A Globo e sua tática diversionista

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Por Gilberto Maringoni, no Facebook

Assisti uma parte do JN agora à noite (segunda, 10). O tom foi de tentar desqualificar as denúncias do Intercept. A coalizão governista – que inclui a direção da Globo – está diante de um problema sério: a desastrada nota lançada pelo MPF – no calor da hora – admitiu serem verdadeiros os diálogos vazados. A dada altura o documento afirma:

“Dentre as informações ilegalmente copiadas, possivelmente estão documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança dos integrantes da força-tarefa e de suas famílias”.

OU SEJA, PASSARAM RECIBO sobre o que já foi divulgado e pelo que ainda há a divulgar. Possivelmente o clima de barata-voa e a sensação de terem sido pegos com a boca na botija bagunçou a redação.

Sem ter como negar o material que está em todas as redes, o principal informativo da Globo buscou dar aparência de normalidade ao caso. Os argumentos foram de três ordens:

1. A CONVERSA NÃO REVELA NADA DEMAIS. Juízes dialogam com advogados, procuradores e policiais, para melhor realizarem seus trabalhos. Essa foi a linha da declaração de Moro, em Manaus, de Mourão, em Brasília, e da nota da Associação dos Juízes Federais (Ajufe). Além disso, o JN colocou no ar um vídeo de Deltan Dallagnol, postado no twitter. O procurador ressalta a imparcialidade da Lava Jato (mais de 50 condenados e 400 investigados de 26 partidos) e seu objetivo determinado de combater a corrupção;

2. AS CONVERSAS E ZAPs revelados pelo Intercept são antigos (Moro) e nem é mais possível dizer se são autênticos ou não, pois ninguém mais guardou esses registros;

3. AS MENSAGENS FORAM hackeadas de forma criminosa e ilegal – repetido duas vezes por Bonner e Renata, além de constar na nota da Ajufe – e são liminarmente nulas como provas.

Foi lido um trecho da nota da defesa de Lula, mas ninguém do Intercept foi ouvido.

O JN AGE COMO JOGADOR DE POQUER. Mostrou algumas cartas, mas espera a movimentação do adversário para decidir nova tática. Há um certo tom defensivo, pois o alerta de Glenn Greenwald, Betsy Reed e Leandro Demori é claro:

“Esse é apenas o começo do que pretendemos tornar uma investigação jornalística contínua das ações de Moro, do procurador Deltan Dallagnol e da força-tarefa da Lava Jato – além da conduta de inúmeros indivíduos que ainda detêm um enorme poder político e econômico dentro e fora do Brasil”.

MORO E SUA TRUPE não sabem o que vem pela frente. Leandro Demori, editor do site, afirmou ter divulgado apenas 1% do material recolhido. A afirmação joga uma bomba no colo dos possíveis parceiros articulados com a república de Curitiba, entre os quais podem estar a própria Globo, sites de direita, como o Antagonista, e setores do aparelho de Estado, entre eles, membros do STF.

Trata-se literalmente de uma guerrilha informativa de movimentos rápidos, sem que um dos lados – Moro, Dallagnol & Associados – conheça, mesmo que de forma imprecisa, o poder de fogo do outro.

A extrema cautela do JN deixa entrever mais que cuidados com a qualidade da informação. Pode ser manifestação de receio de que fatos até aqui ocultos ganhem a luz do dia.

Rafinha abrilhanta promoção beneficente em Castanhal

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O jogo beneficente patrocinado pelo presidente do Castanhal e ex-jogador Helinho teve como atração a presença de vários atletas atletas que passaram pelo Coritiba, Palmeiras e outros grandes clubes. A partida atraiu um bom público ao estádio Maximino Porpino, atraído principalmente pela participação de Rafinha, lateral que jogou por vários anos no Bayern de Munique e deve ser anunciado como a nova contratação do Flamengo.

Rafinha e Helinho foram companheiros de time no Coritiba no começo da década de 2000. Sempre solícito e simpático, Rafinha deu autógrafos e atendeu os fãs.

