Outro vacilo dentro de casa

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POR GERSON NOGUEIRA

O estreante Hélio dos Anjos não fez grandes mudanças no time do Papão para enfrentar o São José. Em campo, o posicionamento também não se alterou e os erros se repetiram. O emocional continuou falho: Caíque foi expulso (como Tiago Primão e Bruno Oliveira nos jogos anteriores). No placar final, o reflexo da atuação irregular: novo tropeço em casa e 6º jogo seguido sem vitória, incluindo as derrotas para o Internacional.

O empate de 1 a 1 favoreceu a tática cautelosa do time gaúcho, cuja única proposta era evitar a derrota. No primeiro tempo, o PSC foi superior, tocando a bola e tentando executar a transição ofensiva com qualidade.

Tiago Luís comandava as jogadas, com auxílio de Marcos Antonio e Diego Rosa, com Nicolas e Paulo Rangel adiantados. Apesar da pressão e de insistentes manobras em direção à área adversária, o PSC não criava situações claras de gol.

A pressão funcionou e, aos 27 minutos, a acuada defesa do São José deixou passar cruzamento na área e a bola chegou a Paulo Rangel, que mandou para as redes. O gol empolgou o pequeno público (2.351 pagantes + 2.021 sócios), mas não chegou a entusiasmar a equipe.

O São José saiu da defensiva, passou a tocar mais a bola, mas não ameaçava o gol de Mota. O PSC atacava de vez e teve duas oportunidades – com Tiago Luís e Marcos Antonio – para ampliar.

No começo do 2º tempo, apesar do astral positivo gerado pelo placar favorável, o PSC não acertava o passo nas tentativas de ataque. Sempre ficava faltando alguma coisa. Em alguns momentos, a pressa era o problema; noutros, pesava certa indolência.

Apesar disso, logo no primeiro minuto Tiago Luís chutou com muito perigo, assustando o goleiro do São José. Aos 4 minutos, Marcos Antonio chutou forte no canto. Aos 6’, o volante arriscou de longe e quase fez um gol olímpico.

A partir daí, o PSC parou de controlar as ações, abrindo espaço para uma discreta subida de rendimento do visitante. Aos 16’, Xuxa substituiu Maradona e as jogadas ofensivas do São José ganharam em qualidade.

Pela primeira vez, o equilíbrio passou a predominar na partida, com o time gaúcho mostrando crescente agressividade e ganhando escanteios seguidos. Aos 24’, aproveitando rebote à entrada da área, Xuxa arrematou forte para empatar. A zaga do Papão começou a bater cabeça e, dois minutos após o gol de Xuxa, Luiz Eduardo perdeu outra grande oportunidade.

Hélio dos Anjos, que já havia trocado Diego Rosa por Vinícius Leite, fez nova substituição, tirando Marcos Antonio e lançando Leandro Lima em campo. A torcida, que pedia Pimentinha, passou a vaiar o técnico.

Em cobrança de Tiago Luís, a bola é cabeceada por Paulo Rangel e passa perto da trave. O próprio Tiago dispara de longe, mas o goleiro espalma. Aí, Caíque se envolve em confusão com o técnico do São José e recebe o segundo cartão amarelo.

Obrigado a recompor a marcação, Hélio dos Anjos substituiu Tiago por Johnny Douglas. O PSC seguiu atacando, mas o desespero já ditava as ações. A última tentativa mais aguda ocorreu aos 39’, quando Nicolas desviou cruzamento de Bruno Collaço e acertou a trave.

Pode-se dizer que o PSC tinha razoável domínio do jogo até o começo do segundo tempo, quando permitiu a evolução dos gaúchos. Mesmo com chances de desenhar outro resultado, o time paraense falhou nas finalizações e voltou a exibir instabilidade emocional, com a expulsão de Caíque em momento crucial da partida. (Foto: Jorge Luiz/Ascom PSC)

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Leão precisa vencer para voltar a ser líder

O Remo vai para seu terceiro compromisso fora de Belém nesta Série C. Nos anteriores, empatou com o Juventude e derrotou o Luverdense. No geral, o time está invicto e faz campanha acima da média, com 73,3% de aproveitamento técnico.

Para o confronto desta noite, em Tombos (MG), o técnico Márcio Fernandes repete a mesma formação que tem se apresentado bem e cumprido à risca a proposta estabelecida desde a estreia, baseada na marcação forte e na troca de passes como forma de controlar o jogo.

Com a defesa menos vazada de toda a competição, com apenas um gol sofrido (diante do Juventude), Márcio Fernandes tem como principal preocupação hoje a montagem de um meio-campo capaz de sustentar o ritmo mesmo fora de casa e de abastecer o ataque.

Para o torcedor, a preocupação maior se encontra justamente na parte ofensiva, onde o Remo tem seus piores índices no campeonato. Com cinco gols marcados, tem apenas o 11º ataque da Série C. Sem um atacante de área que imponha respeito e seja forte no jogo aéreo, a equipe tende a continuar sofrendo para fazer gols.

Diante do Tombense, que está à beira da zona da morte e precisa desesperadamente pontuar, o Remo precisará ter todos os setores funcionando bem. Para retomar a liderança do grupo B, temporariamente ocupada pelo Juventude, terá que lutar por uma vitória.

Em situações assim, o contra-ataque é a alternativa óbvia para furar o sistema defensivo do adversário. Márcio Fernandes tem no elenco opções para explorar os contragolpes.

Os velocistas Danilo Bala e Tiarinha poderiam ter chances no jogo, bem como Carlos Alberto e Garré, pela habilidade nas jogadas pelos lados. Alex Sandro poderia ser uma alternativa, pois também sai da área e sabe jogar em velocidade.

A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 03)

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