Urgente: STF confirma julgamento do habeas corpus de Lula nesta terça

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O Habeas Corpus (HC) que discute a suspeição de Sergio Moro e pode colocar Lula em liberdade será julgado pela segunda turma do Supremo Tribunal Federal na terça (25). A informação foi confirmada pelo GGN junto à defesa do ex-presidente.

Na manhã desta segunda (24), a jornalista Mônica Bergamo informou que o julgamento seria adiado para agosto, porque a ministra Cármen Lúcia teria inserido o item no último lugar da lista com 12 ações para serem apreciadas pela turma.

Segundo a jornalista, era um indicativo de que não haveria tempo hábil para concluir a discussão, já que apenas o voto de Gilmar Mendes tem mais de 40 páginas.

À tarde, a defesa de Lula peticionou ao STF requerendo prioridade para o HC, cujo julgamento começou em dezembro de 2018. Ele estava suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes, que devolveu o processo em 10 de junho – 1 dia após o Intercept iniciar a série de vazamentos contra a Lava Jato.

Após a repercussão da notícia de que o julgamento do HC de Lula seria adiado, a ministra Cármen Lúcia divulgou nota sustentando que não tinha competência para excluir o item da pauta. Além disso, segundo a magistrada, a divulgação da pauta não determina a ordem do chamamento dos processos durante a sessão.

O HC já foi rejeitado por Cármen Lúcia e Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Faltam votar os ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar.

Veja a nota completa abaixo.

Escolhida para a Presidência da Segunda Turma com exercício somente a partir de 25/06/2019, esclareço que:

1) não incluí nem excluí processos para a sessão de amanhã, sequer tendo assumido, ainda, o exercício da Presidência, nos termos regimentais;

2) em todas as sessões, é dada preferência e a prioridade aos habeas corpus determinada pelo Ministro Relator ou pelo Ministro Vistor;

3) a divulgação da pauta não orienta o chamamento de processos na sessão, seguindo a prioridade dos casos, a presença de advogados ou outro critério legal;

4) todo processo com paciente preso tem prioridade legal e regimental, especialmente quando já iniciado o julgamento, como nos casos de vista, independente da ordem divulgada.

Ministra Cármen Lúcia

Trivial variado da terra do dito pelo não dito

“Moro pediu desculpas ao MBL por uma mensagem que não sabe se enviou? É isso mesmo?”. Guilherme Boulos

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“Tudo que era ‘apartidário’, ‘pelo bem do Brasil’ e ‘nem direita nem esquerda’ em 2018 se elegeu sendo partidário de direita. Não caia nessa balela: política tem lado e é preciso dar nome aos bois. Por sinal, quem cai nessa apolitização é gado!”. João Gabriel Prates

“O pior, o mais insensível, o mais cruel e o mais mentiroso argumento para defender as reformas neoliberais que tem sido feitas em nome do capital é a de que o país precisa que seu povo trabalhe mais. Um argumento quase eugênico que busca estereotipar o trabalhador como preguiçoso”. Eduardo Moreira

“Nos governos do PT, o Brasil encontrava-se na lista dos países democráticos voltados a inclusão social e com Bolsonaro passou a fazer parte do grupo dos 10 países piores do mundo para os trabalhadores ganharem a vida. Receita neoliberal é infalível contra os que vivem do trabalho”. Marcio Pochmann

“Teori era o 6º juiz que formava maioria contra Moro no STF, também relator da Lava Jato no supremo.Uma decisão dele mataria a operação no nascedouro e seria confirmada pelo plenário. Aí o avião dele caiu na véspera da decisão que tiraria de Moro o controle da operação”. Magna Moreira

“Sabem por que ‘adiaram’ o HC de Lula, que vai continuar injustamente preso no inverno de Curitiba? Porque não nos convocaram para ir às ruas aos milhões. Porque não cobramos suficientemente que as lideranças (?) nos convocassem para tal. Falhamos miseravelmente”. José Antonio Toledo

