Barcelona encaminha a volta de Neymar

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Segundo o site Globoesporte.com, Neymar está perto de voltar ao Barcelona após duas temporadas no Paris Saint-Germain. De acordo com a reportagem, o clube catalão tem conversado com o estafe do atacante brasileiro, e a negociação pode sair já na próxima janela de transferências, que abre em julho.

Ainda segundo o portal, o Barcelona pagaria cerca de 100 milhões de euros (R$ 436 milhões) ao PSG, que, por sua vez, poderia receber atletas, sendo os principais nomes Rakitic, Dembelé e Umtiti. Há dois anos, o PSG pagou 222 milhões de euros para tirar Neymar do Barcelona.

O presidente do clube francês, Nasser Al-Khelaifi, concedeu uma entrevista à revista France Football, na qual comentou a situação de Neymar e de Mbappé. “Estou 200% seguro de que Mbappé continuará no PSG na próxima temporada”. Já sobre Neymar, enfatizou: “Ninguém o obrigou a assinar com a gente”.

Em meio a uma janela de transferências movimentada e com muitas sondagens pelas maiores estrelas do Paris Saint-Germain, Mbappé e Neymar, o presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, concedeu uma entrevista à revista France Football em que comentou a situação dos dois jogadores.

Sobre o jovem de 20 anos e campeão do Mundo continuar no Campeonato Francês, afirmou: “Estou 200% seguro de que Mbappé continuará no PSG na próxima temporada”. Já sobre Neymar, enfatizou: “Ninguém o obrigou a assinar com a gente”.

“Quero jogadores dispostos a dar tudo para defender a honra da camisa e se unir ao projeto do clube. Aqueles que não querem ou não entendem, conversaremos. Existe um contrato que deve ser respeitado (assinado até 2022), mas agora a prioridade é nosso projeto. (…) Ninguém o obrigou a assinar com a gente. Ninguém o empurrou. Ele veio sabendo que participaria de um projeto”, completou sobre o brasileiro.

Quanto a Mbappé, o tom da conversa é positivo: “Ele quer participar do nosso projeto de crescer com a equipe, com o clube. Mas lhe expliquei que não se pede responsabilidades. Deve correr atrás delas, às vezes arrancá-las. Como é muito inteligente, estou seguro de que ele entendeu. (…) Continuará no PSG no ano que vem? Não estou 100% seguro, estou 200%! Eu não vou deixar esse cara ir”.

COL explica renda recorde em jogo da Seleção com ingresso VIP a R$ 2.043

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O Comitê Organizador Local da Copa América explicou hoje como o jogo da seleção brasileira na abertura da Copa América teve renda recorde de mais de R$ 22 milhões. Segundo nota enviada ao UOL Esporte, o total divulgado inclui a verba arrecadada com hospitalidade. Os ingressos para a zona VIP, de acordo com o comunicado, tiveram média de R$ 2043. O COL afirma que pouco mais de R$ 6 milhões foram arrecadados apenas com os ingressos VIPs e que esse preço inclui outros serviços, como bebida e comida.

A organização ainda divulgou que a carga total de ingressos a venda foi de 60.340, com 51.587 bilhetes emitidos. Descontando os ingressos de camarote, o ticket médio do jogo, então, passaria para R$ 368,47. O UOL Esporte manteve contato por três dias seguidos com o COL em busca de uma explicação para o recorde, mas não obteve resposta desde então. Essa foi a primeira manifestação oficial da organização. (Do UOL)

“Neon Genesis Evangelion” e “Dark” são atrações da semana na Netflix

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Todas as semanas, a Netflix adiciona novas filmes e séries ao catálogo, oferecendo sempre novas opções de conteúdo para seus assinantes, e é sempre bom saber o que vem por aí no serviço. Por causa disso, o Olhar Digital selecionou as principais estreias previstas para os próximos dias na plataforma de streaming.

