Vale a pena ver de novo?

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POR GERSON NOGUEIRA

Tite percorre o caminho oposto ao recomendado pelos manuais de sucesso que ele tanto aprecia e propala. A lista de 23 convocados para a Copa América, um torneio menor no contexto do futebol mundial, indica que ele segue abraçado a conceitos e preferências que não deram certo na Copa do Mundo da Rússia. Ficou no mais do mesmo.

Na entrevista, que teve pouca performance desta vez, sem menção a externos desequilibrantes ou último terço do campo, o técnico embaralhou o raciocínio ao tentar justificar algumas presenças. Fernandinho parece mesmo um capricho pessoal, talvez para provar que não fez besteira em 2018 ao apostar até o fim no atrapalhado volante.

É verdade que, sob a direção de Pep Guardiola, Fernandinho fez uma Premier League digna de elogios, sem brilhos maiores, mas com eficiência e sem grandes lambanças, como é de seu feitio fazer.

Duro é explicar ao torcedor os motivos que fazem Tite acreditar que o volante do Manchester City não repetirá os maus passos da tragédia Alemanha 7 a 1 (2014) e da derrota para a Bélgica na última Copa. Preferiu Fernandinho a Fabinho, de jornada também impecável no futebol inglês.

Outras insistências do treinador continuam a desafiar o bom senso. Gabriel Jesus, Tiago Silva, Fagner e Daniel Alves lideram o segundo pelotão de questionamentos. O atacante do City passou todo o campeonato inglês como reserva do argentino Aguero. Tite parece ser o último a entender que Gabriel já não é o mesmo atacante de futuro de três anos atrás.

O zagueiro Tiago Silva caminha para a aposentadoria, onde Daniel Alves parece já estar. Em 2014, já se arrastava em campo nos jogos do Brasil pela Copa do Mundo. Por fim, Fagner é o carniceiro predileto de Tite e isso parece servir como explicação.

Mas Tite perdeu o ar compenetrado de consultor de autoajuda quando o assunto Neymar veio à tona. O silêncio sobre o episódio da agressão ao torcedor do PSG deixa claro que o técnico tem imensas dificuldades para lidar com a grande estrela do escrete.

Havia quem acreditasse que Neymar podia ser oficialmente advertido pelo comando da Seleção. Ledo engano. Tite preferiu apelar à quinta emenda, dizendo que tudo o que pensa fazer será dito em conversa reservada com o jogador. De espantar que tal conversa ainda não tenha acontecido.

Neymar é uma das causas, talvez a maior delas, do clima de antipatia que cerca a Seleção Brasileira desde o período anterior à Copa 2018. Os chiliques, exibicionismos e atuações teatrais do atacante se encarregaram de afastar ainda mais o torcedor, que não consegue dissociar a Seleção de seu principal nome.

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Esperança e desafio no radar do Papão

Contra o Voltaço, hoje à tarde, o PSC precisa retomar o estilo simples e eficiente que garantiu vitórias nas 2 primeiras rodadas da Série C. O time fluminense lidera a chave B, o que, se aumenta a dificuldade da missão, pode dar – em caso de vitória – novo ânimo à equipe dentro da competição.

Não há crise na Curuzu. O time está no G4 do grupo, mas um novo tropeço certamente reabrirá questionamentos incômodos ao trabalho de Léo Condé. A entrada do meia-atacante Diego Rosa pode ser um fator de qualificação do ataque.

A conferir.

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Bola na Torre

Giuseppe Tommaso comanda o programa, a partir das 22h, na RBATV, com participações de Rui Guimarães e deste escriba de Baião. Em discussão, a participação dos clubes paraenses nas séries C e D. Sorteios e participação do telespectador.

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A tribuna do torcedor

“Escriba, penso que o problema do Mota não é apenas saída do gol. São outros, como falta de explosão e falha no posicionamento. Naquele jogo contra o Bragantino, não lembro de falha gritante dele, mas já havia falhado contra São Francisco, na cabeçada rente à perna esquerda. Falhou também no jogo contra o Castanhal, quando espalmou a bola no pé do adversário, na jogada que resultou no penal. A impressão é que faltou explosão a ele no gol de falta no Re-Pa, no gol de sábado do Juventude, e também nas cobranças de penalidades contra o Bragantino. Ele vai na bola, mas sem a explosão necessária para a defesa – é lento. E ainda falhou no 3º gol do Independente, pois estava mal colocado na cabeçada que foi praticamente no meio do gol. Enfim, não é comparação com o Vinícius pura e simplesmente. Enxergamos essas falhas e achamos que outro goleiro merece a chance de ser testado também”.

Sylvio Nóvoa, a respeito dos argumentos que expus na coluna de anteontem.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 19) 

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