Brasil sai na frente, mas comete falhas e sofre virada australiana

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Na tarde de hoje, o Brasil abriu vantagem de 2 a 0 com direito a recorde de Marta, mas após falhas e um gol contra viu a seleção australiana vencer por 3 a 2 o jogo, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo feminina. Com o resultado, a equipe de Vadão ficou com três pontos, e a Austrália também chegou à mesma pontuação. Na terceira e última partida pelo Grupo C, a seleção brasileira enfrenta a Itália na terça-feira (18), às 16 horas (de Brasília), em Valenciennes.

O primeiro tempo começou com a Austrália pressionando a saída de bola, o que fez a equipe comandada por Vadão ter dificuldades de criar pelo meio para chegar ao ataque. Apesar disso, o Brasil encontrou espaço e fez 2 a 0, mas as australianas conseguiram diminuir a desvantagem com um gol aos 46 da etapa inicial.

Na segunda etapa da partida, a seleção australiana partiu para cima das brasileiras, que estavam sem Marta, e conseguiu deixar tudo igual. A Austrália empatou após falha da defesa brasileira em um cruzamento e virou graças a um gol contra. Após os gols, o Brasil não teve sucesso nas tentativas de reação.

No início do primeiro tempo, as australianas tomaram conta do ritmo, já que precisavam da vitória após derrota por 2 a 1 para a Itália na estreia. A equipe comandada pelo técnico Ante Milicic fez marcação forte na saída de bola do Brasil. Com isso, as comandadas de Vadão tiveram dificuldades para chegar ao ataque.

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Ainda no começo do jogo, Formiga fez falta em Yallop e acabou recebendo o segundo cartão amarelo em duas partidas disputadas. Portanto, a brasileira terá de cumprir suspensão automática na partida contra a Itália.

Knight puxou Letícia Santos na área, e a árbitra marcou pênalti em lance discutível para o Brasil. Marta foi para a cobrança, deslocou a goleira Willians e colocou a bola no fundo das redes. Com o gol, a seis vezes melhor do mundo igualou recorde do alemão Klose ao chegar a 16 gols em Copas e se tornou a primeira, entre homens e mulheres, a marcar em cinco Mundiais diferentes.

Um minuto depois de tomar um susto com a boa chance da Austrália, o Brasil ampliou a vantagem. Aos 37 minutos da etapa inicial, Tamires aplicou uma bela caneta em Gielnik e tocou para Debinha. A meia foi para o fundo, cruzou para a área e viu Cristiane testar para o gol. Antes de ir para os vestiários, a Austrália partiu para cima do Brasil. Aos 46 minutos do primeiro tempo, Foord aproveitou bola alçada na área para estufar as redes e diminuir a vantagem brasileira.

Após pressão do início do segundo tempo, a Austrália conseguiu empatar a partida. Aos 12 minutos da etapa complementar, Logarzo cruzou da direita em direção a área, ninguém desviou, a goleira Bárbara não conseguiu defender, e a bola entrou no gol.

Aos 23 minutos do segundo tempo, a Austrália virou o placar ao conseguir o terceiro gol. Em bola alçada na área brasileira, Mônica desviou, e a bola foi para o fundo das redes. A árbitra consultou o VAR para concluir se houve ou não um impedimento por participação da australiana Kerr e validou o tento.

Gilmar: Moro era “chefe” da Lava Jato e denúncias anulam condenação de Lula

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou Sergio Moro e Deltan Dallagnol pelo tom dos diálogos registrados em um aplicativo de conversas e ponderou sobre consequências para a Operação Lava Jato associadas ao conteúdo publicado pelo site The Intercept Brasil.

De acordo com Mendes, as mensagens divulgadas no domingo (9) mostram que “o chefe da Lava Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro”, disse Mendes, em entrevista a ÉPOCA.

O ministro identifica implicações diretas das revelações para o desenrolar da operação. “Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”, analisou Mendes, referindo-se aos trechos das conversas que sugerem uma colaboração entre Moro e Dallagnol.

Autoridade Olímpica chega ao fim, mas cargos continuam muito cobiçados

O maior cabide de empregos no esporte, concentrado na estrutura da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), com salários de até R$ 21 mil, encerrará as atividades no próximo dia 30. Criada em 2011 como Autoridade Pública Olímpica, a autarquia trocou de nome em 2017 quando os 212 cargos existentes caíram para 90. Era o início do enxugamento da máquina que deu apoio aos Jogos Rio 2016. Agora, ainda ficarão em torno de trinta servidores para o rescaldo definitivo das atividades da autarquia, que tem orçamento de R$ 160 milhões para este ano.