A elogiada série “Dark” ganha uma segunda temporada, que entra no catálogo da Netflix a partir de sexta-feira, 21. Além da nova leva de episódios da produção alemã, o serviço também vai adicionar nos próximos dias o anime clássico Neon Genesis Evangelion, com todos os episódios produzidos para a TV e também os dois filmes que concluem a série original dos anos 90.

Confira abaixo as principais novidades da Netflix entre os dias 17 e 23 de junho de 2019:

Séries

  • Ad Vitam (21/06)
  • Dark – temporada 2 (21/06)
  • Go! Viva do seu jeito – temporada 2 (21/06)
  • Neon Genesis Evangelion (21/06)
  • Pompas Fúnebres em Família – temporada 2 (21/06)
  • Professor Iglesias (21/06)

Filmes

  • Hip-Hop Beats (19/06)
  • Neon Genesis Evangelion: Death & Rebirth (21/06)
  • The End of Evangelion (21/06)

Documentários e especiais

  • Adam Devine: Best Time of Our Lives (18/06)
  • Democracia em Vertigem (19/06)
  • Garotas no Cárcere – temporada 2 (21/06)
  • The Confession Tapes – temporada 2 (21/06)

Um tiro na Lava Jato

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Por Gaudêncio Torquato

Mais uma vez, o Senhor Imponderável dos Anjos faz uma visita ao nosso roçado político-institucional. Desta feita, para dar um susto no aclamado ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sérgio Moro, e puxar o tapete onde desfila, impávido, um dos mais estridentes acusadores da Operação Lava Jato, o procurador do Ministério Público, Deltan Dallagnol. As duas midiáticas figuras tiveram conversas publicadas no site The Intercept Brasil, criado pelo jornalista investigativo norte-americano Glenn Greenwald, também conhecido por ter ajudado o ex-analista de sistemas Edward Snowden a revelar informações secretas da Agência de Segurança Nacional dos EUA.

O vazamento puxa para baixo do alto pedestal o ex-juiz Moro, cuja interlocução com Dallagnol aponta para certa combinação de comportamentos. Ora, nem o julgador nem o acusador podem ajustar posicionamentos sobre casos em investigação, muito menos anunciar eventuais caminhos a seguir. Foi o que aconteceu no caso da investigação do ex-presidente Lula, quando Dallagnol tinha dúvidas sobre a solidez de provas contra ele na primeira denúncia em 2016. Houve uma espécie de consulta ao juiz, que teria sugerido ao procurador seguir em frente.

Estrela mais brilhante da constelação Lava Jato, Moro ganhou aplausos da sociedade. Tornou-se ícone da Moral, a ponto de ser elevado ao patamar de presidenciável,  posição que deve sustentar seja qual for o desfecho do caso do vazamento. Conseguirá o ex-juiz se livrar da enroscada em que foi jogado por hackers que teriam invadido a rede Telegram de membros do MP? Há grande expectativa sobre o resultado das investigações que começam a ser feitas pela PF (sob o comando de Moro). A depender de novas mensagens prometidas pelos “invasores”, o imbróglio tem potencial para ir longe.

A frente política faz barreiras contra o ex-juiz. Parlamentares tentam formar uma CPI para apurar ilicitude em sua conduta, mas os presidentes da Câmara e do Senado se opõem. Moro era uma pedra no sapato de políticos envolvidos em embaraços.  Portanto, há interesse em fechar a torneira da Lava Jato.

O que pode acontecer? Vejamos: a) comprovação de atitudes antiéticas e reprimenda ao ministro, sem maiores consequências; b) anulação das decisões do juiz pelo STF, com os votos da maioria do plenário (mas como ficariam as condenações nas instâncias superiores?); c) saída de Moro do ministério. Qual seja o desfecho, a imagem do ministro da Justiça está arranhada. A chance de chegar ao STF perde força. Outro lado da historia: seu exército de admiradores fará contundente defesa nas redes sociais, enfrentando as linhas de opositores lideradas pelo PT, com sua trombeta denunciando sua parcialidade.  Fora ou dentro do governo, Moro não perderá a condição de “guerreiro da moral”, permanecendo no ranking presidencial de 2022.

