Autoridade Olímpica chega ao fim, mas cargos continuam muito cobiçados

O maior cabide de empregos no esporte, concentrado na estrutura da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), com salários de até R$ 21 mil, encerrará as atividades no próximo dia 30. Criada em 2011 como Autoridade Pública Olímpica, a autarquia trocou de nome em 2017 quando os 212 cargos existentes caíram para 90. Era o início do enxugamento da máquina que deu apoio aos Jogos Rio 2016. Agora, ainda ficarão em torno de trinta servidores para o rescaldo definitivo das atividades da autarquia, que tem orçamento de R$ 160 milhões para este ano.

Agora, com o final da autarquia, o ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), tenta transferir para a sua pasta os cargos previstos para extinção. É uma jogada política ousada – mas própria do MDB -, pois confronta o discurso do governo que tenta reduzir os elevados custos da máquina pública. Em tese, a ideia do ministro é reforçar a estrutura do Ministério da Cidadania, onde estão centralizadas as ações da Cultura do Esporte e Desenvolvimento Social. Mas, na prática, é a oportunidade do MDB acomodar os seus filiados, geralmente os derrotados nas urnas. São personagens sem conhecimento do assunto que ganharam espaço, em detrimento de técnicos e especialistas. (Do Blog de José Cruz)

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