Impeachment de Bolsonaro: ele já cometeu crimes de responsabilidade. Cairá?

Por Reinaldo Azevedo, no UOL

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Leiam trechos da minha coluna na Folha:

Bolsonaro encerra o seu terceiro mês de mandato, e a pergunta mais frequente que me fazem —e isto nunca aconteceu em tempo tão curto— é a seguinte: “Você acha que ele vai até o fim?” Dado que o presidente e seus valentes escolheram a imprensa como inimiga, as pessoas imaginam que temos a resposta porque esconderíamos uma arma letal contra o “Mito”. As coisas mais perigosas que guardo contra Bolsonaro são a Constituição e a lei 1.079.

(…)

Para responder se Bolsonaro conclui ou não o seu mandato, terei de voltar a Dilma Rousseff. Sim, ela pedalou, cometeu crime de responsabilidade, segundo os termos da lei 1.079. Sempre cabe a pergunta: “Mas ela pedalou muito?” Não, gente! Seu governo destruiu as contas públicas em razão de obtusidades várias, que não vêm ao caso agora, mas a pedalada propriamente foi coisa pouca, nada que a sociedade brasileira não pudesse ignorar se a economia estivesse em crescimento, os juros e a inflação em níveis civilizados, as contas públicas em ordem — hipótese, então, em que a presidente não teria passeado imprudentemente de bicicleta…

O impeachment por crime de responsabilidade tem como condição necessária uma agressão à ordem legal — uma motivação, pois, de feição jurídica —, mas só se realiza se estiver dada a condição suficiente, que é a política. Não por acaso, seu primeiro passo é a admissão da denúncia, em decisão monocrática, pelo presidente da Câmara. E toda a tramitação segue sendo de natureza… política! Os senadores, que atuam excepcionalmente como juízes, também são políticos. (…)

A mesma lei 1.079 que depôs Dilma Rousseff considera, no item 3 do artigo 5º, ser “crime de responsabilidade contra a existência da União cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.

O artigo 7º aponta como “crimes de responsabilidade contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais” as seguintes práticas: “7 – incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina” e “8 – provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis”.

O mesmo artigo, no item 5, dispõe a respeito da destituição do fiscal do Ibama, ato do ministro Ricardo Salles: é crime de responsabilidade “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”. (…)

As pedaladas institucionais de Bolsonaro já são maiores do que as pedaladas fiscais de Dilma. O que ele fizer na política, agora, vai determinar o resto.

Lamentos tricolores

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Depois do tri campeonato em 83/84/85, e com a ascensão de Eurico Miranda, o Flu passou a ser mero coadjuvante no campeonato carioca.
Nos 34 anos seguintes, vencemos apenas 2 campeonatos em finais contra os grandes do Rio, 95 contra o Flamengo e 2012 contra o Botafogo. Nesse meio tempo tivemos o caixão em 2012 contra o Americano e 2005 contra o Volta Redonda, com aquele gol espirita do Antônio Carlos no último minuto.
Em 85 eu estava com 24 anos, não perdia um jogo do Flu. E de lá pra cá o que a nossa geração de tricolores cinquentões, quarentões, se acostumou a ver foi um time totalmente submisso fora das 4 linhas.
Cansamos de ir ao maraca ver o Flu ser roubado nos anos seguintes em campeonatos cariocas, e isso foi aos poucos afastando esta geração de tricolores acostumados aos títulos ano sim, ano não, 69/71/73/75/76/80/83/84/84, do maraca.
As novas gerações passaram a dar mais valor ao brasileiro, a copa do Brasil, a Libertadores, e o campeonato carioca passou a ser colocado de lado.
Poucas horas antes do Fla x Flu de hoje, cruzei com um amigo sócio e conselheiro do clube que perguntou se eu ia ao maraca, e de bate pronto, respondi que tinha perdido o tesão, em ver jogos do Flu no carioca por causa da roubalheira ( e também pela saúde).
Quando eu vi o Marcelo de Lima Henrique se dirigir ao monitor do VAR depois do gol anulado (com um minuto de jogo), confesso sequer saber qual foi a causa da anulação do gol, parecia ser por conta de um impedimento, já que o lance seguiu, e o bandeira só levantou o mastro assim que a jogada foi concluída, pensei no pior e comecei a sentir um mal estar. Precisei tomar uma losartana de 50 fora da hora, tirei o som ta TV, não dava pra engolir os caras da Globo/Sportv falando que os jogadores tinham que manter a calma. Começar um Fla X Flu decisivo dessa forma com Marcelo de Lima Henrique de Juiz.
Nojo do que virou o Carioca, são duas da manhã e não consigo pegar no sono, e depois não sabem por que a nossa torcida se afastou dos estádios. (Texto postado no Facebook e enviado pelo amigo Valdo Souza)

De fato, ter Marcelo de Lima Henrique como apitador em jogo do Flamengo é garantia plena de insegurança hehe…

Yuri elogia e revela conversa informal com Léo Condé

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Durante a apresentação do novo reforço do Remo, na noite desta quarta-feira (27), uma revelação feita pelo atleta chamou atenção. De acordo com Yuri, o novo técnico do Paissandu, com quem já trabalhou pela Caldense (MG), teria feito uma proposta, de forma indireta, para trabalhar na Curuzu.

“O Paissandu contratou um excelente treinador, fico feliz pelo Léo (Condé), mas não pelo time, claro. É um cara que representa muito na minha carreira. Quando ele acertou, me mandou uma mensagem e falou: ‘Vamos juntos, não vamos contra não’, mas eu disse que não tinha como, porque sou Remo”, revelou Yuri.

“Vou ficar muito feliz de enfrentá-lo pela primeira vez como profissional. É um cara com quem aprendi muito, não só como jogador, mas como pessoa. Vou ajudá-lo sobre a cidade, para que se adapte bem”, complementou.