Quanto a Dallagnol, as alternativas são: a) apuração da conduta pelo CMP, com afastamento do cargo na Lava Jato; b) ligeira reprimenda, sem maiores consequências. O juiz e o procurador levantam a tese do crime de “invasão de privacidade”, a par do fato de que a interlocução, com frases apartadas do contexto, não aponta para combinações.

O maior ganho será de Lula, cuja posição de vítima de perseguição por parte de Moro e dos procuradores será esbravejada pelo PT. Lula tende a reocupar o centro do oposicionismo, enquanto a galera das ruas fará eco à sua condição de injustiçado. Se continuar preso, terá reforçada a pressão por  liberdade. Se não for condenado em 2ª instância no caso do sítio de Atibaia até setembro, adquire o direito de prisão em regime semiaberto ou domiciliar. O PT, glorioso, antecipa o discurso eleitoral de 2022.

Quanto ao presidente Bolsonaro, a inferência é a de que o tiroteio sobre o ministro da Justiça, um dos dois maiores pilares da administração – o outro é o ministro Paulo Guedes -, abre fissura no costado governamental, mas não compromete sua imagem. E o futuro? Há duas visões: a) com a imagem arranhada, Moro perderia a nomeação ao Supremo em novembro de 2020, quando Celso de Melo se aposentar; b) Bolsonaro bancará a promessa, tirando-o do páreo presidencial. O fato é que o ministro continuará a ter o apoio social, podendo até arriscar-se a um voo solo na direção do Palácio do Planalto.  Difícil adivinhar para onde a biruta apontará.

Resumo: seja qual for a trajetória de Moro e Dallagnol, a Lava Jato levou um tiro.

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Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

Pelé x Di Stéfano, um duelo tão esperado quanto a revanche que nunca veio

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Por Breiller Pires, no El País

De um lado, o Real Madrid e seu ataque dos sonhos, que reunia GentoPuskas e Di Stéfano. Do outro, a formação embrionária do time que levaria o Santos a suas maiores glórias, liderada pelo jovem Pelé. Com o estádio Santiago Bernabéu praticamente lotado, aquele seria um confronto que jamais se repetiria. Dois times quase imbatíveis, dois craques no auge da forma. Em 17 de junho de 1959, aconteceu o jogo mais aguardado de uma época em que o futebol sul-americano ainda rivalizava de igual para igual com o europeu. O dia em que o Santos sucumbiu à categoria de Di Stéfano. E Madri se encantou de vez por Pelé.

Embora se tratasse de um amistoso, promovido em homenagem a Miguel Muñoz, que mais tarde se tornaria um dos treinadores mais longevos do Real Madrid, o que estava em jogo era o título imaginário de melhor time do mundo. Os anfitriões tinham acabado de levantar sua quarta taça consecutiva da Europa. Aos 32 anos, o argentino Alfredo Di Stéfano já empilhava prêmios individuais: Bola de Ouro, quatro artilharias seguidas do Campeonato Espanhol e a façanha de ter marcado gols em todas as finais europeias disputadas pelo Real.

Hospedada no antigo hotel Alexandra, a delegação santista foi recebida com festa e cercada de expectativas na capital espanhola. No entanto, o técnico Lula não queria que seu time se deixasse levar pelo clima de oba-oba. Impondo rígida concentração, explicava aos atletas a necessidade de fazer marcação individual sobre o craque adversário. “Foi recomendado que tivéssemos cuidado com o ataque do Real Madrid, principalmente com o Di Stéfano. O time deles era quase perfeito”, relembra Pelé ao EL PAÍS.

