Sinais de perigo

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“Ele vai matar a Imprensa, fechar o Congresso, restabelecer a tortura, erigir estátuas e bustos aos bandidos que cultua. Vai matar a liberdade de expressão e pisar na cabeça do Direito, da Justiça, do bem-senso, do senso de humanidade, das artes e da cultura e dos mais fracos”.

“O problema já não é mais saber se ele é um ditador ou não. É saber até onde o Congresso e o Supremo vão permitir que ele chegue. Se ele se sentir à vontade, mais do que já está, um dia no futuro seremos colocados na mesma galeria onde estão a Itália e a Alemanha de 80 anos atrás”.

Fabio Pannunzio, jornalista e apresentador de TV

Classificação do Grêmio garante Brasil na final da Libertadores

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O Brasil está garantido na final da Libertadores com a vitória do Grêmio contra o Libertad, hoje, fora de casa, pelo jogo de volta das oitavas de final. Com a vaga nas quartas, o clube gaúcho segue vivo no lado da chave que ainda tem Palmeiras, Flamengo e Internacional classificados. Assim, um representante brasileiro disputará a grande decisão do torneio.

Fla e Inter vão se enfrentar nas quartas depois de baterem Emelec e Nacional, respectivamente, enquanto o Palmeiras, que eliminou o Godoy Cruz, pegará o Grêmio. A situação é diferente do outro lado da chave, que não tem mais nenhum representante brasileiro.

Cruzeiro e Athletico caíram para River Plate e Boca Juniors, respectivamente. Desta forma, não existe a chance de uma final 100% brasileira. Nas quartas, o River enfrenta o Cerro Porteño, enquanto o Boca pega a LDU.

The Economist mostra Bolsonaro como chefe de Estado mais perigoso para o meio ambiente

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Em sua mais recente edição, a revista britânica The Economist produziu matéria de capa – sob o título “Velório para a Amazônia – a ameaça do desmatamento descontrolado” –  e editorial (texto com opinião da publicação) criticando as políticas adotadas pelo governo Jair Bolsonaro com relação à Amazônia – que sofre com o aumento acelerado do desmatamento desde 2015. “Desde que ele assumiu o cargo em janeiro, árvores vem desaparecendo a uma taxa de duas Manhattans por semana”, relata a publicação, que diz que Bolsonaro é “sem dúvida, o chefe de Estado mais perigoso em termos ambientais do mundo”.

“A maravilha natural da América do Sul pode estar perigosamente próxima do ponto de inflexão além do qual sua transformação gradual em algo mais próximo do estepe não pode ser impedida ou revertida (…). O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, está apressando o processo – segundo ele, em nome do desenvolvimento. O colapso ecológico que suas políticas podem precipitar seria sentido com mais intensidade nas fronteiras de seu país, que circundam 80% da bacia – mas também ia muito além delas. Ainda dá para evitar”, afirma a reportagem.

O texto aponta que a situação ambiental do bioma começou a piorar abruptamente durante o primeiro mandato do governo Dilma Roussef (2011 a 2014) – marcado pela flexibilização do Código Florestal aliada à redução de 72% da verba de proteção à Amazônia, que corresponde a 40% das florestas tropicais de todo o mundo. Fora isso, a The Economist afirma que a recessão e as crises políticas reduziram a habilidade do governo em reforçar as leis de proteção. “Agora, Bolsonaro, alegremente, utiliza uma motosserra contra elas [leis]”, completa a publicação.

Dando força à preocupação da revista britânica, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quinta-feira a taxa anual de desmatamento, que aumentou em 40% em relação ao levantamento do ano passado – Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, declarou que os números levantados pelo órgão “não refletem a realidade”, mas assumiu que há aumento do desflorestamento.