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Fase ruim na Série C leva Papão a afastar quatro jogadores

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A diretoria do Paissandu decidiu afastar quatro jogadores por deficiência técnica e questões disciplinares, após as últimas apresentações do time, com ênfase na partida de sábado contra o Atlético-AC em Rio Branco. O goleiro Douglas Silva, os volantes Alex Galo e Marcos Antônio e o atacante Paulo Henrique são os jogadores incluídos na lista de dispensa. A decisão foi tomada pela diretoria em comum acordo com o diretor de Futebol Felipe Albuquerque e o técnico Hélio dos Anjos.

O clube ainda não oficializou a notícia, que, segundo a fonte, deverá ser divulgada pelo próprio presidente Ricardo Gluck Paul em entrevista coletiva. O afastamento do quarteto abre o processo de reformulação do elenco para o restante da Série C.

Depois do jogo em Rio Branco, Hélio dos Anjos admitiu a necessidade de novas contratações. “Eu falo o que já falei para a direção, e a direção me pediu até esse jogo para a gente discutir definitivamente a possibilidade de trazer jogadores. Vou dar alternativas voltadas para o nosso momento, para a nossa realidade de divisão. Eu já tenho pesquisado. O Henrique, nosso analista, já captou tudo que precisa captar para a gente decidir. Mas eu vou ser sincero, inclusive porque já falei para o Felipe [Albuquerque]: há a necessidade de trazermos alguma coisa para revitalizar o grupo”.

Há sete partidas sem vencer, o PSC terá como próximo adversário o Luverdense, sábado, às 17h, no Mangueirão.

Neymar perdeu R$ 277 milhões de valor de mercado

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Do Estadão:

Quase um ano após virar piada durante a disputa da Copa do Mundo da Rússia, Neymar vive calvário ainda pior com a sua imagem perante ao público mundial. O atacante está vivendo a fase mais complicada da carreira profissional ao lidar com o maior problema que teve até então, desta vez fora de campo: a acusação de estupro feita pela modelo Najila Trindade, que o teria feito perder quase R$ 300 milhões de valor de mercado.

Durante a disputa do Mundial de seleções, entre junho e julho de 2018, o brasileiro entrou em descrédito pelas frequentes quedas dentro de campo após divididas, que seriam ‘valorizadas’ pelo atleta e gerando a ira dos rivais e a ironia dos torcedores de futebol – ele virou até jogo de internet onde o objetivo era mantê-lo em pé durante uma queda automática para os lados.

Desta vez, com o escândalo em que se envolveu com Najila Trindade, a situação ficou ainda pior. Com a imagem arranhada após ter vivido um bom começo de ano em 2019, ele perdeu R$ 277 milhões de valor de mercado, de acordo com um estudo feito pelo Centro Internacional de Estudo do Esporte (Cies).

The Intercept mostra faro investigativo e dá lição no jornalismo à brasileira

Por Gustavo Conde, no Facebook

Vou fazer que nem o Lula e dizer: “deixa eu falar uma coisa pra você”. (Sempre quis fazer isso).
O dado concreto é que o The Intercept é vacinado. Eles conhecem o nosso jornalismo de milícia.
Um lote de vazamentos com Moro e Dallagnol em dança promíscua jamais seria suficiente para mobilizar a atenção da nossa imprensa, quando mais a ‘recepção narrativa’ dessa imprensa.
Mas um conjunto de lotes? Aí a conversa é outra.
Não é à toa que Glenn Greenwald tem um Pulitzer nas costas. No Brasil, praticar o jornalismo real, investigativo, exige cifras de inteligência e caráter adicionais.
O drible da vaca dado pelo “Interceptador” (que nome para um site!) é da ordem do inconsciente e da ciência econômica (sic): a projeção – de futuro – é mais forte simbólica e retoricamente do que o posto na linha do horizonte.
Em língua de gente: pouco importa o lote vazado na histórica noite de 9 de junho de 2019. O que conta mesmo é o volume gigantesco de conversas que o site diz ter em mãos – e o respectivo conteúdo ‘estarrecedor’. O que vimos ontem foi só uma prévia.
É o aperitivo desta que anuncia ser a maior fraude judicial-eleitoral de todos os tempos, levando-se em conta não apenas o Brasil, mas o próprio mundo (que não é plano e dá voltas).