O jogo começou ao feitio do Santos. Logo aos 10 minutos, Pelé acerta um chutaço de fora da área e abre o marcador para os visitantes. Porém, envolvidos pelas movimentações ofensivas do Real, o conjunto praiano sofre três gols em 20 minutos do atacante Mateos, que ofusca as estrelas em campo ao aproveitar assistências preciosas de Di Stéfano. No segundo tempo, os brasileiros reagem com Pepe, em violenta cobrança de um pênalti sofrido por Pelé. Administrando a vantagem, os donos da casa voltam a ampliar com Puskas, mergulhando de peixinho para testar a bola dentro da área. O Santos é valente e Pelé não se dá por vencido. Mais uma jogada do camisa 10, chute forte, o goleiro espalma e o rebote fica com Coutinho, 16 anos recém-completados, que empurra para as redes.

A poucos minutos do fim da partida, o cansaço castigava os alvinegros. Sentiam a pesada sequência de compromissos na excursão (14 jogos em 25 dias e seis países diferentes) e o ritmo imposto pelo Real Madrid. “Eu fiquei sabendo do jogo no Bernabéu dois dias antes”, conta o ex-atacante Pepe, segundo maior artilheiro do Santos depois de Pelé. “Era jogo atrás de jogo. Nós estávamos exaustos.” Aos 38, Di Stéfano, que passou em branco na partida, apresentou sua última pitada de genialidade aos torcedores merengues. Avançou pelo meio com a habitual elegância e descolou um passe milimétrico nos pés de Gento, que fechou o placar.

Apesar da derrota por 5 a 3, a apresentação no Bernabéu serviu para valorizar o passe dos jogadores santistas. Filho de espanhóis, Pepe recebeu propostas de Barcelona e Valencia. Ficou balançado, pois seu sonho era levar os pais de volta para a Espanha. No jogo seguinte, o Santos foi a Corunha enfrentar o Botafogo pelo tradicional Troféu Teresa Herrera. Em uma exibição de gala, venceu o time de Garrincha, Didi, Nilton Santos e Zagallo por 4 a 1. Depois da partida, Pepe, que marcara dois gols, pegou o trem rumo a uma pequena vila da Galícia, onde conheceu a avó materna. A ligação familiar com o país não foi suficiente para convencê-lo de trocar o Santos pelo futebol europeu. “Naquela época, a gente tinha um vínculo muito forte com o clube”, diz.

Diante do Real Madrid, conta Pepe, o parceiro Pelé foi “o Pelé de sempre”. Driblou, arrancou, chutou e lançou, justificando todas as expectativas em torno de seu nome. O então presidente do clube merengue, Santiago Bernabéu, passou pelo hotel Alexandra para visitá-lo, mas, embora encantado com seu futebol, concluiu que ele ainda era muito jovem. Mais tarde, o Real tentaria contratá-lo, mas sem sucesso. “Com 16 anos, fiz meu primeiro jogo como profissional do Santos e, ao longo da minha carreira, sempre tive propostas de outras equipes. Nunca aceitei porque me sentia bem no clube que me revelou”, afirma Pelé.

Se, por um lado, jogar na Europa não era sua obsessão, o Rei sonhava com uma revanche contra o Real Madrid. Aquela virada sofrida em Chamartín ficou entalada na garganta. Além do cansaço acumulado na excursão, o Santos também reclamava de outra penalidade em cima de Pelé, que teria sido ignorada pelo árbitro. O clube chegou a propor duelos aos espanhóis, que alegavam falta de brecha no calendário para realização da partida. Pelo tira-teima, Pelé e seus companheiros topavam até mesmo voltar ao Santiago Bernabéu, onde Pepe acabou atingido por uma garrafa que havia sido arremessada em direção ao bandeirinha e, por azar, o acertou na cabeça. “Dei sorte de não ter pegado em cheio. Mas, depois do jogo, os dirigentes do clube vieram me pedir desculpas. Fomos muito bem tratados em Madri.”

