Justiça Eleitoral cassa o mandato de senadora do partido de Bolsonaro

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) cassou nesta quarta-feira (10) o mandato da senadora Selma Arruda (PSL) e do suplente dela, Gilberto Possamai, por crime eleitoral. A chapa é acusada ter praticado caixa dois e abuso de poder econômico por omitir, da Justiça eleitoral, despesas de R$ 1,23 milhão na campanha do ano passado. Os magistrados também determinaram realização de nova eleição e a inelegibilidade de Selma e Gilberto.

A senadora, que é do partido do presidente Jair Bolsonaro e juíza aposentada, poderá recorrer da decisão no exercício do mandato. Ela afirma que é vítima de perseguição política. “Estou tranquila com a decisão proferida nesta quarta-feira (10) pelo Tribunal Regional Eleitoral. A tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política. Respeito a Justiça e, exatamente por esse motivo, vou recorrer às instâncias superiores, para provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados”.

O PSL tem outros três senadores: Flávio Bolsonaro (RJ), filho do presidente, Major Olimpio (SP), líder do partido, e Soraya Thronicke (PSL-MS). Segundo o relator do processo, desembargador Pedro Sakamoto, Selma deixou de registrar na contabilidade oficial gastos de R$ 1,23 milhão. O valor corresponde a 72% das despesas declaradas pela senadora. O voto do relator, favorável à cassação, foi acompanhado por todos os demais magistrados da corte. Para ele, Selma e seus suplentes saíram “em larga vantagem em relação aos outros candidatos, ferindo o princípio da isonomia”.

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