteger do inverno europeu.

A tecnologia avançou e as roupas foram ganhando os mais variados materiais – hoje em dia existem camisas feitas a partir do plástico reciclado de garrafas PET. Alguns atletas transformaram as camisas de manga longa em sua marca registrada. O maior adepto do modelo, e que tornou o uniforme de inverno um ícone fashion, talvez tenha sido o inglês David Beckham, conhecido tanto por sua precisão para bater na bola quanto por sua vaidade.

A preferência do galã do Manchester United por cobrir os braços tatuados em nome do estilo desafiava até os termômetros. No Mundial de Clubes de 2000, sob o sol de quase 40 graus no Maracanã, Beckham (foto abaixo) chocou a todos ao aparecer de mangas longas, ao contrário de seus companheiros, diante do clube mexicano Necaxa. Coincidentemente ou não, foi para o chuveiro mais cedo, expulso ainda no primeiro tempo.

gettyimages-1521024

Até pouco tempo atrás, era comum que os atletas desfilassem com suas camisas “à la Beckham”. A moda perdurou até o surgimento das camisas térmicas. “Hoje, 99% dos atletas jogam com o que chamamos de ‘segunda pele’”, revela Caio Campos, diretor de marketing do Corinthians, sobre o modelo ajustado ao corpo, que ajuda a regular a temperatura corporal tanto em dias quentes quanto frios. O modelo está sempre por debaixo dos uniformes — a própria Fifa já regulamentou seu uso, exigindo que a segunda pele siga as cores da camisa vestida por cima. Em dias de calor, os jogadores usam uma térmica regata ou de manga curta. No frio, o modelo de compressão é de manga longa. Já a camisa de jogo, salvo raríssimas exceções, é sempre de manga curta. E as razões são econômicas.

pedrinho-ze-rafael-diego-ribas

“Quando comecei a desenhar camisas de futebol para a Nike, em 2011, a marca decidiu parar de fazer mangas compridas para os jogadores, e também para os torcedores, para empurrar o mercado na direção das camisas térmicas”, confirma o holandês Wesseling. “Essa mudança mundial inicialmente ocorreu como uma exigência dos próprios atletas. A maioria tem preferência pelas camisas térmicas, pela tecnologia, por ser um produto leve e ficar mais justo ao corpo”, afirma Marcelo Gomes, gerente de marketing da Kappa. Há aí uma clara estratégia de marketing: ao exibir a camisa de jogo mais a “segunda pele”, as marcas promovem dois produtos de uma vez. Atualmente, uma camisa modelo “torcedor” – sem a mesma tecnologia de absorção de suor – custa em média 250 reais. Já a segunda pele, usada por baixo do uniforme, sai em torno de 100 reais. Segundo Marcelo Gomes, as marcas gastavam cerca de 10% a mais para produzir uma camisa de manga comprida. Isso, no entanto, não representa um grande enxugamento nas contas. “Não posso dizer que economizamos, pois temos de atender à quantidade solicitada de camisas térmicas e o custo acaba sendo direcionado a este produto.”

A extinção da peça estilosa foi do campo para as lojas. Atualmente, trata-se de uma missão praticamente impossível encontrar modelos de manga comprida nas prateleiras e lojas on-line. “Esse produto tem um custo maior e, pelo fato de o Brasil ser um país tropical, sempre teve saída pequena. Com o desenvolvimento das camisas térmicas de manga comprida, ela saiu totalmente da linha das marcas”, explica Caio Campos. Nem mesmo clubes de países frios como a Rússia oferecem tal opção em suas lojas virtuais. E até muitos goleiros, que em décadas passadas ostentavam uniformes mais grossos, por vezes emborrachados nos braços e cotovelos, aderiram à nova moda das mangas curtas combinadas com as camisas térmicas.

Floor Wesseling foi o responsável por desenhar as camisas da Nike para a Copa do Mundo de 2014, incluindo o uniforme da seleção brasileira. A VEJA, o designer holandês revelou a demanda feita por uma estrela do futebol mundial, que insiste em resistir à mudança. “Apenas uma pessoa se recusou a usar apenas camisas de manga curta: Cristiano Ronaldo. Por exigência dele, Portugal foi a única seleção com modelos de manga longa disponíveis na Copa do Brasil.”

O astro da Juventus, no entanto, parece ter aprendido a lição de Beckham. No calor de Salvador, optou pelas convencionais mangas curtas na derrota para a Alemanha. No empate diante dos EUA, na sufocante umidade de Manaus, até tentou usar as mangas longas, mas desistiu no intervalo. Só na última partida, a vitória contra Gana, em Brasília, Cristiano conseguiu utilizar a vestimenta de sua preferência durante todo o jogo, justamente quando marcou seu único gol naquela Copa.

Superstição ou estilo? Cristiano nunca explicou ao certo sua predileção, mas os fãs mais atentos notaram uma coincidência. Foi com os braços à mostra que o craque viveu suas maiores frustrações no início de carreira: a derrota em casa para a Grécia na final da Eurocopa de 2004 e a eliminação para a França na semifinal do Mundial de 2006. Desde então, Cristiano raramente abriu mão das camisas de manga longa em momentos decisivos. E foi com elas que ergueu cinco Ligas dos Campeões e a Euro de 2016.