Em 1965, surgiu a oportunidade para o reencontro. Os dois times decidiriam a final do quadrangular em que haviam superado Boca Juniors e River Plate, em Buenos Aires. No entanto, o Real Madrid desistiu de disputar a partida e abriu mão do troféu para o Santos. “Nessa época, o Santos provou que era melhor time que o Real. Com todo o respeito, o que aconteceu na Espanha foi um acidente”, diz Pelé, ainda ressentido pela chance negada de dar o troco aos espanhóis. “A grande prova de que esse jogo [no Bernabéu] foi um presente para o Real Madrid é que sua diretoria nunca aceitou uma revanche.”

Enquanto os jornais espanhóis rendiam manchetes ao “esplêndido triunfo do Real Madrid”, as publicações no Brasil se curvavam à maestria de Di Stéfano, exaltando sua capacidade de jogar para equipe em contraponto a um Santos que jogava por Pelé. Em 2000, a FIFA elegeu o Real como maior clube do século XX. Depois daquele amistoso, sua geração de ouro conquistou mais uma Liga dos Campeões, uma Copa Intercontinental e outros quatro títulos do Campeonato Espanhol. “Acredito que o Santos foi melhor. Também ganhamos vários troféus pelo mundo”, pondera o Rei.

A equipe da Vila Belmiro ficou em quinto lugar na lista da FIFA. Passada a excursão em que somou 13 vitórias e cinco empates em 23 jogos na Europa, seu apogeu viria na década seguinte, quando faturou o bicampeonato das Copas Libertadores e Intercontinental, além de seis Brasileiros. Pelé e Di Stéfano nunca mais se enfrentaram. O argentino jamais disputou uma Copa, ao contrário do Rei, que ainda ganhou outros dois títulos mundiais com a seleção. A FIFA o reconheceu como o ‘Atleta do Século’, mas nenhum de seus feitos no futebol foi capaz de fazê-lo esquecer o jogo memorável em que Madri reverenciou duas majestades.

Obras entram em fase de finalização no Baenão

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Em declarações ao site Remo100porcento, a diretora de Patrimônio Aline Porto explicou as dificuldades encontradas na reta final das obras de reforma do estádio Evandro Almeida e dos prazos para entrega de laudos técnicos. A menos de um mês do jogo de reabertura, contra o Juventude, pela 11ª rodada da Série C, provavelmente no dia 7 de julho (domingo), os trabalhos entraram em fase de finalização.

As vistorias começam nesta semana e a diretora avalia que, numa escala e 0% a 100%, a obra de reforma já atingiu 95%. Mais de 9 mil ingressos-combo (ao preço de R$ 100,00) já foram vendidos antecipadamente. Aline Porto informou que o Baenão deverá receber uma visita técnica de representantes da CBF, que farão uma inspeção completa nas instalações do estádio.

Renda recorde da Seleção vira mistério

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A Copa América no Brasil começou com estádios vazios e rendas altas. Como é possível? Os preços dos ingressos são caros, com mínimo de R$ 120 (inteira) na maioria das partidas da primeira fase, o que explica os lugares vazios e valores milionários em jogos como Peru x Venezuela, sábado (15) em Porto Alegre, e Paraguai x Qatar, domingo (16), no Maracanã.

O grande mistério, e que até o momento o COL (Comitê Organizador Local) não explicou, é como a partida Brasil x Bolívia, na abertura sexta-feira (14), teve pouco mais de 46 mil pagantes e renda de incríveis R$ 22 milhões, a maior já divulgada no futebol brasileiro.

O valor médio do tíquete nos números anunciados do jogo do Morumbi foi de R$ 485, menor apenas do que a entrada mais cara vendida para o torcedor em geral nessa partida, de R$ 590 (inteira), a categoria 1. Havia bilhetes nos valores de R$ 360, R$ 260 e R$ 160, menores o que a média. O UOL Esporte questiona desde sexta-feira após a partida o COL para explicar a renda milionária, que não bate com os torcedores presentes no estádio, e qual foi a carga total colocada à disposição, mas até o momento não houve resposta.