Agora, com o final da autarquia, o ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), tenta transferir para a sua pasta os cargos previstos para extinção. É uma jogada política ousada – mas própria do MDB -, pois confronta o discurso do governo que tenta reduzir os elevados custos da máquina pública. Em tese, a ideia do ministro é reforçar a estrutura do Ministério da Cidadania, onde estão centralizadas as ações da Cultura do Esporte e Desenvolvimento Social. Mas, na prática, é a oportunidade do MDB acomodar os seus filiados, geralmente os derrotados nas urnas. São personagens sem conhecimento do assunto que ganharam espaço, em detrimento de técnicos e especialistas. (Do Blog de José Cruz)

Trivial variado da manobra para valorizar o meio e ignorar a mensagem

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“Eu estou horrorizado. O sistema acusatório esta morto e enterrado (ou cremado, para não deixar vestígios). Mas o pior é vê-los dizer que é normal, ‘não tem nada de mais’. É um acinte a promotores e juízes Brasil afora. Atribuindo essa barbaridade a todos nós. Não em meu nome.” Marcelo Semer

“Temos material mais explosivo para sair”. Glenn Greenwald

“O juiz Moro jamais deveria ter enviado mensagens de texto particulares para Dallagnol com sugestões de como sua equipe deveria proceder. E, francamente, Dallagnol – que, novamente, é alguém de quem gosto e respeito e penso ser uma pessoa decente e honrada – deveria ter gentilmente mas firmemente recuado quando recebeu essas mensagens, dizendo algo como: ‘Agradeço suas sugestões, mas acho que provavelmente não deveríamos ter conversas privadas sobre o caso’”. Matthew Stephenson, professor de direito de Harvard

“A história de Fux é cheia de maracutaia.A filha de Fux, que fazia parte do escritório do laranja Bebiano, foi nomeada por Pezão pra o cargo de desembargador do TJRJ. Fux teve apoio de Cabral pra ser nomeado pra o STF. Por isso, não estranho o nome dele nos diálogos da Vaza Jato”. Gilvan Freitas

“Em processos judiciais não se pode fazer clandestinamente ‘articulação com os americanos’. Existe um processo legal para que essa ‘articulação’ seja possível. Estamos diante de vendilhões da Pátria. Se fantasiam de verde-amarelo como disfarce para suas ações antinacionais”. Flávio Dino

Papéis mostram que atos da Lava Jato coincidiram com orientações de Moro no Telegram

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O cruzamento das mensagens trocadas pelo chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, com o então juiz Sergio Moro indicam que, em pelo menos dois casos, as orientações dadas pelo magistrado no aplicativo Telegram foram cumpridas à risca pelo Ministério Público Federal.

As mensagens foram reveladas pelo site The Intercept Brasil no último domingo e deram início a uma crise política em que Sergio Moro, ministro mais popular do governo Jair Bolsonaro, passou a ser suspeito de ter influenciado no trabalho da acusação de processos que ele próprio julgou – o que é proibido tanto pela Lei Orgânica da Magistratura quanto pelo Código de Processo Penal.

As mensagens atribuídas a Moro e Dallagnol indicam que o magistrado sugeriu à Procuradoria a troca de ordens de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas etapas e antecipou uma decisão judicial. O BuzzFeed News cruzou nos últimos dias as mensagens e os atos da procuradoria e do juiz nas mesmas datas nos processos citados.

Em 16 de outubro de 2015, o procurador Dallagnol usou o Telegram para discutir com o juiz Moro a soltura do ex-executivo da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar por decisão do então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, na noite anterior.

Tido como um personagem-chave da ligação da Odebrecht com políticos, Alexandrino era companhia frequente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagens ao exterior.

“Caro, STF soltou Alexandrino. Estamos com outra denúncia a ponto de sair, e pediremos prisão com base em fundamentos adicionais na cota. […] Seria possível apreciar hoje?”, escreveu Dallagnol, segundo o Intercept Brasil.

“Não creio que conseguiria ver hj. Mas pensem bem se é uma boa ideia”, respondeu Moro, segundo o site, em tom de alerta. Nove minutos depois, conforme o Intercept, Moro volta a falar com o procurador, reforçando a cautela: “Teriam que ser fatos graves”.

Não se tratava de uma cautela banal. Decretar uma nova prisão preventiva de Alexandrino, logo depois de ele obter o habeas-corpus do ministro Teori Zavascki, poderia ser um ato de enfrentamento da primeira instância contra o Supremo Tribunal Federal.

Logo depois de falar com Moro, segundo o Intercept, Dallagnol informou aos colegas da força-tarefa que falara com o “russo” e começaram a discutir a estratégia.

O que aconteceu nas horas seguintes cumpriu à risca o roteiro da troca de mensagens, conforme os autos do processo.

Às 18h03 daquele dia 16 de outubro de 2015, o Ministério Público Federal apresentava uma nova denúncia e pedidos de novas prisões preventivas contra a cúpula da Odebrecht, só que sem o nome de Alexandrino.