Além de criticar a situação do Brasil, a revista também sugere que – dada a importância mundial da floresta -, parceiros comerciais do país comecem a buscar acordos que incluam a proteção da Amazônia; como feito no acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que possui termos sobre proteção florestal. “O desmatamento descontrolado pode acabar prejudicando os agricultores brasileiros se isso levar a boicotes estrangeiros de produtos agrícolas brasileiros. Os brasileiros comuns devem pressionar seu presidente para reverter o curso. Eles foram abençoados com um patrimônio planetário único, cujo valor é intrínseco e sustentador da vida, tanto quanto é comercial. Deixá-lo perecer seria uma catástrofe desnecessária”, conclui.

Recentemente, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, esteve no Brasil, mas sua passagem foi marcada pelo cancelamento de reunião com Bolsonaro em cima da hora. A agenda de Le Drian também previa encontros com uma ONG para discutir proteção ao meio ambiente, o que provocou a reação do presidente: “O que que ele veio tratar com ONG aqui? Quando fala em ONG, já nasce um alerta na cabeça de quem tem o mínimo de juízo. Dá um sinal de alerta”, disse.

Segundo a revista, o presidente brasileiro acusa os estrangeiros de hipocrisia ao defender a preservação da Amazônia, alegando que os países ricos já destruíram suas florestas e que usam a retórica ambiental como pretexto para manter a pobreza do Brasil. “A Amazônia é nossa”, disse o presidente recentemente, lembra o texto.

A revista questiona e chama os argumentos de Bolsonaro de “falhos”. “Sim, o mundo rico arrasou suas florestas. O Brasil não deve copiar seus erros, mas aprender com eles como, por exemplo, a França, reflorestando enquanto ainda pode”, afirma. Para a publicação, “o desmatamento não é um preço necessário para o desenvolvimento”. “A produção brasileira de soja e carne bovina subiu entre 2004 e 2012, quando a derrubada de florestas diminuiu em 80%”, relata. E lembra que a agricultura brasileira pode ser a maior vítima do desmatamento, que pode provocar mudanças climáticas na região. “A seca de 2015 fez com que os agricultores de milho no Estado de Mato Grosso perdessem um terço de sua colheita”.

Por fim, a reportagem pede reação do mundo à política ambiental do brasileiro. “Por todas estas razões, o mundo deveria deixar claro ao senhor Bolsonaro que não tolerará seu vandalismo. Companhias de alimentos, pressionadas pelos consumidores, deveriam rejeitar a soja e a carne produzidas em terras amazônicas ilegalmente exploradas, como aconteceu em meados dos anos 2000. Os parceiros comerciais do Brasil devem fazer acordos atrelados ao seu bom comportamento” afirma e lembra que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que ainda precisa ser ratificado, já inclui dispositivos para proteger a floresta tropical. “É esmagadoramente do interesse das partes aplicá-las”.

Um tombo inesperado

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POR GERSON NOGUEIRA

Os primeiros movimentos deixaram claro que o Remo teria muitas dificuldades. Nervoso, errando quase todas as saídas de bola, o time evidenciava intranquilidade nos momentos cruciais do jogo, como se estivesse fora de casa. Depois de um início razoável, com duas chances de gol no 1º tempo, a segunda etapa trouxe péssimas notícias para os azulinos. Bem aprumado, o Tombense soube explorar os espaços na intermediária e conseguiu fazer 2 a 0 até com certa facilidade.

Na prática, o Remo foi superior apenas por 20 minutos. Tomou a iniciativa nos primeiros momentos, teve chances com Emerson Carioca e Ramires, levou perigo com chegadas fortes à área adversária, mas ficou nisso. Aos poucos, o ímpeto inicial foi arrefecendo e o time pareceu se acomodar, vendo o tempo passar sem tomar atitudes em campo.

No visitante, chamava atenção a boa articulação com Everton Galdino e Íbson e as pontadas com Judivan e Adeilson. A zaga azulina se apavorava sempre quando o Tombense direcionava o ataque pela esquerda, em cima de Yuri e Djalma, tensos e afobados.

Aos 18 minutos, Márcio Fernandes viu-se forçado a fazer uma primeira substituição. Guilherme Garré se lesionou ao escorregar no campo encharcado. Uma perda que seria muito sentida, principalmente no 2º tempo. Alex Sandro entrou, mas sem jamais executar as mesmas funções, de conduzir o jogo e buscar os avanços pelos lados.