Uma das possibilidades é a de que o valor tenha incorporado a receita de pacotes de hospitalidade, com ingressos para camarotes e áreas VIP, muitas delas compradas por patrocinadores da Conmebol e da competição. Não é comum que torneios de seleções como a Copa América divulguem renda de partidas específicas, apenas uma receita total ao fim do torneio, englobando áreas de hospitalidade — é o que a Fifa faz na Copa do Mundo, por exemplo.

Há preocupação na cúpula da Conmebol com os estádios vazios. O Blog do Rodrigo Mattos revelou que será feita uma cobrança ao COL, isso porque as duas partidas com pior venda para a primeira fase ainda nem ocorreram — Bolívia x Venezuela, dia 22 de junho, e Equador x Japão, dia 24 de junho, ambos no Mineirão, que não chegavam a 5 mil entradas negociadas ao fim da semana passada. A diretoria do COL apostava que o início da Copa América, e a paralisação do Campeonato Brasileiro, que teve rodada até a véspera da abertura, fariam com que os torcedores se animassem em comprar ingressos para a competição de seleções, mas até o momento isso não ocorreu. (Transcrito do UOL)

#VazaJato ressuscita dúvidas sobre morte de Teori e facada em Bolsonaro

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O Intercept trouxe à realidade as provas da já conhecida manipulação da Lava Jato para fins políticos. Agora ficou documentalmente provada a conspiração Globo-Lava Jato para derrubar Dilma e, à continuação, prender Lula para tirá-lo da eleição de 2018 e deixar o caminho livre para a viabilização do projeto de poder da extrema-direita entreguista e liquidacionista.

A descoberta dessa farsa brutal, que já ficou comprovada em apenas 3% do total de dados e informações que o Intercept ainda tem por revelar, incrimina agentes da PF, FFAA, ministério público, grupos empresariais, judiciário [do 1º grau ao STF], políticos e, naturalmente, a Rede Globo.

Restou evidente que pelo menos nos últimos 5 anos [desde o início da Lava Jato, em 2014], uma engrenagem secreta atua no Brasil com características mafiosas, à margem do Estado de Direito e articulada com os norte-americanos. O diálogo entre os traidores e conspiradores Deltan Dallagnol e Sérgio Moro deixa claro a associação ilegal deles com agentes dos EUA.

Essa engrenagem possui uma inteligência estratégica de coordenação, monitoramento e planejamento de cada passo dado em todo esse período.

A conspiração se desenrola no palco de uma guerra híbrida e combina o emprego de armas cibernéticas, táticas militares diversionistas, manipulação midiática, institucionalização de mentiras falsas e disseminação de ódio.

A subversão do Estado de Direito e a instalação do regime de exceção foi essencial para a consecução dos arbítrios e atropelos que passaram a ser “admitidos” como um “novo normal”; como a “nova” justiça do Estado paralelo do Partido da Lava Jato.

A mentira grotesca, a “novilíngua”, a manipulação da realidade é o método por excelência dos conspiradores. A não-verdade, o não-acontecimento e a negação da realidade factual são variantes desse método.

O escancaramento da conspiração Globo-Lava Jato, a par de provar os crimes de Moro, Dallagnol e procuradores da Lava Jato, também pôs a nu os métodos e ações empregados pelo esquema mafioso para remover do caminho qualquer obstáculo ao projeto de poder desta máfia.

É ocioso discorrer as inúmeras circunstâncias em que nos confrontamos com realidades paralelas, distópicas, delirantes geradas pela central de inteligência da conspiração Globo-Lava Jato.

Por isso agora ressuscitaram as dúvidas sobre o suposto acidente aéreo que causou a morte do juiz do STF Teori Zavascki em janeiro de 2017, assim como a suposta facada no então candidato Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

Tratam-se de 2 fatos rumorosos, encobertos por um véu nebuloso e cujas apurações carecem de transparência e estão longe de fornecer explicações lógicas, coerentes e plausíveis.

Abundam mistérios – ou coincidências, para ser diplomático – acerca de Adélio Bispo, o autor da suposta facada em Bolsonaro. Tratam-se de “mistérios” relevantes. Acerca da morte do Teori, basta citar a suspeita lançada pelo seu filho um ano após sua morte: “Não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”.

