Celeste Olímpica cai nas penalidades

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Peru é último classificado para as semifinais da Copa América. Em jogo travado e de pouca inspiração hoje (29) na Arena Fonte Nova, em Salvador, os comandados de Ricardo Gareca contaram com a ajuda do Árbitro de Vídeo (VAR, na sigla em inglês), seguraram o 0 a 0 no tempo normal e bateram o Uruguai por 5 a 4 nos pênaltis. Luis Suaréz foi o único a desperdiçar a cobrança.

Desta forma, a seleção peruana enfrenta o Chile na semifinal da competição, quarta-feira (3), às 21h30 (de Brasília), na Arena do Grêmio. Do outro lado da chave, Brasil e Argentina duelam por vaga na decisão. A partida acontece um dia antes (terça), no mesmo horário.

O primeiro tempo decepcionou. Com muitas disputas e pouca inspiração, ambas as equipes sofreram para colocar a bola no chão e trocar passes e foram aos vestiários sem apresentar grandes chances. A melhor oportunidade que valeu, de fato, já que o VAR anulou um gol de Arrascaeta por impedimento de Nández no começo da jogada, foi de Cavani. O atacante recebeu passe em profundidade, bateu cruzado, mas esbarrou em defesa de Gallese.

O jogo burocrático e a sucessão de erros foram minando a alegria da torcida. E também do técnico Ricardo Gareca, que ficou à beira do gramado reclamando e gesticulando, principalmente com Cueva e Yotún. As gotas de lucidez das seleções eram Bentancur de um lado e Guerrero de outro, mas as vaias foram inevitáveis depois de 47 minutos sem grandes emoções.

Depois de um primeiro tempo morno, em que Arrascaeta teve um gol anulado pelo VAR, o Uruguai até ensaiou uma melhora no segundo tempo, controlou mais a seleção peruana e anotou outros dois gols, com Cavani e Suárez. Acontece que os atacantes estavam em posição irregular e a tecnologia tratou de agir.

Ramones, a história de um disco clássico

Poucos meses após lançar “Leave Home”, o Ramones soltou seu terceiro álbum, “Rocket To Russia”, que além de ser um dos mais aclamados trabalhos da banda, é um dos discos mais emblemáticos do rock moderno, principalmente no universo punk.

A fórmula é a mesma: a mistura de letras simples com acordes escassos e mais simplistas ainda, letras que transitavam entre a delinquência e o romantismo com a maior facilidade do mundo, e muita energia. Aliás, essa energia pode ser notada tanto em temas de protesto como em outros mais dançantes.

Se o primeiro disco e o segundo chocaram o mundo, o terceiro chegou para afirmar que o Ramones não era apenas uma promessa. Praticamente todas as músicas que fazem parte do álbum se tornaram clássicas, e seria injusto destacar apenas uma em um disco que tem hinos do calibre de “Cretin’Hop”, “Rockaway Beach”, “Teenage Lobotomy”, “We’re A Happy Family”, “Ramona”, a grudenta e inesquecível “I Wanna Be Well”, “Locket Love”, “I Don’t Care” e a melancólica “Here Today, Gone Tomorrow”.

Como meu negócio é falar de música e não bater os martelos da lei, não dá pra negar que “Sheena Is A Punk Rocker” está num patamar elevado, ocupando o lugar de músicas imortais como “I Wanna Be Sedated”, “Blitzkrieg Bop”, “Pinhead” ou “The KKK Took My Baby Away”. De longe, a música é uma das que melhor encarna o espírito ramônico.

Desde os primeiros acordes até os últimos riffs, “Rocket To Russia” sintetiza bem o que é o som do Ramones e mostra que não foi necessário ir além das “três notas” para conquistar o mundo. Até os dias de hoje, é um dos preferidos por parte da legião de fãs e da crítica. Influente, necessário, fundamental em toda e qualquer discografia.

Faixas:

“Cretin Hop” 
“Rockaway Beach” 
“Here Today, Gone Tomorrow”
“Locket Love”
“I Don’t Care”
“Sheena Is a Punk Rocker”
“We’re A Happy Family”
“Teenage Lobotomy”
“Do You Wanna Dance?”
“I Wanna Be Well”
“I Can’t Give You Anything” 
“Ramona” Ramones 2:38
“Surfin’ Bird” 
“Why Is It Always This Way”

Formação:

Joey: vocal
Johnny: guitarra
Dee Dee: baixo
Tommy: bateria

Papão empata e frustra galera

POR GERSON NOGUEIRA

Com amplo controle das ações nos dois tempos, o PSC pecou pela falta de agressividade e teve que se contentar com um empate (0 a 0) com o aplicado Ypiranga, sexta-feira à noite, na Curuzu. Era o jogo que os bicolores avaliavam como oportunidade ideal para sacramentar o salto na tabela de classificação após a vitória no Re-Pa. Quem esperava uma equipe mais leve e confiante acabou se frustrando.