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No Brasil, produzir jornalismo investigativo exige essa artimanha: é preciso garantir a continuidade e a sequência narrativa, senão o brasileiro não ‘pega’. Nem no tranco.
É o nosso novelismo aplicado, décadas de corrosão cerebral com novelas intermináveis e idênticas umas às outras (com os mesmos atores, diretores, iluminação etc).
Uma pergunta adicional, no entanto, ainda me faz coçar o calcanhar aflitivo das indagações: por que a fonte vazou essa montanha de diálogos criminosos para o The Intercept e não para a imprensa comercial?
Precisa responder? Precisa.
Porque resta evidente, olimpicamente evidente, que a imprensa comercial denunciaria a fonte e a entregaria às “autoridades”.
Esse é o jornalismo de cativeiro praticado no Brasil.
Tanto mais interessante também é a nossa subserviência à cultura anglo-saxã (no quesito ‘elite-informação’).
O verniz que um veículo com título em inglês dá ao escândalo Moro Leaks é uma sinuca de bico para a nossa classe média tosqueada pela indigência cognitiva de bolsos e de minions.
A própria imprensa vassala caiu nessa armadilha. É bonito estampar o nome “The Intercept” no frontispício das matérias subdesenvolvidas brazucas que querem ser sempre made in USA.
Afinal de contas, isca não é só minhoca, é também um miolo de pão adocicado.
O The Intercept não tem apenas – e é bom que se diga – ambições domésticas com essa matéria. É uma matéria para ganhar o mundo, para romper fronteiras e abrir um flanco de resistência jornalística nas fraudes eleitorais – seguidas de lawfare – que ainda estão por vir.
O conceito de ‘Wiki Leaks’, “vazamentos rápidos” em tradução livre, depende, paradoxalmente, de uma duração longa – a duração da desova mesma dos vazamentos, a conta gotas e a seleções cirúrgicas e controladas.
Porque assim, dá-se a dimensão de instituição ao jornalismo praticado e impõe-se a ‘fiança do sentido’ (a verossimilhança narrativa).
Contra as notícias rápidas e rarefeitas, só pílulas de tempo denso, recheadas do óbvio ululante. Ou: todos já sabiam de tudo isso, mas era um ‘saber’ ainda ‘marginal’.
Sobre esse já dito e já sabido, é preciso enunciar mais uma cifra de percepção fugidia.
Como era de conhecimento público e notório que Sergio Moro e Deltan Dallagnol sempre foram dois criminosos a serviço da perseguição política, é-nos assaltada a surpresa diante de tal compêndio de vazamentos.

A reação fica entre o deboche e a indignação, o que é um dilema terrível para quem precisa de sinalizações concretas e claras de que a civilização e a justiça ainda existem.
Um desafio a mais sem dúvida (mas quem disse que seria fácil?).
Resta acompanhar e torcer para que o The Intercept siga seu destino de recolocar os pingos nos is neste país.
Mais um Pulitzer para Glenn Greenwald seria pouco.

Definidos confrontos das quartas de final da Copa do Brasil

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou na tarde de hoje os confrontos das quartas de final da Copa do Brasil. O Palmeiras vai enfrentar o Internacional, enquanto o Flamengo vai pegar o Athletico-PR; os outros dois duelos serão entre Bahia x Grêmio e Atlético-MG x Cruzeiro. A rota de cada time até a final também já está definida. Quem vencer entre Flamengo e Athletico-PR faz uma semifinal com o ganhador de Grêmio x Bahia; do outro lado, quem passar de Palmeiras x Inter pega o vencedor de Cruzeiro x Atlético-MG.

O mando de campo dos jogos foi sorteado logo em seguida. O Palmeiras faz o primeiro jogo com o Inter no Allianz Parque e decide no Beira-Rio; o Grêmio pega o Bahia primeiro em Porto Alegre e faz a volta em Salvador; o Flamengo visita primeiro o Athletico em Curitiba e faz o segundo jogo no Maracanã; e o Cruzeiro terá o mando do primeiro jogo contra o Atlético, ambos em Belo Horizonte.

As quartas de final serão disputadas apenas em julho, depois da Copa América. Os jogos de ida estão marcados para a semana do dia 10, enquanto os de volta serão jogados na semana seguinte, do dia 17.

Os times à esquerda fazem o primeiro jogo em casa:

Grêmio x Bahia

Athletico-PR x Flamengo

Cruzeiro x Atlético-MG

Palmeiras x Internacional