Tratava-se de uma novidade, já que a força-tarefa havia pedido e obtido de Moro duas prisões preventivas contra Alexandrino, em junho e julho de 2015, juntamente com o presidente do conglomerado, Marcelo Bahia Odebrecht, e os executivos Cesar Ramos Rocha, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo.

Como indicara na mensagem, Moro não apreciou a denúncia no mesmo dia.

Às 11h17 do dia útil seguinte, segunda-feira, 19, foi registrado no sistema da Justiça Federal do Paraná o despacho em que Moro acolheu a denúncia contra a cúpula da Odebrecht, registrando a ausência de Alexandrino.

“Já decretei, porém, a prisão preventiva de Cesar Ramos Rocha, Marcelo Bahia Odebrecht, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo, nas decisões datadas de 15/06/2015 e 24/07/2015 (…) Não obstante, no último dia 16, este Juízo recebeu comunicação de decisão liminar tomada pelo eminente Ministro Teori Zavascki no HC 130.254, através da qual foi revogada prisão cautelar decretada por este Juízo contra um dos executivos da Odebrecht, Alexandrino de Salles Ramos de Alencar”, registra o juiz.

E prossegue: “Neste processo, Alexandrino não foi denunciado, nem o MPF requereu a decretação de nova preventiva. Então, em princípio, não há óbice para a apreciação do requerido pelo MPF, pois se trata de outra ação penal e de outros acusados. Evidentemente, ainda que Alexandrino fosse denunciado, jamais se cogitaria em restabelecer a preventiva, salvo fundada em fatos supervenientes que a justificasse.”

No dia 17 de novembro, Moro mandou mensagem a Dallagnol pelo Telegram em tom de reclamação. “Olha está um pouco dificil de entender umas coisas. Por que o mpf recorreu das condenacoes dos colaboradores augusto, barusco e mario goes [sic] na acao penal 5012331-04? O efeito pratico é impedir a execução da pena”, enquadrou o juiz às 12h07, segundo o site.

” E julio camargo tb. E nao da para entender no recurso se querem ou nao alteracao das penas do acordo?”, continuou Moro, 11 minutos depois. “Vou checar”, respondeu Dallagnol às 12h25, de acordo com o Intercept Brasil. E, depois das 14h, enviou uma série de considerações justificando a decisão de recorrer:

“Estamos aqui discutindo o caso. O problema é que o recurso tem uma série de questões objetivas, factuais e jurídicas, que se comunicam aos corréus não colaboradores. […] Não tem como o tribunal rever em relação aos corréus e não em relação ao colaborador. […] Seriam dois direitos no mesmo caso para os mesmos fatos. […] Em síntese: não estamos vendo como recorrer só em relação aos não colaboradores em questões que se aplicam a todos, sob pena de se julgar prejudicado o recurso.”

Moro não se convenceu. “Sinceramente nao vi nenhum sentido nos recursos ja que nao se pretende a alteracao das penas finais dos colaboradores. O mp está recorrendo da fundamentação, sem qualquer efeeito pratico. Basta recorrer so das penas dos nao colaboradores a meu ver. Na minha opiniao estao provocando confusão”, escreveu às 16h49, segundo o Intercept. “E o efeito pratico sera jogar para as calendas a existência execução das penas dos colaboradores”, completou o juiz, no minuto seguinte.

No mesmo dia 17, Moro se pronunciou nos autos do processo rejeitando o recurso dos procuradores, com argumentos muito parecidos com as mensagens enviadas a Dallagnol.

“O recurso está, com todo o respeito, obscuro, pois não se compreende se o MPF pretende de fato a reforma das penas finais aplicadas aos criminosos colaboradores e que foram fixadas considerando os termos do próprio acordo celebrado pelo MPF e, se negativo, qual seria o interesse jurídico do Parquet [MPF], máxime considerando, neste último caso, o único efeito prático de retardar a execução das penas fixadas no acordo”, escreveu o juiz, no despacho.  (Do BuzzFeed News)

STF pode anular processo do tríplex

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O processo do tríplex contra Lula pode ser anulado, em parte, pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 25, quando será julgado o habeas corpus em que Sergio Moro é acusado de parcialidade. Uma boa parte da ação, no entanto, deve sobreviver —ainda que Moro seja considerado suspeito.

Nesta hipótese, a condenação será anulada — mas todos os atos anteriores ao recebimento da denúncia por Moro podem ser mantidos.

A investigação da Polícia Federal e a peça acusatória dos procuradores, assim, subsistiriam. Um novo juiz seria chamado a analisá-las para aceitar ou não a denúncia. Em caso positivo, o mesmo magistrado teria que ouvir novamente as partes e decidir se Lula é ou não culpado.