“Noutro país seria impensável Sergio Moro não se demitir”, diz Greenwald

Publicado originalmente no DN

O Brasil foi abalado nos últimos dias pela divulgação na imprensa de mensagens trocadas entre Sergio Moro e os procuradores da Lava-Jato, recolhidas por um hacker, que provam a existência de conluio entre o juiz da Lava-Jato e a acusação contra investigados da operação, nomeadamente o entretanto condenado – pelo ex-juiz e agora ministro da Justiça – Lula da Silva.

Pelo teor das mensagens, cuja divulgação ganhou o epíteto “Vaza Jato”, ficou a saber-se, por exemplo, que os procuradores achavam as provas contra o antigo presidente frágeis e que o juiz Moro, a quem seria exigida equidistância, não só ajudava como nalguns momentos até comandava a investigação.

Além de juízes do Supremo Tribunal Federal simpáticos à Lava-Jato também serem envolvidos na estratégia, Moro fala, a determinada altura, em usar a imprensa a favor da operação e, portanto, contra Lula, que acabaria preso e impedido de concorrer às eleições de 2018, ganhas por Jair Bolsonaro.

O presidente da República, que entretanto convidou Moro para o seu governo, vem defendendo o seu ministro da justiça enfaticamente. Mas a oposição quer levar o ex-juiz a uma Comissão Parlamentar de Inquérito, os editorialistas dos principais jornais brasileiros exigem a sua demissão imediata e pesquisas de opinião indicam que a popularidade de Moro foi manchada.

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No centro da “Vaza Jato”, está a versão brasileira do site americano The Intercept, fundado por Glenn Greenwald, o vencedor do prémio Pulitzer, a mais alta distinção jornalística nos Estados Unidos, depois de divulgar o caso em torno das fugas de informação do ex-agente da CIA Edward Snowden, que abalou as estruturas da Casa Branca e de Downing Street de 2013 até hoje. O próprio Greenwald co-assina as reportagens sobre aquilo a que ele chama de “corrupção dentro da Lava-Jato” protagonizada por Moro.

O jornalista norte-americano, apesar das ameaças de morte e pressões governamentais “comparáveis às sofridas no Caso Snowden”, aceitou falar ao DN através de mensagens do aplicativo Whatsapp sobre a “Vaza-Jato”. E garantiu que vem mais por aí.

Como acha que as divulgações do The Intercept Brasil refletem na imagem do ministro Sergio Moro?
Acho que a percepção da população sobre o Moro já mudou. Nos seis dias que passaram desde que começamos a divulgar as reportagens, duas pesquisas mostraram, com números relativamente parecidos, que a popularidade e a aprovação dele já caíram dez pontos percentuais, mas, como é óbvio, como ele ficou durante os últimos cinco anos, com a ajuda dos grandes órgãos de comunicação social, a construir a sua imagem nada vai mudar radicalmente numa semana.

Mas ainda vem aí mais material potencialmente danoso para Moro?
Além de nós termos muito mais material que vamos publicar sobre ele, já estamos vendo os aliados dele na grande comunicação social brasileira a abandoná-lo – como a [revista] Veja, que disse muito claramente que ele violou a lei, ou o Estadão [jornal O Estado de S. Paulo], que disse que ele deveria renunciar. Isso é muito significativo porque são veículos de centro-direita que o apoiaram por muitos anos e que estão a chegar à conclusão que ele fez coisas totalmente erradas. A população mais desligada da política vai demorar um pouco mais tempo a ter a mesma percepção mas acabará por tê-la.

O seu marido [David Miranda, deputado do PSOL, partido de esquerda] afirmou ter recebido ameaças.
Sim, nós recebemos muitas ameaças. O meu marido já denunciou uma, particularmente feia, ameaçando os nossos filhos, a nossa família, e eu, o tempo todo, estou a sofrer ameaças pelo meu e-mail, assim como o meu marido.