“Eu queria entender como Youssef é condenado e solto por Moro no caso do Banestado, depois pega 122 anos na Lava Jato e tá livre”. Maria Carvalho

“O Supremo, assim como o STJ, assim como o TRF-4, assim como a imprensa, foram todos coniventes com essa operação. A operação era prender o Lula e impedir qualquer atividade política dele”. Samuel Pinheiro Guimarães

“Sim, há três anos digo que Lula é nosso Caso Dreyfus. E agora, com Lula preso, Glenn é mil vezes mais claro do que Zola em seu ‘J’accuse’ e de nada adianta? O mundo inteiro denuncia a sordidez e aqui não se faz nada? O Brasil quer mesmo virar um pária na comunidade das nações?”. Marcelo Backes

A vitória da redenção

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POR GERSON NOGUEIRA

O triunfo sorriu para quem mais precisava dele. O PSC deu mostras de determinação desde os primeiros minutos. Foi extremamente aplicado nas providências para tirar o Remo da zona de conforto e a marcação alta exercida nos 20 minutos iniciais provou o acerto da estratégia. O controle do jogo foi bicolor na maior tempo e o gol da vitória veio no 2º tempo, ironicamente quando reinava equilíbrio e a dinâmica ofensiva do PSC já não era tão intensa.

Clássicos dependem muito de atitude das equipes. Cautela excessiva logo de cara em geral indica pouco interesse na vitória. Quem toma a iniciativa tem a vantagem de impor o ritmo e assumir o controle. Foi mais ou menos o que se passou ontem à noite, no estádio Jornalista Edgar Proença.

Insistente na pressão sobre a saída de bola do Remo, o PSC predominava no campo de ataque, mas não aproveitava as oportunidades surgidas. Quase não incomodou o goleiro Vinícius. Sem centroavante fixo, o Papão começou apostando nas arrancadas de Elielton, com aproximação de Tiago Luís e Nicolas. Tiago Primão exercia (bem) o papel tático de resguardar os avanços de Elielton ajudando a fechar a meia-cancha.

Como o Remo jogava abraçado à cautela e aparentemente mirando no empate como bom resultado, o PSC foi se sentindo cada vez mais à vontade, dentro dos limites planejados por Hélio dos Anjos. Dessa maneira, Uchoa arriscou de fora da área, assustando o goleiro Vinícius. Depois, Tiago Luís mandou tiro cruzado, mas a bola subiu muito.

Outro bom momento foi quando Leandro Lima bateu escanteio, Nicolas raspou de cabeça e Micael quase alcançou a sobra no segundo pau. E Elielton ainda desperdiçou um contra-ataque precioso, tentando levar a bola sozinho tendo Tiago Luís livre ao seu lado.

O Remo quase não incomodava e, quando atacava, Emerson e Gustavo não acertavam o passo. Carlos Alberto mostrava-se distante da área e Garré, substituto de Douglas Packer, fracassava na missão de comandar a transição.

Na etapa final, Hélio dos Anjos trocou Leandro por Diego Rosa, mas não alterou o sistema. Márcio Fernandes, ao contrário, trocou Garré por Djalma e mexeu na articulação. Fortaleceu a marcação, mas perdeu em criatividade, reforçando a impressão de que estava satisfeito com os rumos da partida. Garré não atuava bem, mas com Djalma o time ficou mais preso à marcação.

Curiosamente, o Remo teve duas excelentes oportunidades para abrir o placar. Um rebote na pequena área caiu nos pés de Carlos Alberto, que finalizou mal. Depois, o próprio meia arriscou da entrada da área, mas Mota espalmou para escanteio.

Emerson, improdutivo na frente, foi então substituído por Marcão Santana. E, por quase 30 minutos, Fernandes manteve o Remo apenas cuidando de bloquear e eventualmente chegar pelos lado, com Vançan e Gustavo. Mas a mexida fundamental, na articulação, só aconteceu quando o PSC chegou ao gol.