Cristiano não é o último romântico. O francês Antoine Griezmann, campeão do mundo pela França e recentemente contratado pelo Barcelona junto ao Atlético de Madrid, também costuma pedir às equipes que produzam camisas de inverno exclusivas para ele usar. Na final da Copa do Mundo de 2018, diante da Croácia, Griezmann foi o único atleta a cobrir os braços em Moscou. “Gosto de mangas longas e da camisa 7 por causa do Beckham. É meu ídolo”, explicou Griezmann em entrevista à revista GQ.

Há outro motivo que ajuda a explicar a preferência dos atletas da atual geração pelas mangas mais curtas (e, em alguns casos, até calções dobrados, para deixar as pernas à mostra): a profusão de tatuagens. São poucas as estrelas da bola que não tenham “obras de arte” espalhadas por todo o corpo. Certa vez, o atacante Dudu chegou a dizer que preencheu o corpo com tatuagens para “passar o tempo” na Ucrânia, nos tempos tediosos de Dínamo de Kiev.

Até mesmo o sempre discreto Lionel Messi aderiu à moda e hoje já tem os braços e até as canelas cobertas por tatuagens —algumas de gosto duvidoso. Novamente, Cristiano Ronaldo vai na contramão. O camisa 7 não tem um desenho no corpo sequer. Um dos motivos é o fato de participar constantemente de campanhas de hemocentros (se optasse pelas agulhas com tinta, ficaria ao menos quatro meses impedido de doar).

gettyimages-651850826

Se as camisas de manga longa correm risco de extinção, outro modelo está terminantemente vetado do futebol há anos: as camisas regata, utilizadas tradicionalmente no basquete. Em 2002, a Puma e a seleção de Camarões até tentaram provocar uma ruptura na moda futebolística, mas acabaram esbarrando nas normas da Fifa. O time liderado por Samuel Eto’o venceu a Copa Africana de Nações no início do ano vestindo um revolucionário modelo sem mangas, para enfrentar o forte calor no continente – e, claro, faturar com a novidade.

O time, no entanto, foi proibido pela Fifa de utilizar o mesmo modelo na Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão. A regata uniforme foi considerada pela entidade como “um colete, não uma camisa”. Além disso, a Fifa justificou o veto dizendo que seria preciso um espaço com tecido no braço dos jogadores para incluir os “patches”, como são chamados os brasões oficiais do torneio estampados nos uniformes. Camarões, então, teve de adaptar seu uniforme costurando mangas pretas, deixando o verde da regata original em evidência. Nas Copas seguintes, a Fifa adotou regras mais rígidas (não permite uniformes com mangas de cor diferente, por exemplo).

Com desrespeito à Constituição, Bolsonaro põe o país à beira no pântano ​

15cc91ac-6643-4ace-b8fc-802e82f02f33

Da coluna de Janio de Freitas na Folha:

Jair Bolsonaro cruzou um limite que o regime vigente exige ser respeitado, para defender sua própria sobrevivência. Por inconsciência ou porque ainda não fosse hora de levar a tanto as provocações e agressões do seu projeto antidemocrático, Bolsonaro não investira contra a convivência e a independência dos Três Poderes. Foi o que fez agora.

O antecedente desse avanço já o prenunciava, consistindo, em palavras do ministro Celso de Mello no Supremo, na “inaceitável transgressão à autoridade da Constituição”. Apesar do veto constitucional à reedição de medida provisória no mesmo ano legislativo de sua recusa, Bolsonaro a fez para insistir na entrega, mais que suspeita, da demarcação de terras indígenas ao Ministério da Agricultura. Chamado a decidir, o Supremo devolveu a demarcação à entidade natural, a Funai. Por unanimidade.

A questão, em si, nada teve de incomum no tribunal. Exaltou-o o ato abusivo da Presidência da República. Celso de Mello parece cansado, já, dos desaforos ao texto constitucional, de seu especial afeto. Mas Bolsonaro não parou no desafio. Pouco depois da decisão judicial, aproveitou uma fala sobre radares de estrada para investir contra o sistema. Não falou ao grupo habitual de repórteres. Falou pelas redes. E ao vivo, áspero: “Está uma briga, porque a Justiça em cima da gente […], é a Justiça lamentavelmente se metendo em tudo”. Nem é divergência, é briga.(…)

O repúdio às mentiras de Bolsonaro sobre Fernando Santa Cruz, assassinado pela ditadura, avançaram muito a adjetivação definidora de Bolsonaro, como “repugnante”, “nojento” e outros achados. Mas Bolsonaro avançou contra o regime de Constituição democrática. Uma entrada no pântano.

Copa Verde: definidas datas de jogos dos clubes paraenses

Horários e locais dos jogos dos clubes paraenses na Copa Verde 2019:

Bragantino x Santos
Diogão (Bragança) 

Quarta, 07/08, 15h30

Nacional x Paissandu
Arena da Amazônia ou Arena da Colina (Manaus)
Quarta, 07/08, 21h

Sobradinho x Remo 
Abadião Ceilândia (Brasília-DF)
Terça, 13/08, 15h