São pressões comparáveis às que recebeu durante o Caso Snowden?
Sim, as pressões parecem-se muito com o Caso Snowden, quando o governo norte-americano e o do Reino Unido estavam a toda a hora afirmando que nós éramos criminosos, simplesmente porque estávamos informando graças a uma fonte que eles achavam que roubara documentos. Agora, passa-se a mesma coisa com o ministro Moro, a chamar-nos constantemente de aliados de hackers. São muitas ameaças, em suma: ameaças de morte, principalmente anônimas, mas também ameaças do governo, tentando pressionar-nos e espalhando que nós somos criminosos só porque estamos a fazer jornalismo.

A Lava-Jato não é positiva para o Brasil? É contrário à operação?
Ninguém pode levantar essa acusação de que sou contra a Operação Lava-Jato porque em 2017 eu fui como palestrante a um evento no estrangeiro que atribui 100 mil dólares a pessoas que lutam contra a corrupção e entre os três finalistas estava a task force da Lava-Jato. Nessa altura, a esquerda em geral e os petistas [apoiantes do PT, partido de Lula da Silva ou Dilma Rousseff] em particular pressionaram-me a boicotar o evento mas eu fui mesmo assim e defendi e elogiei a operação. O procurador Deltan [Dellagnol] e outros três ou quatro membros da Lava-Jato viajaram também, acabando por não ganhar – a vitória foi para um jornalista do Azerbaijão. Mas o que quero destacar é que ele, o Deltan, publicou nas suas redes sociais o meu discurso e disse que “o renomado jornalista Glenn Greenwald fez um discurso muito importante sobre o nosso trabalho na Lava-Jato”.

Então, considera-se a favor dela?
Também ninguém pode dizer que eu sou contra a Lava-Jato porque sou de esquerda, etc., até porque eu já apoiei muitas pessoas de direita também. O que eu acho é que nós estamos fortalecendo a Lava-Jato e a luta contra a corrupção porque estamos revelando a corrupção dentro da própria Lava-Jato. Esse lado da operação precisa ser limpo para, dessa forma, o processo da Lava-Jato vir a ter mais integridade e credibilidade.

Nos Estados Unidos, o seu país de origem, acreditam que um juiz que toma partido num processo desta sensibilidade seria obrigado a demitir-se?
É impensável noutros países que qualquer juiz apanhado a fazer as coisas que Moro fez consiga manter-se em qualquer cargo público, muito menos um cargo público com tanta importância como o de ministro da justiça, mas obviamente o [presidente Jair] Bolsonaro não se importa nem um pouco com corrupção, ele e a família dele são bem ligados a milicianos, já temos muitas provas sobre isso. E, mais ainda, o Moro é muito importante para a legitimidade do governo Bolsonaro.

Ainda acredita na demissão de Moro?
Vamos ver o que vai acontecer depois de divulgarmos mais coisas de tudo o que Moro fez, se ele pode sobreviver, mantendo-se num cargo público. A grande comunicação social brasileira, que ficou cinco anos aplaudindo-o, festejando-o, homenageando-o, agora virou, isso mostra que o futuro dele não é muito otimista e que a imagem dele já foi muito manchada com as divulgações já conhecidas.

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Glenn Edward Greenwald

Nasceu há 52 anos em Nova Iorque

Notabilizou-se por ter liderado, a partir de 2013, a série de reportagens do Caso Snowden, que abalou a NSA, agência de segurança norte-americana, em colaboração com o jornal britânico The Guardian e o jornal americano The Washington Post

Venceu, na sequência, os prêmios Pulitzer e George Polk, os mais prestigiados dos Estados Unidos

Foi personagem do filme “Snowden”, de Oliver Stone

Mora no Rio de Janeiro

É casado desde 2005 com David Miranda, deputado do PSOL em substituição de Jean Wyllys, que abdicou do mandato por ameaças. O casal adotou dois filhos