Um grande aceno à conciliação

POR GERSON NOGUEIRA

A reunião convocada pelo presidente Ricardo Gluck Paul com ex-presidentes do PSC, muito além de seus objetivos práticos, representa um marco na história recente do clube e mostra que a tão reclamada humildade pode ser exercitada sempre que há boa vontade, mesmo no ambiente sempre hipermega competitivo do futebol profissional e suas estruturas viciadas.

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Em primeiro lugar, merece destaque a postura respeitosa e humilde demonstrada pelo presidente, que antecipou publicamente a intenção de convidar seus antecessores para trocar ideias, ouvir sugestões e pedir apoio para poder conduzir a gestão do clube.

Registre-se também a reação igualmente receptiva e generosa dos ex-gestores Luiz Omar Pinheiro, Vandick Lima, Alberto Maia e Rui Sales.

Pelo que se sabe do encontro, realizado na sexta-feira à tarde, Gluck Paul conduziu de forma democrática, escutando as opiniões e conselhos dos ex-presidentes. Anotou as ideias postas à mesa e prometeu analisar detidamente cada uma delas.

Tudo com um único interesse: o bem-estar da instituição. É importante ressaltar que o presidente faz uma administração pautada na busca de interação com representantes da torcida, conselheiros e sócios.

Não agiria diferente em relação a interlocutores ainda mais credenciados e respeitados. Ao abrir espaço para a participação – mesmo indireta – de seus antecessores, Gluck Paul confirma a firme disposição de fazer uma gestão diferenciada no clube, desprovida de vaidades.

Os idiotas da objetividade poderiam argumentar que o presidente só recorreu aos seus pares em função das dificuldades encontradas à frente do clube. Pode ser que sim, embora duvide dessa tese, pois creio que ele agiria assim mesmo se a situação fosse excepcionalmente boa.

De qualquer maneira, sob todos o pontos de vista, a atitude é elogiável, pois tem o condão de pacificar tendências políticas no clube, que vivia uma espécie de divisão entre a velha guarda e a bossa nova, desde que o grupo Novos Rumos tomou o poder.

Inimizades foram cultivadas ao longo desses últimos seis anos, mas o encontro de sexta-feira pode determinar um novo modo de caminhar. Com apoio, explícito ou não, no sentido de ajudar o Papão a solucionar os problemas atuais e sair da crise no futebol. Desdobramentos positivos já devem se fazer notar nos próximos dias.

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Federação, enfim, age pelo bem dos clubes

Depois de longo e ruidoso silêncio, a FPF finalmente deu o ar da graça em defesa dos interesses dos nossos clubes. Em São Paulo, como convidado da CBF para a estreia do Brasil na Copa América, o presidente Adelson Torres conseguiu que a entidade autorizasse a mudança de data do clássico Re-Pa da terça-feira (25) para domingo, 23 de junho.

Não é preciso dizer que o ajuste das datas era a saída óbvia e sensata. Afinal, não se concebe que um clássico tão popular fosse marcado para uma terça-feira à noite. É como jogar dinheiro pela janela.

De toda sorte, é digna de registro a intervenção da cartolagem em

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 22h, com a participação de Valmir Rodrigues e deste escriba baionense. Em pauta, gols e análises das rodadas das Séries C e D.

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Toronto Raptors e seu incrível arsenal de novidades

Tão impressionante quanto a saga de superação do Toronto Raptors, que se tornou campeão da NBA na quinta-feira, o primeiro time não americano a lograr tal façanha, é a trajetória do craque Kawhi Leonard, o gênio silencioso que movimenta as engrenagens da surpreendente esquadra canadense.

“Os do Norte”, como são conhecidos nos EUA, enfrentaram preconceitos e o declarado desinteresse dos grandes craques para reforçar o clube. Somente nos anos 90 o Toronto voltou à cena,adquirido  por 125 milhões de dólares, conquistando aos poucos a simpatia e a paixão da cidade.

A decolagem definitiva para o topo veio com a gestão do nigeriano Masai Ujiri, que substituiu Isiah Thomas e deu ao Toronto um perfil vencedor. Sua aposta em atletas improváveis resultou num garrafão todo estrangeiro: o camaronês Siakam e os espanhóis Serge Ibaka e Marc Gasol. Como cereja do bolo, trouxe Kawhi Leonard.

O ex-jogador do San Antonio Spurs foi uma aposta de risco. Apesar das brilhantes qualidades, pairavam desconfianças quanto ao seu estado físico. Aos poucos, com jogadas fantásticas e sempre falando pouco, ele conquistou o Toronto, ganhou a cidade e levantou o título da NBA. Uma façanha sem precedentes.

Quem não o conhecia ainda e viu sua movimentação em quadra nos cinco jogos da disputa final com o favorito Golden State Warriors, ficou impressionado. Misto de Kobe Bryant com LeBron James, Leonard é um típico craque da NBA, com domínio de todos os fundamentos e aquela faísca de talento que permite sempre brincar com o improviso.

Verdade que o GSW perdeu peças importantíssimas ao longo da série decisiva, até mesmo no quinto jogo, mas é indiscutível Leonard fez por merecer a glória conquistada.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 16)

2 comentários em “Um grande aceno à conciliação

  1. Boa Nova saber que estás acompanhando a NBA. Que craque o kahwi, jogador completo, ataca e defende com a mesma qualidade e domina todos os fundamentos, sempre com humildade, um exemplo de atleta.

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