A jogada nasceu de um escanteio cobrado por Tiago Luís pela direita do ataque. O cruzamento veio baixo e Uchoa tentou o cabeceio, mas perdeu o tempo da bola. Na sequência, Micael tocou de leve com o calcanhar e deu um passe precioso para Uchoa encher o pé, sem defesa para Vinícius.

Em desvantagem, Fernandes tirou Marcão e botou Packer em campo. Só então o Remo teve alguma coordenação e lucidez nas saídas para o ataque, mas não havia mais tempo para muita coisa.

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Após a partida, Hélio dos Anjos observou que clássico é algo especial, que deve ser levado muito a sério sempre. No extremo oposto, Márcio Fernandes entendeu que o jogo não muda muita coisa, nem chega a ser um divisor de águas.

Ponto para Hélio. O Re-Pa não é jogo normal, deve ser sempre observado como algo muito especial. O PSC encarnou essa compreensão e saiu vitorioso. Com méritos.

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E, de repente, tudo vira do avesso

De time que amargava jejum há oito partidas, o PSC se transformou em 90 minutos no time que está invicto há quatro jogos. O Re-Pa tem o condão de virar tudo do avesso, inclusive mudando realidades e perspectivas.

Em quarto lugar no grupo B, o Papão encurtou também a distância para o maior rival. Antes do clássico, o Remo tinha cinco pontos de vantagem. Essa gordura caiu para apenas dois pontos.

Tudo volta ficar em aberto para o segundo turno e a próxima rodada pode permitir até uma ultrapassagem do PSC. Caso os bicolores vençam o Ypiranga, no Mangueirão, e o Remo não pontue em Varginha, a situação se inverterá.

Confirma-se, mais uma vez, a certeza de que o Re-Pa é apaixonante e intenso, capaz de reabilitar quem parecia desconectado e interromper uma campanha que se mostrava exitosa.

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Pantera e Tubarão chegam às oitavas na Série D

O São Raimundo empatou fora de casa e garantiu classificação. O Bragantino perdeu em Fortaleza, mas também passou à próxima etapa da Série D. Os dois representantes paraenses tiveram atuações que permitiram a classificação, a partir das vitórias nos jogos de ida.

Na próxima etapa, o São Raimundo encara o Manaus-AM e o Braga pega o Floresta-CE. Desafios complicados, mas a dupla tem condições de seguir em frente.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 24)

Brasil se despede da Copa pelos pés de Henry

Não deu para o Brasil. Apesar de bastante intensidade, uma atuação coletiva em alto nível e o flerte com a virada de placar, a seleção brasileira perdeu hoje (23) para a França por 2 a 1, já na prorrogação, no estádio Océane, em Le Havre, pelas oitavas de final da Copa do Mundo feminina, e deu adeus à competição, sendo eliminada justamente pelas anfitriãs. O jogo foi agitado do início ao fim com chances de gol para ambas as equipes. O Brasil pecou individualmente; e foi assim que a França balançou as redes. As donas da casa, por sua vez, se atrapalharam enquanto coletivo, dando brechas para rápidas e envolventes subidas canarinhas ao ataque.

Gauvin abriu o placar, e Thaisa empatou, levando o jogo à prorrogação. Foi então que Henry aproveitou bola aérea e chutou no canto esquerdo de Barbara para selar a eliminação brasileira. Agora nas quartas de final de final, em jogo previsto para a próxima sexta-feira (28), no estádio Parc des Princes, a França encara o vencedor do embate entre Espanha e Estados Unidos, que se enfrentam amanhã (24), às 13h (horário de Brasília), no estádio de Reims. Tricampeãs, as estadunidenses chegam como favoritas.

Ainda que lançando mão de uma escalação considerada “tradicional”, o Brasil foi além do óbvio com a bola rolando. Com bastante intensidade, a equipe se destacou ofensivamente em contra-ataques e principalmente nas jogadas laterais. No decorrer do segundo tempo, Vadão inclusive colocou o time para o ataque — exemplo principal foi a substituição de Formiga por Andressinha.