Falhas se repetiam e não havia sinal de correção de rumos. Djalma seguiu errando passes curtos e levando uma canseira de Adeilson. Yuri não acertava o combate aos atacantes. Bem vigiado por Marquinhos, Eduardo Ramos pouco aparecia para construir jogadas.

Quase ao final, aos 41’, Eduardo Ramos fez um lançamento perfeito para Emerson, que bateu da entrada da área acertando o lado externo das redes do Tombense. Na saída de campo, os jogadores sentiram na reação da torcida que a atuação não agradava.

O que se esboçava nos primeiros 45 minutos acabou por confirmar, em cores vivas, a segunda derrota do Remo em casa nesta Série C. Logo aos 3 minutos, Everton Galdino acertou o pé, abrindo o placar, após nova falha de cobertura. O Tombense revelava ali que tinha reformulado seu planejamento, voltando para o 2º período disposto a vencer. O Remo foi um duro golpe para os azulinos, que acusaram o golpe.

Assustado com a desvantagem, o time se lançou à frente, mas corria a esmo, sem objetivo claro. Não havia compactação e nem ligação entre meio e ataque. O Tombense posicionava acertadamente seus homens de meio, Augusto Recife à frente, para dificultar a troca de passes.

Neto Baiano entrou no lugar de Gustavo, mas os erros se repetiam. As únicas chances de gol vieram em chute de Ramires, arriscando de fora da área, e em investida de Emerson pela esquerda.

Para complicar, o time não conseguiu trabalhar a bola aérea, tão necessária com a presença de Neto Baiano. Quanto mais insistia, mais o Remo cometia deslizes. Aos 33’, o castigo definitivo: William Rocha escorou rebote de Vinícius e marcou o segundo, sacramentando a vitória mineira.

Até havia tempo para reagir, mas o Remo não distribuía o jogo e nem tinha fôlego para enfrentar a eficiente marcação do Tombense. Adeilson e Everton ainda desperdiçaram oportunidades claras para ampliar.

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Avaliações do técnico não explicam a má jornada

Na entrevista pós-jogo, Márcio Fernandes reconheceu que o Remo atuou muito mal, sem esboçar ligação entre os setores. Atribuiu a má jornada à falta de Garré explorando o lado esquerdo do ataque. Em parte, tem razão. Mas a saída de Garré não explica tudo. O time vem em queda técnica desde o Re-Pa, demonstrando extrema dificuldade em produzir jogo ofensivo.

O certo é que as falhas do Remo foram evidenciadas pela afinação do Tombense. Acrescente-se a isso um comportamento pouco vibrante quando era necessário ter arrojo. A torcida – mais de 20 mil pessoas presentes – reclamou, com razão, da lentidão e do excesso de passes improdutivos.

Resultado justo, que premiou o time mais ajustado e com nervos no lugar. No Remo, Ronaell e Ramires foram os mais produtivos. A zaga, sempre elogiada, não atuou bem e expressou a insegurança dos demais setores.

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RBA vai exibir jogo do Papão contra São José

A RBATV transmite sábado, 3, a partir das 17h, o jogo entre São José e PSC, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. A partida é válida pelo grupo B da competição.

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Esses goleiros famosos e suas frases imortais

Goleiros sempre foram considerados seres especiais no universo da bola. Alguns, ao longo da história, eram vistos até como meio fora de órbita. Esse espírito meio atormentado, sempre sujeito a julgamentos e vaias, desemboca em atitudes inusitadas.

Diego Alves, anteontem, após pegar um pênalti e ser aplaudido pela torcida do Flamengo no Maracanã, pareceu lamentar a própria razão de existir:

“A torcida tem um carinho por mim especial e eu por eles. Eles são soberanos, têm que mostrar a insatisfação deles, mas entramos no campo sem querer errar. Infelizmente somos humanos, mas futebol é isso”.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 02)