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A frustração começou com a baixa presença ofensiva no primeiro tempo. Mesmo tomando as iniciativas e buscando cercar a zaga do visitante, o Papão praticamente não criou situações perigosas. O Ypiranga, mesmo encolhido, saía com mais agressividade para o ataque. Fidélis bateu forte, de longe, aos 10 minutos. Depois, Marco Antonio também arriscou chute traiçoeiro.

No Papão, as melhores situações surgiram no fim da primeira etapa, com um cabeceio de Nicolas, aos 40’, e uma falta cobrada por Tiago Luís com a perícia habitual no minuto final. O rendimento frustrou a torcida, que vaiou alguns jogadores.

O time gaúcho repetiu quase que à risca a mesma distribuição tática que lhe garantiu o empate contra o Remo, no Mangueirão. Armou duas linhas de quatro, marcou com até dez jogadores em seu campo e não descuidou um só momento. O plano era não perder e a execução foi perfeita.

Para dar mais força ao setor ofensivo, Hélio dos Anjos substituiu Leandro Lima pelo novato Wesley Pacheco no segundo tempo. O time até mostrava disposição para tentar sufocar o Ypiranga, mas não conseguiu superar a forte marcação.

Tiago Luís só aparecia de vez em quando, Nicolas também se enroscava nos defensores e apenas Diego Matos parecia inspirado nas arrancadas pelo lado esquerdo. Aliás, ele e Perema foram os protagonistas dos ataques mais agudos do Papão nos 46 minutos finais.

Diego bateu cruzado, com efeito, quase enganando o bom goleiro Deivity, aos 36 minutos. Logo em seguida, um cabeceio fulminante de Perema após o escanteio quase garantiu a vitória. O goleiro pegou no susto.

Na prática, o Papão foi o mesmo de outras partidas nesta Série C. Dispersivo quando tem a bola em seu poder e pouco ágil quando precisa recuperar a posse. Os problemas mais sérios continuam localizados no meio-de-campo e no ataque.

A presença de Wesley abriu a perspectiva de um ataque mais forte, com Nicolas e Tiago Luís tendo com quem dialogar à entrada da área. Elielton, como de praxe, mostrou esforço e correria, mas sofreu ao ser obrigado a furar o bloqueio defensivo pela direita do ataque. Foi substituído por Pimentinha, que pouco acrescentou.

Hélio dos Anjos já conseguiu resgatar a autoestima do grupo a partir do triunfo sobre o maior rival, mas as dificuldades naturais da competição irão exigir que tire mais coelhos da cartola. Do jeito como o time continua a se distribuir em campo, os problemas parecem insanáveis, principalmente quando atua dentro de casa e precisa propor o jogo.

O empate não foi trágico, pois mantém o PSC no G4, mas foi um resultado frustrante e ruim por permitir a aproximação de equipes que tentam reagir na competição.

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Messi tem lampejos e Argentina vai à semifinal

Quem viu a pedreira que foi o confronto entre Venezuela e Argentina, com pressão permanente da equipe de Dudamel no campo de ataque, deve ter pensado que o futebol sul-americano está mesmo de pernas pro ar. E, obviamente, lembrou a frase proverbial: não há mais bobo em futebol.

Há dez anos, a Venezuela era o saco de pancadas oficial do continente. Não ganhava de ninguém e era normalmente lanterna na Copa América e nas Eliminatórias Sul-Americanas.

O time foi eliminado, mas vendeu caro a derrota. O que mais impressiona é a boa distribuição em campo e o crescimento técnico dos jogadores, quase todos atuando por equipes europeias.

Por outro lado, a trôpega Argentina fez sua melhor apresentação na Copa América e até Messi pareceu sair da lentidão que vinha mostrando. Fez pelo menos quatro grandes jogadas, incluindo um passe açucarado para Aguero, que perdeu o gol ao se desequilibrar dentro da área.

O placar foi construído em jogadas rápidas e bem ao estilo de dribles e soluções surpreendentes do futebol argentino. Lautaro Martinez foi o homem responsável por abrir a defesa venezuelana com um toque de letra no lance do primeiro gol.

Vai ser duro para o Brasil de Tite encarar o velho rival, novamente motivado, na semifinal de terça-feira em Belo Horizonte.

O outro classificado da sexta-feira foi o Chile, atual campeão continental, que passou nos penais pela Colômbia, após sofrer bastante no tempo normal com os caprichos detalhistas do VAR, que anulou dois gols da equipe de Vidal. É outro time que pode aprontar na reta final.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Tudo sobre as rodadas das Séries C e D.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 30)